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domingo, 30 de dezembro de 2012

Festa da Sagrada Família - 30 de Dezembro

  Tema: «Não sabíeis que devia estar nas coisas de meu Pai?»

  1ª Leitura:  Sir 3, 3-7.14-17a

  2ª Leitura: 1 Jo 3, 1-2.21-24;

  Evangelho: Lc 3,41-52


Mensagem:

O quadro da perda e encontro de Jesus apresenta antecipadamente o mistério da morte e da ressurreição de Jesus. Maria e José representam a comunidade cristã que perdeu de repente o seu mestre mas depois de «três dias» de espera e de procura consegue encontra-lo ressuscitado na glória do Pai.

A primeira palavra de Jesus lança uma nova luz sobre tudo o que foi dito até aqui a propósito do filho-servo e, ao mesmo tempo, fornece a chave de leitura de todo o resto do evangelho. Esta primeira palavra: «Porque me procuráveis? Não sabíeis que devia estar nas (coisas) de meu Pai?», dada como resposta a quem o procurou e encontrou ao terceiro dia, manifesta o modo incondicionalmente filial como Jesus se empenhou na história dos homens. Numa submissão absoluta em relação ao Pai, Jesus introduz-nos no coração do mistério da sua pessoa, que escapa à nossa compreensão: «Eles não compreenderam». «Não sabíeis que eu devia…?». O evangelista, ao longo do seu evangelho, irá retomar mais 18 vezes este sentido de necessidade imperiosa de realizar o projeto do Pai.

A narração começa com um ato de obediência de Jesus à Lei e termina com um gesto de submissão em relação aos pais. O menino tornou-se um homem: livremente «desceu com eles, voltou a Nazaré e era-lhes submisso» . Todo o episódio deixa perceber que esta obediência é algo mais profundo que o respeito ou a reverência que cada judeu devia ter para com os seus pais.

A insistência de Lucas na sabedoria de Jesus não deve passar despercebida. O menino que interroga os rabinos peritos no conhecimento da Torah (Lei) é apresentado como um mestre que responde às suas perguntas. Surge a maravilha, tão comum em Lucas, diante daquele que se apresenta como a Palavra de graça e à luz do qual todo o Antigo Testamento irá ter sentido. Por isso, Jesus ressuscitado interpreta as Escrituras aos discípulos de Emaús e, aos discípulos reunidos, abriu-lhes a mente para que as entendessem (24,45).

É a sabedoria do Filho que vive na intimidade do Pai e no qual confia. Por isso, a oração confiante ao Pai no monte das Oliveiras ou a sua última palavra antes de morrer: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito». Também Jesus ressuscitado, antes de deixar os seus, lhes indicará o Espírito como «a promessa do Pai» (24,49).

Com a resposta a Maria e a José, Jesus começa a distanciar-se dos seus. A Páscoa em que se situa este texto é uma prefiguração da última Páscoa de Jesus na qual, depois de três dias, as mulheres e os discípulos, não encontrando o corpo de Jesus, se rendem à evidência: realmente Jesus está junto do seu Pai. E as duas testemunhas, no túmulo, recordarão às mulheres a palavra de Jesus: «é necessário que seja entregue…» (24,7).

O final do texto apresenta um refrão muito caro a Lucas: «Sua mãe guardava todas estas coisas no seu coração», na esperança de que um dia lhe seja dado perceber o que sucedeu. Esta primeira rutura anuncia a última em que ela perderá definitivamente o seu Filho para, depois de três dias o reencontrar para sempre na fé.

«E desceu com eles, voltou para Nazaré e era-lhes submisso». À primeira vista, parece-nos que a partir daqui Jesus nunca mais desobedeceu aos pais e passou a ser bem comportado. Mas o que Lucas quer dizer é algo de diferente e mais profundo. O mandamento «honra teu pai e tua mãe» tornou-se uma realidade visível na pessoa de Jesus. De facto, este mandamento significa fundamentalmente acolher todos os ensinamentos transmitidos pelos pais e imitar a sua fidelidade a Deus na linha da tradição dos antepassados. Neste sentido os pais de Jesus puderam sentir-se muito «honrados» naquele filho que aprendeu a fé dos pais e o amor à palavra de Deus, referência fundamental da sua vida e que ele iria cumprir e levar á plenitude.

Jesus viveu em família como qualquer pessoa, o que significa que a salvação não é estranha à vida comum dos homens. Com efeito, em Nazaré não há milagres nem pregações nem ajuntamentos de multidões. A família de Jesus era uma família comum, simples, mas exemplar: amavam-se, mesmo no meio de incompreensões e correções, como nos apresenta o episódio deste domingo. Porém, naquela família há uma profundidade que é revelada pelo evangelho: a centralidade de Jesus. É este o segredo da família de Nazaré. Não será por acaso que o nome Nazaré significa «aquela que guarda», representando toda a vida do discípulo que acolhe, guarda e faz crescer o Senhor no seu coração e na sua vida.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Feliz Natal!


Para mim, o Natal é...

Veja as respostas dos meninos do 2º ano de catequese de Fradelos:

clique na imagem para aumentar

2º Ano de Catequese de Fradelos

domingo, 1 de janeiro de 2012

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus - 1 de Janeiro

Tema: "Glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido"

1ª Leitura: Num 6, 22-27

2ª Leitura: Gal 4, 4-7

Evangelho: Lc 2, 16-21



Mensagem:
O nascimento de Jesus foi de tal maneira pobre que só podia ser anunciado e entendido por aqueles que estavam excluídos da sociedade, como eram os pastores. Começa aqui uma história de aceitação e rejeição que se vai prolongar por toda a vida de Jesus. Os pobres e rejeitados são os únicos que compreendem a felicidade profunda como dom divino. É por isso que os pastores foram escolhidos como testemunhas e arautos dum nascimento que nada tinha de especial segundo o pensamento da época. Vejamos o seu comportamento.

Maria conservava estas coisas, meditando-as no seu coração, isto é, está recolhida e concentrada em si mesma para penetrar mais a fundo no significado dos acontecimentos em que se encontrou envolvida e das palavras dos pastores sobre o menino. Maria torna-se, assim, símbolo e modelo da comunidade cristã que, em atitude sapiencial e contemplativa procura assimilar interiormente o mistério do Verbo incarnado. Podemos observar que a experiência cristã, neste texto, é expressa por poucos verbos que estão relacionados entre si: escutar, obedecer, encontrar, ver, testemunhal, louvar.

O texto encerra com o rito da circuncisão, como qualquer judeu, e a imposição do nome. Mas não é o pai quem escolhe e dá o nome, como fez Zacarias em relação a João. O nome foi escolhido por Deus, o Pai Altíssimo, na linha dos grandes protagonistas da História da Salvação a quem Deus confere o nome a indicar a função e o destino. Jesus, Yeshua, significa «Yahweh salva». Jesus, Filho de Deus, é o Salvador, mais: Ele é a Salvação, como logo a seguir Simeão irá reconhecer.

"Adoração dos Pastores" de Domenico Feti
Pintura exposta no Museu Hermitage, São Petersburgo (Rússia)


Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL: ELE É NOSSA PAZ


10º Ano de Catequese do Centro da Igreja


Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo - 25 de Dezembro

"O nascimento de Jesus" (1653) de Nicolas Poussin
Pintura exposta em Alte Pinakothec, Munique (Alemanha)

Tema: "O Verbo fez-se carne"

1ª Leitura: Is 52, 7-10

2ª Leitura: Heb 1, 1-6

Evangelho: Jo 1, 1-18

Comentário:
S. João coloca o Verbo em Deus, apresentando a sua preexistência eterna, a intimidade de vida com o Pai e a sua natureza divina. O Verbo é força que cria, revelação que ilumina, pessoa que comunica a vida de Deus.

Para o homem da Bíblia «a Palavra» é a expressão mais profunda e íntima duma pessoa e o próprio Deus não seria Deus se não comunicasse a sua Palavra do fundo do seu Ser. O Verbo é gerado eternamente do profundo do seio do Deus-Amor; ele é o rosto do Pai, é a igualdade na diversidade das duas pessoas que se amam e comunicam entre si.

Todo o homem é feito para a luz e é chamado a ser iluminado pelo Verbo com e luz eterna de Deus que é a própria vida do Pai dada ao Filho. A luz de Cristo brilha em todo o homem que vem ao mundo e as trevas lutam para a eliminar. Todavia, o ambiente do mal, que se opõe à luz de Deus e à palavra de Jesus-Verbo, não consegue ter a vantagem e vencer.

Jesus é a luz autêntica e perfeita que apaga as aspirações humanas; a única que dá sentido a todas as outras luzes que aparecem na cena do mundo. Esta luz divina ilumina cada homem que nasce neste mundo. É a luz que se oferece no íntimo de todo o ser como presença, estímulo e salvação.

O Evangelho afirma que «o Verbo se fez carne», isto é, que a Palavra se fez homem, na sua fragilidade e impotência, como qualquer criatura, nascendo duma mulher, Maria. É este o anúncio que é necessário crer para se ser salvo: «Todo o espírito que reconhece Jesus Cristo vindo na carne, é de Deus; todo o espírito que não reconhece Jesus, não é de Deus (1Jo 4,2-3).

Jesus é a revelação de Deus, mas de modo escondido e humilde. No evangelho de João, a glória do Senhor é algo de interior que só o homem de fé pode compreender. A «glória» de Cristo é a verdade do seu mistério: a revelação no homem-Jesus do Filho de Deus vindo de junto do Pai.

Toda a vida de Jesus se desenrolou como vida filial, numa atitude de escuta e de obediência ao Pai, numa relação de amor com o Pai e como manifestação do Pai.



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)  

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal - 25/12

Veio até aos seus
e os seus não O receberam


«E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós.
Nós vimos a sua glória,
glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito,
cheio de graça e de verdade».


Jesus nasceu na cidade de Belém, no seio de uma família pobre, e foi envolvido em panos e recostado numa manjedora. Jesus Cristo é a Palavra do Pai feita Pessoa, Filho de Deus por natureza e não por adopção. É, em simultâneo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Nasce para salvar. Apenas e só. Para nos salvar. Por amor e para amar!

Os nascimentos, a vida que se faz existência, são motores de realização e felicidade. A Família de Nazaré, apesar das dificuldades, saboreou a alegria da vida nascente.

Neste tempo em que vivemos, em que por diversificados factores, a natalidade anda “nas ruas da amargura”, precisamos de reforçar a consciência e a certeza de que a família é uma realidade sempre aberta à vida.

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio o MENINO JESUS, em cima da Bíblia aberta, porque a Palavra fez-Se carne.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal, Esperança e Dom!


Mensagem de Natal de D. António Francisco, Bispo de Aveiro:
 
"O Natal é um acontecimento. Sempre novo e único. Sempre diferente e irrepetível. O Natal é dom de Deus!

O Natal não precisa de acrescentos nem de adereços. Não carece de adjectivações nem de qualificativos. Porque só há um Natal: o Natal de Jesus, o Filho de Deus.

O Natal será tanto mais autêntico quanto mais o centrarmos em Jesus Cristo e quanto melhor soubermos fazer deste tempo, (...) uma oportunidade de procura de Deus e uma experiência de encontro com a Humanidade.


(...) Neste tempo de crise prolongada e de austeridade implacável para tantas famílias, o Natal não pode ser apenas um oásis no deserto ou um momento de tréguas frente à inclemência injusta de tantas provações para os mais pobres. O Natal deve ser caminho para quantos procuram Deus e luz para todos os que esperam dos cristãos respostas concretas e compromissos corajosos de comunhão solidária e de fraternidade efectiva com os que mais sofrem.

O coração humano é o melhor presépio de Jesus, a família a necessária escola do Natal e a comunidade cristã o fermento novo do Evangelho que o Filho de Deus nos trouxe. Caros Diocesanos: que este Natal nos desperte com renovada alegria e crescente encanto para uma bela missão, vivida já na expectativa da próxima Missão Jubilar, conscientes de que no nascimento de Jesus se revela o amor de Deus pela Humanidade e que este amor aprendido com Jesus, o Filho de Deus, nos fará mais evangelizados e evangelizadores, mais generosos e solidários, mais atentos e felizes, mais próximos e irmãos, membros conscientes de uma Humanidade nova e construtores activos de uma Igreja viva.

Um abençoado e feliz Natal para todos."
Aveiro, 17 de Dezembro de 2011

António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro

Fonte: Leia a mensagem na íntegra no site da Diocese de Aveiro

domingo, 18 de dezembro de 2011

4ª Semana do Advento - 18/12 a 24/12

Preciso de ti!

«A Deus nada é impossível».

Maria, a serva do Senhor, escutou o anúncio da missão para a qual Deus a tinha escolhido.

Maria é um exemplo perfeito para a nossa vida. Tal como ela, também nós temos que estar atentos à missão que Deus tem para nos dar.

Como família cristã, precisamos de sentir que somos chamados a tomar parte na vida e na missão da Igreja. Precisamos de abrir o nosso coração ao amor de Deus para dizermos o nosso “SIM”, íntegro e decidido.

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio uma FLOR BRANCA como sinal da simplicidade, delicadeza, aceitação, determinação e confiança que aprendemos de Maria.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

4º Domingo do Advento - 18 de Dezembro

Tema: "Eis a serva do Senhor..."

1ª Leitura: 2 Sam 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16

2ª Leitura: Rom 16, 25-27

Evangelho: Lc 1, 26-38.




Mensagem:
Além de solene, o início do Evangelho deste Domingo é insólito, porque normalmente é o inferior que vai ter com o superior. A destinatária é primeiro apresentada com uma qualificação, «virgem», sem dúvida digna de valor, repetida duas vezes no mesmo versículo. Seguem-se outros pormenores, como a condição social de mulher que cumpriu a primeira fase do matrimónio, a descendência davídica do marido, o nome do marido e, por fim, não sem solenidade, o seu nome: Maria. A abundância de pormenores e o cuidado na escolha dos mesmos são um primeiro indício do papel importante que Maria tem na missão que Deus lhe quer confiar.

A saudação do anjo é fora do comum, quer porque em nenhum caso um mulher até então tinha sido saudada daquela maneira, até porque o seu conteúdo sai fora dos esquemas habituais. A iniciativa amorosa de Deus em relação a Maria é compendiada no termo «graça», que exprime o novo nome dado a Maria.

«O Senhor está contigo»: a ideia da missão está implícita. Quando Deus está com Israel ou com um seu eleito (Jacob; Moisés; Gedeão), isto significa não apenas protecção mas já uma ajuda para a missão. Maria é colocada na linha das grandes figuras que receberam de Deus um particular sustento em vista da tarefa a cumprir.

"Anunciação" (1433-34) de Fra Angélico
Painel principal do retábulo do altar da vida de Maria,
Igreja dos Jesuítas, Cortona (Itália)
A saudação insólita causa a perturbação de Maria. Não se trata duma perturbação descontrolada, porque Maria não perde a concentração e a capacidade de reflectir nas palavras da mensagem. «Não temas, Maria», é um convite à serenidade e à esperança. 

A mensagem vem agora anunciar um nascimento e a missão do que vai nascer. Jesus é apresentado não no seu fazer, mas no seu ser. São especificados os títulos, não a acção: ser grande, ser chamado Filho do Altíssimo, receber o trono de David, reinar para sempre, ser Filho de Deus. Acerca dele é dito que será «grande», título que sem mais precisões era reservado ao próprio Deus.

«O Espírito Santo descerá sobre ti, sobre ti estenderá a sua sombra o poder do Altíssimo». O texto exclui categoricamente a iniciativa e papel do homem na concepção, mas não explica como Deus intervém nem como age o Espírito. Vem sobre Maria como há-de vir sobre os Apóstolos. Aquele que vai nascer gozará duma relação única com Deus, será da sua mesma natureza: «Por isso, aquele que vai nascer santo será chamado Filho de Deus».  

Maria não é mãe dum homem que se torna Deus, mas dum ser humano cuja pessoa sempre foi divina. Encontramos aqui a maior originalidade do cristianismo: a profunda identidade de Cristo e o seu mistério.

O «sim» de Maria - «Eis a serva do Senhor...» - é o assentimento, a participação da vontade e do coração que escuta, o abandono a qualquer referência pessoal para confiar só na palavra divina.

"Anunciação" (1472) de Leonardo da Vinci
Pintura exposta na Galeria Uffiz, Florença (Itália)
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

domingo, 11 de dezembro de 2011

3ª Semana do Advento - 11/12 a 17/12

Deus está no meio de vós e não dais conta.


«João deu testemunho dele ao clamar: “Aquele que vem
depois de mim, passou-me à frente, porque existia antes de mim”».



José é o “justo” escolhido por Deus para ser esposo de Maria e pai adoptivo de Jesus.

Se olharmos para José, aprendemos com ele a esforçarmo-nos com alegria, independentemente do reconhecimento que nos possa ser atribuído e dos agradecimentos que possamos esperar.

Como família cristã, em tempos de crises variadas, precisamos de reaprender o valor do trabalho, do esforço, da dedicação, do serviço e até do suor!

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio o SERROTE, simbolizando o nosso esforço e perseverança, o nosso trabalho e dedicação, que aprendemos com S. José.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

3º Domingo do Advento - 11 de Dezembro

Tema: "Eu sou a voz que clama no deserto: aplanai o caminho do Senhor."

1ª Leitura: Is 61, 1-2a. 10-11

2ª Leitura: 1 Tes 5, 16-24

Evangelho: Jo 1, 6-8. 18-28




Mensagem:
O texto deste 3º Domingo, procura esclarecer a diferença entre o Precursor e o Messias, apresentando João como um protagonista essencial da entrada na história do Verbo de Deus, que é Vida dos homens e Luz do mundo.

"S. João Baptista" 
Pintura de Philippe De Champaigne
exposta no Museu de Grenoble, França


A primeira parte (Jo 1,6-8) já deixa bem claro que João, mais do que um Precursor de Cristo, é um «homem enviado por Deus... para dar testemunho da Luz». Não era a Luz, mas devia dar testemunho da Luz, aquela luz verdadeira que ilumina todo o homem. O próprio Jesus dirá mais adiante: «Quem me segue não caminha nas trevas».

A segunda parte (Jo 19-28) é o início dos diversos testemunhos em favor de Cristo, começando com o testemunho de João em relação aos judeus (e fariseus) que em todo o IV Evangelho são apresentados como os inimigos de Jesus.


Num diálogo insistente, João dá o seu testemunho e declara que não é o Cristo, o Messias, a LUZ.

Também não é Elias nem o Profeta. João apresenta-se como a personificação do Antigo Testamento, como a voz que anuncia a grande libertação (Is 40,3) que virá com o Messias. O baptismo de água que ele realiza sugere e anuncia o baptismo do Espírito de que falará expressamente mais adiante (Jo 1,33).

Enquanto João faz ouvir a sua voz e baptiza com água, faz saber aos seus ouvintes que «no meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, a que eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».

O anúncio de Cristo por João Batista é dado com toda a humildade. Nem se considera digno do serviço mais humilde: desatar a correia das suas sandálias.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição - 8/12

“Salve, cheia de graça,
o Senhor está contigo”


«Maria disse, então: ”Eis a serva do senhor, faça-se em
mim segundo a tua palavra”».


Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a BÍBLIA, posicionada como manjedoura, porque Jesus é a Palavra, o Verbo de Deus.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

domingo, 4 de dezembro de 2011

2ª Semana do Advento - 04/12 a 10/12


No deserto, João pregava
o arrependimento e a conversão


«Apareceu João Baptista no deserto,
a proclamar um baptismo de penitência
para remissão dos pecados». 


João Baptista é o “Precursor”, ou seja, é aquele que prepara a vinda do Messias. A sua missão é aplanar e preparar o caminho do Senhor. João ensina-nos, por meio do seu baptismo de penitência, que nos devemos purificar, a fim de nos convertermos, ou seja, de voltarmos, de novo, o nosso coração para Deus.

A família é suporte e apoio da felicidade humana, porque nos transforma e nos ajuda nesta caminhada de preparação para receber o Salvador. Para isto, também como família, precisamos de fazer um esforço de purificação e de conversão, abrindo as portas e janelas do nosso coração.

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a ÁGUA, porque é o sinal que aponta o nosso Baptismo e nos recorda a necessidade de purificação e de conversão permanentes.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

sábado, 3 de dezembro de 2011

2º Domingo do Advento - 4 de Dezembro

Tema: "Preparai o Caminho do Senhor"

1ª Leitura: Is 40, 1-5. 9-11

2ª Leitura: 2 Ped 3, 8-14

Evangelho: Mc 1, 1-8



Mensagem:
Ao falar de «Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus», Marcos diz algo de concreto para os leitores, apresentando Jesus ao mesmo nível do imperador, passando para Ele os atributos e as honras. Jesus é a incarnação de Deus, trazendo consigo a salvação do mundo e o caminho para o Reino de Deus de que Ele será o anunciador e o próprio centro.

Por isso Jesus é o «Messias» (Cristo) e, ao longo do texto de Marcos, o «Filho do Homem», mas também é essencialmente o «Filho de Deus», assim proclamado pelo centurião romano encarregado da crucifixão. Em Jesus o Evangelho tem o seu «princípio» para nunca mais deixar de ser proclamado.
"S. João Baptista" (1604-05) de Caravaggio
Pintura exposta no Museu de Arte Nelson-Atkins, Kansas (EUA)

Tudo começou com a pregação de João no deserto. Por isso, Marcos apresenta logo a seguir a figura grandiosa de João, com frases do Antigo Testamento, como «o mensageiro» que precede imediatamente o «Senhor», numa nova alusão à divindade de Jesus.

À primeira vista parece estarmos perante um texto do profeta Isaías, quando de facto começa com um texto de Malaquias (3,1), alterando «o meu caminho» para «o teu caminho». João é o mensageiro do Senhor enviado a preparar o caminho de Deus, agora incarnado em Jesus. O outro texto, Isaías 40,3, apresenta João como a voz que anuncia, não já libertação e o regresso do exílio da Babilónia, mas a libertação do pecado e o encontro com Deus operados por e em Jesus, o Filho de Deus.

A importância deste momento de salvação é sublinhada pela própria figura de João: a sua sobriedade e rigor estimulam à renúncia dos bens da terra a fim de estar livre para Deus. O seu porte profético evoca o estilo de Elias que se «vestia de peles» e «trazia um cinto de couro em volta dos rins» (cf. 2Rs 1,8) é que devia vir um dia para anunciar a chegada eminente do Messias.

O reino de Deus estava próximo e, com a sua vinda, o perdão dos pecados. O baptismo pregado e realizado por João era um rito de iniciação duma nova comunidade («toda a região...») que, arrependida dos seus pecados, esperava o Reino concretizado no mais forte que ele. É com Jesus que vem o «Espírito Santo», o dom dos últimos tempos, prometido pelo profeta Ezequiel (36,25-29). João, consciente do seu papel preparador e orientador, acredita que Aquele a quem anuncia comunicará essa força.


"A pregação de S. João Baptista" (1520) de Francesco Bacchiacca
Pintura exposta no Museu de Belas Artes, Budapeste (Hungria)
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

domingo, 27 de novembro de 2011

1ª Semana do Advento - 27/11 a 3/12

Estai alerta; Vigiai.
Não sabeis a hora nem o momento…

«Vigiai, portanto,
visto que não sabeis quando virá o dono da casa:
se à tarde, se à meia-noite,
se ao cantar do galo, se de manhãzinha;
não se dê o caso que, vindo inesperadamente,
vos encontre a dormir».


A Família de Nazaré baseia-se e funda-se na rocha firme do amor. É aí que começa o presépio.

Vigiai, vigiai, vigiai! Maria e José apresentam-se-nos como exemplo perfeito para a família dos nossos dias, uma família em constante vigilância, confiante em Deus e fazendo do Amor o alicerce das suas vidas.(...) A nossa missão é estarmos atentos para O reconhecer quando Ele nos bater à porta. Precisamos de estar alerta aos sinais do amor, no seio da nossa família, para sermos verdadeira “igreja doméstica”.

Na construção do Presépio...
Colocamos no nosso presépio a CASA ou a CABANA, porque é a base do presépio, tal como o Amor é a base da família que vigia.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro


1º Domingo do Advento - 27 de Novembro

Tema: Vigiai!

1ª Leitura: Is 63, 16b-17. 19b; 64, 2b-7

2ª Leitura: 1 Cor 1, 3-9

Evangelho: Mc 13, 33-37

Mensagem:
Este texto surge como conclusão do discurso escatológico que parte do anúncio da destruição do Templo, cujo acontecimento pode ser previsto, para o anúncio da manifestação do Filho do Homem que não pode ser previsto.

O apelo final, facilmente identificado pela insistência, é à vigilância. Mas o que significa «vigiar»? A palavra grega (agrypnéo - vigiar) indica alguém que pernoita no campo, atento a qualquer ruído para não ser colhido de surpresa, a dormir. Não é por acaso que o mesmo apelo à vigilância dos discípulos se encontra na boca de Jesus no Getsémani.

Mais do que fazer cálculos e previsões sobre o fim, há que empregar o tempo de hoje a realizar o que foi a cada um inteiramente confiado («deu autoridade e a cada um a sua tarefa»).



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)