Mostrar mensagens com a etiqueta Advento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Advento. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

IV Domingo do Advento - 23 de Dezembro

  Tema: «Bendito é o fruto do teu ventre»

  1ª Leitura: Miq 5, 1-4a

  2ª Leitura: Hebr 10, 5-10

  Evangelho: Lc 1, 39-45

  

Mensagem:

Este episódio insere-se nos dois primeiros capítulos do evangelho de Lucas, habitualmente chamados Evangelho da Infância. Os dois capítulos estão construídos em forma de díptico, fazendo uma apresentação da figura de João e de Jesus, enaltecendo, por um lado, a figura de João e mostrando as diferenças fundamentais deste em relação a Jesus. O episódio deste domingo é um encontro dos dois e das duas mães que têm uma conversa muito fora do comum. O evangelista Lucas põe na boca das duas mães uma recolha de textos do Antigo Testamento.

O sinal dado pelo anjo, relativo à maternidade de Isabel, como confirmação da maternidade de Maria, impele Maria a realizar a viagem de mais de 150 km. A pressa, referida por Lucas, é um sinal da plena obediência de Maria às palavras do anjo.


A saudação de Maria, que traz no seu ventre o Príncipe da Paz, provoca alegria em Isabel e no filho que tem no seu ventre. A habitual saudação judaica – «A paz esteja contigo» – atinge aqui uma profundidade que será explicada mais à frente. Aquele que vai nascer será motivo de Alegria para todo o povo e de Paz na terra.
"A Visitação" (1433-34) de Fra Angelico

As palavras de Isabel são ditas num «grande grito», uma expressão que faz lembrar textos do Antigo Testamento, num contexto litúrgico, relativos à arca da Aliança. Isabel saúda Maria como foram saudadas Jael (Jz 5,24) e Judite (Jt 13,18), duas mulheres de quem Deus se serviu para obter a libertação do seu povo. Maria é a jovem simples e humilde que se torna instrumento de salvação através do seu Sim que torna possível a encarnação do Filho de Deus, o fruto do seu ventre.

Isabel, enquanto adverte a presença do Filho de Deus no seio de Maria é revestida pela ação do Espírito Santo e também, no seu seio, o futuro João Baptista «estremece de alegria». A presença de Deus e a ação do seu Espírito são, no evangelho de Lucas, sempre motivo de alegria.

Sob a ação do Espírito Isabel profetiza, dizendo: «E donde me é dado que venha ter comigo a mãe do meu Senhor? Feliz daquela que acreditou, porque tudo o que lhe foi dito da parte do Senhor será cumprido». Maria é feliz, não pela sua maternidade miraculosa, mas pela sua fé na Palavra de Deus, aquela fé que tornou possível o impossível: Deus faz-se homem entre os homens!

Isabel reconhece em Maria a mãe do seu Senhor. As suas primeiras palavras, o seu grito de fé aclamam a criança que Maria traz no seu seio como se aclamava o próprio Deus: «Bendito». Jesus recebe, assim, na bênção de Isabel, o lugar de Deus.

A conclusão das palavras de Isabel parece mais uma afirmação válida para todos os crentes. Maria é apresentada por Isabel como figura dos crentes, que são felizes porque creem na palavra de Deus. Ela acreditou e, por isso, é a verdadeira mãe do Senhor.

O texto encerra com a exclamação de louvor por parte de Maria que entoa o início do Magnificat: «A minha alma glorifica o Senhor e o meu espírito exulta em Deus, meu Salvador».
Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação) 

domingo, 16 de dezembro de 2012

III Domingo do Advento - 16 de Dezembro

Tema: «Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo e no Fogo»

1ª Leitura: Sof 3,14-18a

2ª Leitura: Filip 4,4-7

Evangelho: Lc 3,10-18


Às multidões que vinham para ser batizadas, João pregava a conversão, isto é, uma mudança de mentalidade e chamava-lhes duramente «raça de víboras», pois a mudança de mentalidade deve ter consequências no modo de agir. Por isso, João dizia a todos: «Produzi frutos que provem a vossa conversão». É na sequência desta forte admoestação que surge o texto de hoje.

A conversão é necessária para todos, em geral, e também é possível mesmo para aquelas pessoas que parecem estar mais longe, como é o caso dos publicanos (cobradores de impostos) e dos soldados.

A pergunta fundamental: «Que devemos fazer?» faz lembrar o itinerário batismal cristão. Também os ouvintes de Pedro em dia de Pentecostes fazem a mesma pergunta; o mesmo acontece com o carcereiro em relação a Paulo e a Silas. O evangelista Lucas mostra claramente que uma verdadeira conversão exige uma mudança de vida que se traduza em atos de solidariedade e misericórdia para com os outros. É assim que é apresentada a comunidade primitiva. A resposta de João, mesmo se genérica, indica no amor do próximo o princípio base da sua proposta ética.
"A pregação de João Batista" (1601-03) de Alessandro Allori



A segunda parte do texto apresenta-nos o paralelo entre João e a figura do Cristo que está para se manifestar.No anúncio que faz o Baptista da vinda do Messias Salvador entra também a apresentação dele como alguém mais forte, do qual ele não é digno de desatar a correia das sandálias. Facilmente identificamos aqui uma atitude de humildade perante aquele que há-se vir, declarado «mais forte».

João salienta a sua tarefa de preparação: batismo com água como sinal de conversão, e, ao mesmo tempo aponta, não para um Cristo terreno, mas para alguém muito acima, de ordem divina, que triunfará sobre o mal e o pecado, isto é, em linguagem profética, separará o trigo da palha. O batismo no Espírito, agora anunciado, vai encontrar eco no livro dos Atos dos Apóstolos: «João batizava com água; vós sereis batizados com o Espírito Santo…».

Tal como o antigo profeta, também João «evangeliza», ou seja, anuncia a Boa Nova ao povo de Deus, através de exortações que o levem a um regresso, não à pátria, como o antigo povo, mas a Deus, numa verdadeira conversão que será selada com o dom do Espírito Santo.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)

domingo, 9 de dezembro de 2012

II Domingo do Advento - 9 de Dezembro

Tema: «Toda a criatura verá a salvação de Deus»

1ª Leitura: Bar 5, 1, 9

2ª Leitura: Fil 1, 4-6.8-11;

Evangelho: Lc 3, 1-6.



Mensagem:

No tempo do Advento, a liturgia propõe à nossa atenção as figuras de João, o Precursor, e de Maria, a Mãe de Jesus, para orientar a nossa espera e o nosso empenhamento. No 2º e 3º Domingo é João a guiar-nos, com dois textos tirados do capítulo 3 do evangelho de Lucas. Este evangelista estabelece um paralelo muito estreito entre Jesus e o seu precursor, construindo nos primeiros dois capítulos do seu livro dois dípticos em que apresenta alternadamente Jesus e João, o Baptista, na sua infância.

O paralelo continua ainda na narração da vida pública com uma atenção precisa: quando a cena é ocupada por Jesus, João desaparece. Lucas quer sublinhar deste modo que com Jesus começa um tempo novo, o tempo da salvação, que João tinha a missão de introduzir.

Lucas é, por excelência, o evangelista da História da Salvação, isto é, a História das intervenções salvíficas de Deus na história dos homens.

Ao escrever para cristãos de língua e mentalidade grega, convertidos do paganismo e, portanto, habituados à mitologia e a histórias fantásticas fora deste mundo, Lucas quer marcar bem a diferença entre essas histórias dos deuses pagãos e a «História de Salvação» que vai apresentar.

A intervenção de Deus a favor dos homens acontece dentro da própria história humana, num tempo e num lugar bem determinados. Começa por indicar sete personagens do mundo profano e do mundo religioso. Para chegar ao número 7, que significa totalidade ou plenitude, ele refere Anás, sogro de Caifás, que já não era sumo-sacerdote, embora tivesse importância na vida religiosa. Lucas quer, deste modo, indicar que o que vai narrar tem a ver com toda a vida humana e com todos os povos.

«A palavra de Deus foi dirigida a João». É assim que a maior parte dos livros proféticos do Antigo Testamento começa, situando-se no período de cada reinado. Naquele tempo determinado e num lugar concreto, o deserto, João é apresentado como Profeta ou, como dirá Jesus, mais do que profeta.

A sua missão é preparar o caminho àquele que vem. Este caminho passa por uma atitude interior de conversão, com o sinal exterior do mergulhar na água do rio Jordão, significando a sua vontade de receber o perdão dos pecados que virá quando surgir o Messias.

A pregação de João baseia-se no texto do profeta Isaías (40,3-5), de que Mateus e Marcos só referem o princípio. Lucas cita todo o texto. O profeta anunciava o regresso à pátria dos exilados na Babilónia como um novo êxodo e convida o povo a preparar o caminho do retorno. Precedidos por Yahweh, o povo de Israel atravessará o deserto num caminho recto, sem altos e baixos. Para caracterizar o precursor, a citação é adaptada. Enquanto no livro de Isaías o deserto é o lugar no qual o caminho é preparado, nos evangelhos o deserto é o lugar onde fala João, a voz que prega a conversão com vista à vinda do Messias.

Este regresso foi espiritualizado, tornando-se num convite a uma mudança radical, isto é, a eliminar os obstáculos à Salvação de Deus: a arrogância, as desigualdades e os seus caminhos tortuosos, ou seja, a eliminar tudo o que opõe a Deus, tudo o que é pecado. Só assim se obterá a Salvação de Deus.

Ao longo do seu evangelho, Lucas vai identificar Salvação com perdão dos pecados. E esta salvação tem um rosto concreto: Jesus Cristo que, na altura do nascimento, foi apresentado como Salvador e foi chamado Salvação de Deus pelo velho Simeão.

Todos aqueles que reconhecerem o seu pecado e quiserem endireitar a sua vida receberão o perdão, isto é, a Salvação de Deus. É este o sentido da última frase, no seu tom de universalismo: «E toda a carne verá a salvação de Deus». Esta salvação de Deus é oferecida a todos, de qualquer raça ou nação.
Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação) 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

I Domingo do Advento - 2 de Dezembro

Tema: «A vossa libertação está próxima»

1ª Leitura: Jer 33, 14, 16

2ª Leitura: 1 Tes 3, 12-4,2

Evangelho: Lc 21, 25-28.34-36.



Mensagem:

O novo ano litúrgico que hoje se inicia, durante o qual iremos ser acompanhados pela leitura do Evangelho segundo S. Lucas, abre-se com um período de quatro domingos, em que a Igreja se prepara para celebrar no próximo Natal a vinda história de Jesus entre os homens. Ao mesmo tempo reaviva uma dimensão que a acompanha constantemente no seu caminho na história: a dimensão da espera. A Igreja aguarda, não com medo mas com desejo ardente e viva confiança, um futuro que Deus no seu amor prometeu e prepara. A este futuro, para o qual caminhamos, a Igreja chama-lhe «advento», isto é, vinda: a vinda do Senhor Jesus. É neste âmbito que se coloca a página do Evangelho deste 1º Domingo.

A primeira parte do texto deste Domingo é, praticamente, paralela ao texto de Marcos que era lido no XXXIII Domingo do ano B, contendo uma série de citações ou alusões (em itálico) tiradas do Antigo Testamento que, como vimos, pertencem à linguagem simbólica apocalíptica para significar que Deus vai intervir um dia sobre todas as forças do mal, abalando as convicções e as certezas em que muitos se baseiam e apoiam as suas vidas.

Todas as coisas deste mundo são corruptíveis, têm um fim. Mas o sentido da história humana não se encaminha simplesmente para a ruína e a desgraça. Aquilo que para muitos é o final de tudo, para os discípulos de Jesus Cristo é tempo de esperança e de certeza de libertação.

A segunda parte do texto alerta os discípulos as duas atitudes possíveis face à finitude e aos problemas da história pessoal e social. A primeira é de fuga, arranjando paliativos e falsas ilusões de bem-estar e de vida. A segunda atitude é permanecer acordado, apoiados na oração, isto é, na força de Deus para olhar os acontecimentos da vida através dos seus olhos.

O Dia do encontro com o Filho do Homem acontecerá sempre. É fundamental poder estar de pé, ou seja, com confiança, perante aquele que vem numa nuvem, como juiz, a interrogar a todos sobre a forma como usaram a sua vida. Porém, para os seus seguidores e amigos, vem numa atitude de amor, libertação e vida.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação) 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Advento: convite e oferta de Deus

Quase e ao longo de todo este período de catequese, vimos seguindo temas do nosso livro. Passamos ao longo de cada lição, vamos na número três, e temos uma longa base de dados, que nos obriga a meditar sobre cada tema e figuras, que nelas aparecem.

Falamos e aprofundamos, além dos textos bíblicos, também as imagens “Figuras”, que nos ajudam a dialogar, a viver e a crescer em Jesus Cristo, em Igreja, a celebrar a fé, e a comprometer-se no amor (Mt 4, 1-11). Atuamos e comprometemo-nos a viver, celebrar, amar e a acreditar (Lc 4, 18–19).

Projeto: na história da salvação e projeto de vida caminhando pouco a pouco, sempre de acordo com a palavra de Deus (Êxodo 2, 15–22; 3, 9–11; 4, 18) celebramos e atuamos no Advento e Natal, o amor acima de tudo, só assim se percebe o mandamento de Jesus “amai os vossos inimigos ” (Mt 5, 44 ; Lc 6, 27–35 ). Falamos e aprofundamos as obras de misericórdia – Obras de amor … Amai–vos uns aos outros como eu vos amei.

Por fim, nestas quatro semanas e seguintes, aprofundamos sobre o Advento, tempo de conversão e alegria, esperando assim a vinda do menino Jesus. Iniciamos então o Advento, com o termine do ano litúrgico, a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo. Jesus porém, alerta – nos de que o seu poder sobre o mundo vai muito além da nossa visão frequentemente tão superficial e mesquinha.

Iniciamos então um novo ano Litúrgico com o Advento; eis o tempo de preparação para a celebração do Natal: A grande festa de solidariedade e da comunhão, como o caminho da alegria e da paz, o povo que vivia nas trevas deu uma grande luz ; Deus visitou o seu povo (Is 56: 1-2).

Esta é a verdadeira Boa Nova que nós Cristãos recebemos de Deus e temos a obrigação de partilhar com todos, sempre e em todos os lugares. "Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16, 15). O Advento é antes demais um convite de Deus, uma oportunidade única de conversão. O Senhor Deus deseja entrar nas nossas vidas e dar–nos novas razões para viver: “Eu estou à tua porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei e cearei com eles” (Ap. 3, 20).

O convite e a oferta não poderiam ser mais claros. Contudo o grande desafio está na resposta que devo, e só pode ser dada por cada um de nós. Mas quais são os caminhos do Senhor? Onde e como nos podemos preparar? Jesus falou–nos da beleza e do encontro com o Pai. Foi isto mesmo que logo no início da sua vida aqui na terra repetiu aos pais: (“Não sabeis que devo ocupar-me com as coisas do meu Pai?”).

Sim, Jesus fez da sua vida uma verdadeira experiência de encontro com Deus. Nesse encontro, Jesus sentiu plenitude da comunhão e o dinamismo para toda a missão: “Assim como o Pai me tem amor, eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor” (Jo 15, 9). Se vivermos tudo isto, estamos prontos a recebe-lo no Natal “vinde Senhor Jesus”.

Votos de um Santo e Feliz Natal e um próspero Ano de 2012, com a melhor bênção do menino Deus, votos sinceros do grupo de catequese de Soutelo, do nono ano. Este trabalho, foi até agora, ao longo de todos os nossos encontros semanais preparado por todos, discutido e elaborado pelo responsável do grupo.

O catequista, Jorge Rodrigues
9º Ano de Catequese de Soutelo

domingo, 18 de dezembro de 2011

4ª Semana do Advento - 18/12 a 24/12

Preciso de ti!

«A Deus nada é impossível».

Maria, a serva do Senhor, escutou o anúncio da missão para a qual Deus a tinha escolhido.

Maria é um exemplo perfeito para a nossa vida. Tal como ela, também nós temos que estar atentos à missão que Deus tem para nos dar.

Como família cristã, precisamos de sentir que somos chamados a tomar parte na vida e na missão da Igreja. Precisamos de abrir o nosso coração ao amor de Deus para dizermos o nosso “SIM”, íntegro e decidido.

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio uma FLOR BRANCA como sinal da simplicidade, delicadeza, aceitação, determinação e confiança que aprendemos de Maria.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

4º Domingo do Advento - 18 de Dezembro

Tema: "Eis a serva do Senhor..."

1ª Leitura: 2 Sam 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16

2ª Leitura: Rom 16, 25-27

Evangelho: Lc 1, 26-38.




Mensagem:
Além de solene, o início do Evangelho deste Domingo é insólito, porque normalmente é o inferior que vai ter com o superior. A destinatária é primeiro apresentada com uma qualificação, «virgem», sem dúvida digna de valor, repetida duas vezes no mesmo versículo. Seguem-se outros pormenores, como a condição social de mulher que cumpriu a primeira fase do matrimónio, a descendência davídica do marido, o nome do marido e, por fim, não sem solenidade, o seu nome: Maria. A abundância de pormenores e o cuidado na escolha dos mesmos são um primeiro indício do papel importante que Maria tem na missão que Deus lhe quer confiar.

A saudação do anjo é fora do comum, quer porque em nenhum caso um mulher até então tinha sido saudada daquela maneira, até porque o seu conteúdo sai fora dos esquemas habituais. A iniciativa amorosa de Deus em relação a Maria é compendiada no termo «graça», que exprime o novo nome dado a Maria.

«O Senhor está contigo»: a ideia da missão está implícita. Quando Deus está com Israel ou com um seu eleito (Jacob; Moisés; Gedeão), isto significa não apenas protecção mas já uma ajuda para a missão. Maria é colocada na linha das grandes figuras que receberam de Deus um particular sustento em vista da tarefa a cumprir.

"Anunciação" (1433-34) de Fra Angélico
Painel principal do retábulo do altar da vida de Maria,
Igreja dos Jesuítas, Cortona (Itália)
A saudação insólita causa a perturbação de Maria. Não se trata duma perturbação descontrolada, porque Maria não perde a concentração e a capacidade de reflectir nas palavras da mensagem. «Não temas, Maria», é um convite à serenidade e à esperança. 

A mensagem vem agora anunciar um nascimento e a missão do que vai nascer. Jesus é apresentado não no seu fazer, mas no seu ser. São especificados os títulos, não a acção: ser grande, ser chamado Filho do Altíssimo, receber o trono de David, reinar para sempre, ser Filho de Deus. Acerca dele é dito que será «grande», título que sem mais precisões era reservado ao próprio Deus.

«O Espírito Santo descerá sobre ti, sobre ti estenderá a sua sombra o poder do Altíssimo». O texto exclui categoricamente a iniciativa e papel do homem na concepção, mas não explica como Deus intervém nem como age o Espírito. Vem sobre Maria como há-de vir sobre os Apóstolos. Aquele que vai nascer gozará duma relação única com Deus, será da sua mesma natureza: «Por isso, aquele que vai nascer santo será chamado Filho de Deus».  

Maria não é mãe dum homem que se torna Deus, mas dum ser humano cuja pessoa sempre foi divina. Encontramos aqui a maior originalidade do cristianismo: a profunda identidade de Cristo e o seu mistério.

O «sim» de Maria - «Eis a serva do Senhor...» - é o assentimento, a participação da vontade e do coração que escuta, o abandono a qualquer referência pessoal para confiar só na palavra divina.

"Anunciação" (1472) de Leonardo da Vinci
Pintura exposta na Galeria Uffiz, Florença (Itália)
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

domingo, 11 de dezembro de 2011

3ª Semana do Advento - 11/12 a 17/12

Deus está no meio de vós e não dais conta.


«João deu testemunho dele ao clamar: “Aquele que vem
depois de mim, passou-me à frente, porque existia antes de mim”».



José é o “justo” escolhido por Deus para ser esposo de Maria e pai adoptivo de Jesus.

Se olharmos para José, aprendemos com ele a esforçarmo-nos com alegria, independentemente do reconhecimento que nos possa ser atribuído e dos agradecimentos que possamos esperar.

Como família cristã, em tempos de crises variadas, precisamos de reaprender o valor do trabalho, do esforço, da dedicação, do serviço e até do suor!

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio o SERROTE, simbolizando o nosso esforço e perseverança, o nosso trabalho e dedicação, que aprendemos com S. José.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

3º Domingo do Advento - 11 de Dezembro

Tema: "Eu sou a voz que clama no deserto: aplanai o caminho do Senhor."

1ª Leitura: Is 61, 1-2a. 10-11

2ª Leitura: 1 Tes 5, 16-24

Evangelho: Jo 1, 6-8. 18-28




Mensagem:
O texto deste 3º Domingo, procura esclarecer a diferença entre o Precursor e o Messias, apresentando João como um protagonista essencial da entrada na história do Verbo de Deus, que é Vida dos homens e Luz do mundo.

"S. João Baptista" 
Pintura de Philippe De Champaigne
exposta no Museu de Grenoble, França


A primeira parte (Jo 1,6-8) já deixa bem claro que João, mais do que um Precursor de Cristo, é um «homem enviado por Deus... para dar testemunho da Luz». Não era a Luz, mas devia dar testemunho da Luz, aquela luz verdadeira que ilumina todo o homem. O próprio Jesus dirá mais adiante: «Quem me segue não caminha nas trevas».

A segunda parte (Jo 19-28) é o início dos diversos testemunhos em favor de Cristo, começando com o testemunho de João em relação aos judeus (e fariseus) que em todo o IV Evangelho são apresentados como os inimigos de Jesus.


Num diálogo insistente, João dá o seu testemunho e declara que não é o Cristo, o Messias, a LUZ.

Também não é Elias nem o Profeta. João apresenta-se como a personificação do Antigo Testamento, como a voz que anuncia a grande libertação (Is 40,3) que virá com o Messias. O baptismo de água que ele realiza sugere e anuncia o baptismo do Espírito de que falará expressamente mais adiante (Jo 1,33).

Enquanto João faz ouvir a sua voz e baptiza com água, faz saber aos seus ouvintes que «no meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, a que eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».

O anúncio de Cristo por João Batista é dado com toda a humildade. Nem se considera digno do serviço mais humilde: desatar a correia das suas sandálias.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Imaculada Conceição - 8/12

“Salve, cheia de graça,
o Senhor está contigo”


«Maria disse, então: ”Eis a serva do senhor, faça-se em
mim segundo a tua palavra”».


Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a BÍBLIA, posicionada como manjedoura, porque Jesus é a Palavra, o Verbo de Deus.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

domingo, 4 de dezembro de 2011

2ª Semana do Advento - 04/12 a 10/12


No deserto, João pregava
o arrependimento e a conversão


«Apareceu João Baptista no deserto,
a proclamar um baptismo de penitência
para remissão dos pecados». 


João Baptista é o “Precursor”, ou seja, é aquele que prepara a vinda do Messias. A sua missão é aplanar e preparar o caminho do Senhor. João ensina-nos, por meio do seu baptismo de penitência, que nos devemos purificar, a fim de nos convertermos, ou seja, de voltarmos, de novo, o nosso coração para Deus.

A família é suporte e apoio da felicidade humana, porque nos transforma e nos ajuda nesta caminhada de preparação para receber o Salvador. Para isto, também como família, precisamos de fazer um esforço de purificação e de conversão, abrindo as portas e janelas do nosso coração.

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a ÁGUA, porque é o sinal que aponta o nosso Baptismo e nos recorda a necessidade de purificação e de conversão permanentes.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

sábado, 3 de dezembro de 2011

2º Domingo do Advento - 4 de Dezembro

Tema: "Preparai o Caminho do Senhor"

1ª Leitura: Is 40, 1-5. 9-11

2ª Leitura: 2 Ped 3, 8-14

Evangelho: Mc 1, 1-8



Mensagem:
Ao falar de «Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus», Marcos diz algo de concreto para os leitores, apresentando Jesus ao mesmo nível do imperador, passando para Ele os atributos e as honras. Jesus é a incarnação de Deus, trazendo consigo a salvação do mundo e o caminho para o Reino de Deus de que Ele será o anunciador e o próprio centro.

Por isso Jesus é o «Messias» (Cristo) e, ao longo do texto de Marcos, o «Filho do Homem», mas também é essencialmente o «Filho de Deus», assim proclamado pelo centurião romano encarregado da crucifixão. Em Jesus o Evangelho tem o seu «princípio» para nunca mais deixar de ser proclamado.
"S. João Baptista" (1604-05) de Caravaggio
Pintura exposta no Museu de Arte Nelson-Atkins, Kansas (EUA)

Tudo começou com a pregação de João no deserto. Por isso, Marcos apresenta logo a seguir a figura grandiosa de João, com frases do Antigo Testamento, como «o mensageiro» que precede imediatamente o «Senhor», numa nova alusão à divindade de Jesus.

À primeira vista parece estarmos perante um texto do profeta Isaías, quando de facto começa com um texto de Malaquias (3,1), alterando «o meu caminho» para «o teu caminho». João é o mensageiro do Senhor enviado a preparar o caminho de Deus, agora incarnado em Jesus. O outro texto, Isaías 40,3, apresenta João como a voz que anuncia, não já libertação e o regresso do exílio da Babilónia, mas a libertação do pecado e o encontro com Deus operados por e em Jesus, o Filho de Deus.

A importância deste momento de salvação é sublinhada pela própria figura de João: a sua sobriedade e rigor estimulam à renúncia dos bens da terra a fim de estar livre para Deus. O seu porte profético evoca o estilo de Elias que se «vestia de peles» e «trazia um cinto de couro em volta dos rins» (cf. 2Rs 1,8) é que devia vir um dia para anunciar a chegada eminente do Messias.

O reino de Deus estava próximo e, com a sua vinda, o perdão dos pecados. O baptismo pregado e realizado por João era um rito de iniciação duma nova comunidade («toda a região...») que, arrependida dos seus pecados, esperava o Reino concretizado no mais forte que ele. É com Jesus que vem o «Espírito Santo», o dom dos últimos tempos, prometido pelo profeta Ezequiel (36,25-29). João, consciente do seu papel preparador e orientador, acredita que Aquele a quem anuncia comunicará essa força.


"A pregação de S. João Baptista" (1520) de Francesco Bacchiacca
Pintura exposta no Museu de Belas Artes, Budapeste (Hungria)
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

domingo, 27 de novembro de 2011

1ª Semana do Advento - 27/11 a 3/12

Estai alerta; Vigiai.
Não sabeis a hora nem o momento…

«Vigiai, portanto,
visto que não sabeis quando virá o dono da casa:
se à tarde, se à meia-noite,
se ao cantar do galo, se de manhãzinha;
não se dê o caso que, vindo inesperadamente,
vos encontre a dormir».


A Família de Nazaré baseia-se e funda-se na rocha firme do amor. É aí que começa o presépio.

Vigiai, vigiai, vigiai! Maria e José apresentam-se-nos como exemplo perfeito para a família dos nossos dias, uma família em constante vigilância, confiante em Deus e fazendo do Amor o alicerce das suas vidas.(...) A nossa missão é estarmos atentos para O reconhecer quando Ele nos bater à porta. Precisamos de estar alerta aos sinais do amor, no seio da nossa família, para sermos verdadeira “igreja doméstica”.

Na construção do Presépio...
Colocamos no nosso presépio a CASA ou a CABANA, porque é a base do presépio, tal como o Amor é a base da família que vigia.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro


1º Domingo do Advento - 27 de Novembro

Tema: Vigiai!

1ª Leitura: Is 63, 16b-17. 19b; 64, 2b-7

2ª Leitura: 1 Cor 1, 3-9

Evangelho: Mc 13, 33-37

Mensagem:
Este texto surge como conclusão do discurso escatológico que parte do anúncio da destruição do Templo, cujo acontecimento pode ser previsto, para o anúncio da manifestação do Filho do Homem que não pode ser previsto.

O apelo final, facilmente identificado pela insistência, é à vigilância. Mas o que significa «vigiar»? A palavra grega (agrypnéo - vigiar) indica alguém que pernoita no campo, atento a qualquer ruído para não ser colhido de surpresa, a dormir. Não é por acaso que o mesmo apelo à vigilância dos discípulos se encontra na boca de Jesus no Getsémani.

Mais do que fazer cálculos e previsões sobre o fim, há que empregar o tempo de hoje a realizar o que foi a cada um inteiramente confiado («deu autoridade e a cada um a sua tarefa»).



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)