domingo, 16 de dezembro de 2012

III Domingo do Advento - 16 de Dezembro

Tema: «Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo e no Fogo»

1ª Leitura: Sof 3,14-18a

2ª Leitura: Filip 4,4-7

Evangelho: Lc 3,10-18


Às multidões que vinham para ser batizadas, João pregava a conversão, isto é, uma mudança de mentalidade e chamava-lhes duramente «raça de víboras», pois a mudança de mentalidade deve ter consequências no modo de agir. Por isso, João dizia a todos: «Produzi frutos que provem a vossa conversão». É na sequência desta forte admoestação que surge o texto de hoje.

A conversão é necessária para todos, em geral, e também é possível mesmo para aquelas pessoas que parecem estar mais longe, como é o caso dos publicanos (cobradores de impostos) e dos soldados.

A pergunta fundamental: «Que devemos fazer?» faz lembrar o itinerário batismal cristão. Também os ouvintes de Pedro em dia de Pentecostes fazem a mesma pergunta; o mesmo acontece com o carcereiro em relação a Paulo e a Silas. O evangelista Lucas mostra claramente que uma verdadeira conversão exige uma mudança de vida que se traduza em atos de solidariedade e misericórdia para com os outros. É assim que é apresentada a comunidade primitiva. A resposta de João, mesmo se genérica, indica no amor do próximo o princípio base da sua proposta ética.
"A pregação de João Batista" (1601-03) de Alessandro Allori



A segunda parte do texto apresenta-nos o paralelo entre João e a figura do Cristo que está para se manifestar.No anúncio que faz o Baptista da vinda do Messias Salvador entra também a apresentação dele como alguém mais forte, do qual ele não é digno de desatar a correia das sandálias. Facilmente identificamos aqui uma atitude de humildade perante aquele que há-se vir, declarado «mais forte».

João salienta a sua tarefa de preparação: batismo com água como sinal de conversão, e, ao mesmo tempo aponta, não para um Cristo terreno, mas para alguém muito acima, de ordem divina, que triunfará sobre o mal e o pecado, isto é, em linguagem profética, separará o trigo da palha. O batismo no Espírito, agora anunciado, vai encontrar eco no livro dos Atos dos Apóstolos: «João batizava com água; vós sereis batizados com o Espírito Santo…».

Tal como o antigo profeta, também João «evangeliza», ou seja, anuncia a Boa Nova ao povo de Deus, através de exortações que o levem a um regresso, não à pátria, como o antigo povo, mas a Deus, numa verdadeira conversão que será selada com o dom do Espírito Santo.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dia da Palavra - registos na nossa paróquia


Na terça-feira, 11 de dezembro, houve mais uma Missão 11 no âmbito da Missão Jubilar -  o Dia da Palavra.

Para esta missão, foi-nos proposto divulgar frases bíblicas de forma criativa, em nossas casas, na rua, junto ao presépio, nas redes sociais, etc..

Aqui fica o registo fotográfico de algumas dessas frases colocadas nas ruas da nossa paróquia:


 







quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Missão Jubilar: Dia da Palavra

Missão 11 - 11 dezembro 2012 



Gostamos muito das palavras. Sem as palavras a nossa vida seria monótona e solitária.

Precisamos de palavras que façam ponte entre pessoas… que sejam momentos felizes de diálogo… que revelem o rosto da verdade… que deem sabor à vida… que nos falem de Deus… que nos digam como é bom viver em comunidade… que nos tornem solidários e irmãos.

Hoje procuramos a beleza da Palavra de Deus. Nesta Palavra ouvimos a Sua voz e das nossas ruas e praças fazemos lugares novos e belos, que Deus escolhe para nos falar.

Vive esta hora!” Vamos descobrir e comunicar, na Diocese de Aveiro, a beleza deste Dom que é Deus feito Palavra: “Um dia vou falar de Ti… Hoje é o Dia.”

A todos desejo um santo e feliz Natal.
António Francisco, bispo de Aveiro




É Natal! Faz da Palavra a tua palavra.

Sugestões:

Escolha uma pequena frase da Bíblia e coloque-a nos seus cartões
de boas festas, postais, prendas…
Coloca em lugar de destaque a Bíblia,
seja num lugar central da sua casa ou junto ao presépio.
Coloca num lugar visível da sua casa uma frase da Bíblia.

Leitores da Igreja - Dezembro 2012

domingo, 9 de dezembro de 2012

II Domingo do Advento - 9 de Dezembro

Tema: «Toda a criatura verá a salvação de Deus»

1ª Leitura: Bar 5, 1, 9

2ª Leitura: Fil 1, 4-6.8-11;

Evangelho: Lc 3, 1-6.



Mensagem:

No tempo do Advento, a liturgia propõe à nossa atenção as figuras de João, o Precursor, e de Maria, a Mãe de Jesus, para orientar a nossa espera e o nosso empenhamento. No 2º e 3º Domingo é João a guiar-nos, com dois textos tirados do capítulo 3 do evangelho de Lucas. Este evangelista estabelece um paralelo muito estreito entre Jesus e o seu precursor, construindo nos primeiros dois capítulos do seu livro dois dípticos em que apresenta alternadamente Jesus e João, o Baptista, na sua infância.

O paralelo continua ainda na narração da vida pública com uma atenção precisa: quando a cena é ocupada por Jesus, João desaparece. Lucas quer sublinhar deste modo que com Jesus começa um tempo novo, o tempo da salvação, que João tinha a missão de introduzir.

Lucas é, por excelência, o evangelista da História da Salvação, isto é, a História das intervenções salvíficas de Deus na história dos homens.

Ao escrever para cristãos de língua e mentalidade grega, convertidos do paganismo e, portanto, habituados à mitologia e a histórias fantásticas fora deste mundo, Lucas quer marcar bem a diferença entre essas histórias dos deuses pagãos e a «História de Salvação» que vai apresentar.

A intervenção de Deus a favor dos homens acontece dentro da própria história humana, num tempo e num lugar bem determinados. Começa por indicar sete personagens do mundo profano e do mundo religioso. Para chegar ao número 7, que significa totalidade ou plenitude, ele refere Anás, sogro de Caifás, que já não era sumo-sacerdote, embora tivesse importância na vida religiosa. Lucas quer, deste modo, indicar que o que vai narrar tem a ver com toda a vida humana e com todos os povos.

«A palavra de Deus foi dirigida a João». É assim que a maior parte dos livros proféticos do Antigo Testamento começa, situando-se no período de cada reinado. Naquele tempo determinado e num lugar concreto, o deserto, João é apresentado como Profeta ou, como dirá Jesus, mais do que profeta.

A sua missão é preparar o caminho àquele que vem. Este caminho passa por uma atitude interior de conversão, com o sinal exterior do mergulhar na água do rio Jordão, significando a sua vontade de receber o perdão dos pecados que virá quando surgir o Messias.

A pregação de João baseia-se no texto do profeta Isaías (40,3-5), de que Mateus e Marcos só referem o princípio. Lucas cita todo o texto. O profeta anunciava o regresso à pátria dos exilados na Babilónia como um novo êxodo e convida o povo a preparar o caminho do retorno. Precedidos por Yahweh, o povo de Israel atravessará o deserto num caminho recto, sem altos e baixos. Para caracterizar o precursor, a citação é adaptada. Enquanto no livro de Isaías o deserto é o lugar no qual o caminho é preparado, nos evangelhos o deserto é o lugar onde fala João, a voz que prega a conversão com vista à vinda do Messias.

Este regresso foi espiritualizado, tornando-se num convite a uma mudança radical, isto é, a eliminar os obstáculos à Salvação de Deus: a arrogância, as desigualdades e os seus caminhos tortuosos, ou seja, a eliminar tudo o que opõe a Deus, tudo o que é pecado. Só assim se obterá a Salvação de Deus.

Ao longo do seu evangelho, Lucas vai identificar Salvação com perdão dos pecados. E esta salvação tem um rosto concreto: Jesus Cristo que, na altura do nascimento, foi apresentado como Salvador e foi chamado Salvação de Deus pelo velho Simeão.

Todos aqueles que reconhecerem o seu pecado e quiserem endireitar a sua vida receberão o perdão, isto é, a Salvação de Deus. É este o sentido da última frase, no seu tom de universalismo: «E toda a carne verá a salvação de Deus». Esta salvação de Deus é oferecida a todos, de qualquer raça ou nação.
Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação) 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

I Domingo do Advento - 2 de Dezembro

Tema: «A vossa libertação está próxima»

1ª Leitura: Jer 33, 14, 16

2ª Leitura: 1 Tes 3, 12-4,2

Evangelho: Lc 21, 25-28.34-36.



Mensagem:

O novo ano litúrgico que hoje se inicia, durante o qual iremos ser acompanhados pela leitura do Evangelho segundo S. Lucas, abre-se com um período de quatro domingos, em que a Igreja se prepara para celebrar no próximo Natal a vinda história de Jesus entre os homens. Ao mesmo tempo reaviva uma dimensão que a acompanha constantemente no seu caminho na história: a dimensão da espera. A Igreja aguarda, não com medo mas com desejo ardente e viva confiança, um futuro que Deus no seu amor prometeu e prepara. A este futuro, para o qual caminhamos, a Igreja chama-lhe «advento», isto é, vinda: a vinda do Senhor Jesus. É neste âmbito que se coloca a página do Evangelho deste 1º Domingo.

A primeira parte do texto deste Domingo é, praticamente, paralela ao texto de Marcos que era lido no XXXIII Domingo do ano B, contendo uma série de citações ou alusões (em itálico) tiradas do Antigo Testamento que, como vimos, pertencem à linguagem simbólica apocalíptica para significar que Deus vai intervir um dia sobre todas as forças do mal, abalando as convicções e as certezas em que muitos se baseiam e apoiam as suas vidas.

Todas as coisas deste mundo são corruptíveis, têm um fim. Mas o sentido da história humana não se encaminha simplesmente para a ruína e a desgraça. Aquilo que para muitos é o final de tudo, para os discípulos de Jesus Cristo é tempo de esperança e de certeza de libertação.

A segunda parte do texto alerta os discípulos as duas atitudes possíveis face à finitude e aos problemas da história pessoal e social. A primeira é de fuga, arranjando paliativos e falsas ilusões de bem-estar e de vida. A segunda atitude é permanecer acordado, apoiados na oração, isto é, na força de Deus para olhar os acontecimentos da vida através dos seus olhos.

O Dia do encontro com o Filho do Homem acontecerá sempre. É fundamental poder estar de pé, ou seja, com confiança, perante aquele que vem numa nuvem, como juiz, a interrogar a todos sobre a forma como usaram a sua vida. Porém, para os seus seguidores e amigos, vem numa atitude de amor, libertação e vida.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação) 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Missão Jubilar: Ação Social. Protagonistas



O ministro da Solidariedade e da Segurança Social e o Arcebispo de Braga e presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana inauguram as sessões/debate que a Diocese de Aveiro promove, no âmbito da Missão Jubilar.

A primeira sessão, marcada para o dia 30 de Novembro, em Vagos, reúne Pedro Mota Soares e D. Jorge Ortiga, num debate que será moderado pelo jornalista da Rádio Renascença, José Bastos, sobre “Ação Social. Protagonistas”

A diocese de Aveiro pretende com estes debates ouvir aquilo que a sociedade tem a dizer à sua presença no mundo actual. O primeiro debate começa à 21h e decorre no Centro de Educação e Recreio de Vagos.

As próximas sessões estão já marcadas e tratarão temas como o ecumenismo e o diálogo inter-religioso, a Economia e o mundo do trabalho e ainda Família, casamento e sexualidade.

domingo, 25 de novembro de 2012

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo - 25 de Novembro

 
Tema: «É como dizes: Eu sou Rei!»

1ª Leitura: Dan 7, 13-14;

2ª Leitura: Ap 1, 5-8;

Evangelho: Jo 18, 33b-37.

Mensagem:

A Igreja conclui o ano litúrgico com uma grande festa a Jesus, chamando-o com o título de Rei. A solenidade atual foi instituída enquanto na Europa se formavam as grandes ditaduras; esta celebração teve a finalidade de afirmar a unicidade e a singularidade da realeza de Cristo, o «único» Rei justo.

Para festejar Cristo, rei do universo, a Igreja não nos propõe a narração duma manifestação esplendente. Mas, pelo contrário, coloca-nos diante da cena da paixão segundo S. João, na qual Jesus, humilhado e amarrado comparece perante Pilatos, representante dum grande império.

«Tu és o rei dos judeus?». A realeza de Jesus é o motivo de acusação, de tipo politico, o único que podia interessar ao procurador romano, indiferente em relação às questões religiosas, mesmo se na realidade a motivação da condenação de Jesus pelo sinédrio era de tipo religioso (a blasfémia, a pretensão de se fazer Deus).

Em vez duma resposta direta, mesmo que vaga, como lemos nos evangelhos sinópticos (Mt 27,11; Mc 15,2; Lc 23,3), João põe na boca de Jesus uma pergunta que traz à luz a responsabilidade dos judeus e dos sacerdotes na sua condenação: «Tu dizes isso por ti mesmo, ou outros to disseram de mim?».Porém, Pilatos coloca de novo a questão, embora de modo diverso: «Que fizeste?».

Jesus sempre resistiu às tentativas de o fazerem rei e, várias vezes, rejeitou essa possibilidade. Por isso, sossega o espírito de Pilatos: o reino dele é diferente, não é deste mundo, portanto não representa um perigo para os romanos. Mas, de facto, é Rei!

Para Jesus, apenas uma coisa conta: a verdade. Ele é a Verdade e, portanto, durante toda a sua vida serviu a verdade, deu testemunho da verdade. A verdade sobre o Pai, a verdade sobre a vida eterna, a verdade sobre a luta que o homem deve travar neste mundo, a verdade sobre a vida e sobre a morte. Eis o que é ser rei do universo: entrar na verdade e dar testemunho dela. Todos os discípulos de Jesus são chamados a partilhar a sua realeza, se «escutarem a sua voz».
 
 Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação) 

 

sábado, 24 de novembro de 2012

Capela de N. Srª da Alegria - Manifestação de interesse no concurso de obras

Aviso

Na sequência da informação veiculada pelo Boletim Paroquial, reforçada pelo aviso na Igreja sobre as obras referentes à remodelação e ampliação da Capela da Srª. D’Alegria de Albergaria-a-Nova, avisam-se todos os que pretendem concorrer à empreitada para manifestarem essa intenção à Comissão de Culto da Capela. 

A data limite para o efeito é o próximo dia 30/11, sendo apenas necessário que os interessados indiquem o seu nome/designação e domicílio para onde será endereçado o convite/documentos do concurso. Mais se informa que a não entrega desses dados no prazo indicado é tido como manifestação de não interesse. 

A Comissão de Culto da Capela 
da Nossa Senhora da Alegria (Albergaria-a-Nova)


domingo, 18 de novembro de 2012

XXXIII Domingo do Tempo Comum - 18 de Novembro

Tema: «Ele enviará os seus anjos e reunirá os seus eleitos»

1ª Leitura: Dan 12, 1-3;

2ª Leitura: Hebr 10, 11-14.18;

Evangelho: Mc 13, 24-32.



Mensagem:
Na leitura do evangelho deste Domingo Jesus começa por chamar a atenção aos seus discípulos para não se deixarem levar pelos muitos que surgirão a falar em nome dele para enganar. A história prossegue o seu curso caracterizado por guerras, tragédias, carestias, sofrimentos e, em particular, com perseguições de todo o género a atingir os discípulos que, por causa de Jesus, serão odiados.

Forças pagãs irão instalar-se no Templo, profanando-o, criando um ambiente de guerra e de medo e, uma vez mais, aparecerão os falsos profetas a aproveitarem-se da confusão. É preciso estar atento e ser perseverantes. É aqui que se insere o texto de hoje. A linguagem usada é uma série de citações do Antigo Testamento em estilo simbólico – linguagem apocalíptica – que, para nós hoje, se torna à primeira vista difícil de descodificar. Não se trata dum anúncio de desgraças mas, bem pelo contrário, um chamamento à confiança dos cristãos para um final feliz.

«O Sol vai escurecer-se… as estrelas cairão do céu». A linguagem forte que Jesus usa pretende significar que será um acontecimento único e irrepetível: a intervenção de Deus sacudirá a própria natureza e envolverá toda a criatura. Para a maior parte dos povos daquela época, os astros eram considerados deuses. O anúncio da sua queda é para significar a intervenção que Deus irá realizar sobre o mundo pagão e as suas forças sobre aqueles que seguem o Evangelho. Trata-se dum combate que Deus irá levar a cabo contra o mal. A comunidade dos crentes deve, pois, alegrar-se.

«O Filho do Homem», isto é, Jesus, que está para ser repudiado e moro pelos homens, aparecerá com todo o seu esplendor da sua glória de Ressuscitado e Senhor. Virá «sobre as nuvens», que são símbolo da presença de Deus, ou seja, num plano de igualdade com Deus. Será um acontecimento de salvação universal para os «eleitos» que serão reunidos de todos os lados.

O poder e a glória do mundo pagão cessarão para darem lugar ao «grande poder e glória» do Filho do Homem que virá para reunir os «eleitos», os seus amigos, aqueles que perseveraram, ou seja, os cristãos que se encontram por toda a parte. Por isso, há que ter confiança até ao fim. É este o coração do anúncio: um acontecimento muito alegre, que não deve ser temido como perigo mas deve ser desejado. À volta do Cristo glorioso serão reunidos todos os seus para refazer a família e celebrar a festa eterna.

É sugestiva a expressão usada por Jesus sobre a proximidade dos «últimos dias». Ele diz: «Sabei que isto está próximo, às portas». Esta imagem é usada também outras vezes na Escritura para exortar os crentes a estarem prontos para acolher o Senhor que passa. «Eis que o juiz está às portas» (Tg 5,9). E o livro do Apocalipse: «Eis que eu estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele e ele comigo» (3,20).

Quando será isso e qual o sinal de que todas estas coisas estão para acontecer? Jesus não se interessa com as datas. O que importa é a certeza da sua vinda final e a necessidade da perseverança no bem. Para a sua vinda gloriosa, Jesus empenha-se a si mesmo com uma solene afirmação: «O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão».

"O julgamento final" (1432-35) de Fra Angelico
Museu Nacional de S. Marcos, Florença (Itália)
 Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação) 

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Semana dos Seminários 2012 :: Oração


Ó Maria,
vós sois feliz porque acreditastes,
primeira na fé em Cristo,
a imagem e a figura da Igreja crente.
Rogai a Deus por nós,
para que sejamos firmes na fé,
na alegria do encontro com Cristo.

Ó Maria,

vós sois a Mãe de Cristo Sacerdote,
a humilde Serva do Senhor,
a Mãe da Igreja crente.
Rogai a Deus pelos sacerdotes,
para que sejam servos da fé dos irmãos,
na alegria de crer e no entusiasmo de comunicar a fé.

Ó Maria,
vós sois a mulher do “Sim” total a Deus,
sempre disponível à vontade do Pai,
a Rainha de todas as Vocações.
Rogai a Deus pelos seminaristas,
para que reconheçam o amor de Deus,
na resposta decidida à sua vocação.

Ámen

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Sacerdote, irmão na fé e servidor da fé dos irmãos




SEMANA DOS SEMINÁRIOS 2012
SACERDOTE, IRMÃO NA FÉ E SERVIDOR DA FÉ DOS IRMÃOS
 

"A Semana dos Seminários, de 11 a 18 de Novembro de 2012, oferece aos fiéis uma oportunidade de aprofundamento sobre o mistério do padre e sobre o ministério que ele realiza na Igreja.

No contexto do Ano da Fé, somos convidados a avivar a nossa consciência acerca da condição sacerdotal de todo o Povo de Deus, radicada no mistério pascal de Jesus Cristo, que assumimos pelo Batismo; ao mesmo tempo, afirmamos a teologia da Igreja acerca do sacerdócio ministerial, pelo qual alguns homens são associados à pessoa e missão de Cristo, Cabeça da Igreja.

(...)

Convidamos as comunidades cristãs a intensificar a oração pelas vocações sacerdotais, não somente na Semana dos Seminários, mas regular e longamente, numa corrente contínua que envolva todas as faixas etárias e todos os membros ativos da Igreja. É pela oração que manifestamos a fé e a disponibilidade para aceitar a vocação e a vontade de Deus, especialmente na liturgia da Missa, participação sacramental no mistério de Cristo e na adoração eucarística, que lhe dá continuidade.

Aos seminaristas deixamos uma palavra de ânimo, para que ponham a vida nas mãos do Senhor, que olhou para eles com bondade e misericórdia.

Aos jovens que sentem o apelo no sentido do sacerdócio, encorajamos a avançar sem medo, confiados no amor que o Senhor lhes tem e abertos à urgência de pastores, que sejam irmãos na fé e servidores da fé dos irmãos."


Mensagem de D. Virgílio Antunes, 
Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios

 

domingo, 11 de novembro de 2012

XXXII Domingo do Tempo Comum - 11 de Novembro

Tema: «Ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía»

1ª Leitura: 1 Reis 17, 10-16;

2ª Leitura: Hebr 9, 24-28;

Evangelho: Mc 12, 38-44.



Mensagem:

Jesus é um grande observador. Não é um daqueles que olham superficialmente sem ver as pessoas e as coisas como são realmente, mas é capaz de captar os verdadeiros sentimentos das pessoas, consegue revelar as intenções mais profundas e a pôr à luz o que muitas vezes fica escondido. Jesus não se deixa enganar pelos gestos religiosos amplos e vistosos dos escribas e fariseus. Por detrás da sua vida religiosa aparentemente íntegra, Cristo vê a sua maldade e afastamento dos verdadeiros ensinamentos de Deus.

Os escribas foram progressivamente ganhando importância na vida do povo hebreu: eram intérpretes oficiais da Lei de Deus, por isso apresentados como doutores da Lei, e proferiam as sentenças nos tribunais. Vestiam de forma diferente e pavoneavam-se ostensivamente nos lugares públicos, gostando se ser saudados de modo especial, com toda a reverência. Porque se consideravam importantes, naturalmente preocupavam-se em aparecer à frente de todos nos lugares de oração e nos banquetes para os quais eram sempre convidados.

A acusação de Jesus vai mais longe: servem-se da sua importância, aliada à ingenuidade das pessoas, para explorar os mais pobres, a pretexto de esmolas ou para os defenderem nos tribunais. E, como se não chegasse, fingem fazer longas orações para se mostrarem como homens santos. «Esses receberão sentença mais severa!».

A segunda parte do texto é uma contraposição. No Templo de Jerusalém havia a sala do Tesouro e aí, para quem queria fazer ofertas, também estavam as caixas para as ofertas; ao lado de cada uma encontrava-se um sacerdote a recebê-las. Isto fazia-se publicamente e, portanto, um observador podia fazer uma ideia de quanto oferecia cada um. A oferta da viúva é realmente miserável pois consiste em duas moedinhas, as de mais valor mais baixo. E Marcos procura traduzir para os seus leitores romanos, fazendo o câmbio para que eles entendessem: valia um quadrante.

À vaidade, à ostentação, à riqueza, ao fingimento, o evangelista contrapõe um modelo diferente: uma viúva pobre, que na sociedade da época representava o máximo da indigência e da falta de proteção a todos os níveis. Ela não chamou a atenção de ninguém, agiu discretamente, apresentando-se como uma autêntica discípula de Jesus, mesmo sem o conhecer. Não ofereceu muitas moedas, mas poucas, tudo o que tinha. Manifestou, desta forma, todo o seu empenho de vida e todo o seu amor a Deus. Por isso, deu muito mais que todos os outros.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)  

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Missão Jubilar: Dia do Anúncio

Estamos em Missão Jubilar. A Igreja de Aveiro vive e celebra com renovada alegria a fé em Jesus Cristo, abre-se ao mundo com ânimo evangelizador e assim se torna rosto de esperança.

"Este é o dia e o tempo que o Senhor fez para nós; alegremo-nos nele." (Sal 118, 24)

«Vive este hora!». Faz do «Dia do Anúncio», sinal claro e firme da tua esperança num mundo melhor.

Dá este testemunho colocando no exterior da tua casa, o estandarte da Missão. Este estandarte é sinal de Esperança e união nesta grande e bela aventura de iluminar o mundo com a nossa fé e com a nossa vida.

Vamos dar nova cor e beleza às aldeias, vilas e cidades de nossa diocese, com o anúncio alegre: "Um dia vou mostrar que sou feliz... Hoje é o dia!"
António Francisco, Bispo de Aveiro


Coloque o estandarte no exterior de sua casa e registe esse momento com uma foto. Envie essa foto para diadoanuncio@diocese-aveiro.pt e também para a nossa paróquia svicente.branca@gmail.com


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Missão Jubilar: Mensagem à Diocese – Em tempo de anúncio


Em tempo de anúncio


Estamos em Missão

No próximo dia 11 de Novembro vamos realizar, pela primeira vez, a Missão 11. É o Dia do Anúncio, da afirmação de fé e do testemunho cristão, levado a toda a Diocese. “Um dia vou mostrar…Hoje é o dia”. Fazemos este anúncio, colocando o estandarte da Missão Jubilar em cada casa. Fazemo-lo, através das novas redes de comunicação, a que a Diocese aderiu de forma pioneira, colocando uma fotografia de família na plataforma “online” da Diocese. Fazemo-lo, com novo vigor e mais encanto neste Ano da Fé, professando a nossa fé, que é a fé da Igreja, e percorrendo caminhos, ruas e praças onde diariamente se cruza e constrói a vida de milhares de pessoas. Somos «mensageiros» da boa nova do evangelho e portadores do anúncio que, como «bispo para vós e irmão convosco» a todos dirigi para este mês de Novembro.

Saúdo-vos, com particular alegria, caros mensageiros das cento e uma paróquias da nossa Diocese, que ides, a partir destes dias, mês a mês, percorrer todas as ruas das nossas aldeias, vilas e cidades para levar a cada família, a mensagem que, em nome de Deus e como voz da Igreja, vos confio. Agradeço-vos a disponibilidade manifestada, a capacidade de diálogo exigida e o testemunho de fé e de perseverança que esta missão requer e revela.
 
(...)

Quero, com esta informação, sensibilizar toda a Diocese e convidar particularmente os que trabalham nos vários serviços e instituições no âmbito da acção social e da pastoral sócio-caritativa a participar nesta iniciativa da Igreja em Portugal e daí podermos todos trazer contributos que nos ajudem a construir uma sociedade justa, solidária e fraterna.

Aveiro, 6 de Novembro de 2012, Festa de S. Nuno de Santa Maria

António Francisco, Bispo de Aveiro

Leia a mensagem completa: clique aqui.



domingo, 4 de novembro de 2012

XXXI Domingo do Tempo Comum - 4 de Novembro

Tema: Amarás o Senhor teu Deus. Amarás o próximo.

1ª Leitura: Deut 6, 2-6;

2ª Leitura: Hebr 7, 23-28;

Evangelho: Mc 12, 28b-34.

Mensagem:

O texto de hoje situa-nos já no terceiro dia que Jesus passa na cidade santa. Tinha realizado o gesto da expulsão dos vendedores no Templo, desafiando os interesses e a autoridade do sumo-sacerdote. Por isso teve que responder aos sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos que vieram pedir-lhes contas da sua acção. Também os fariseus e partidários de Herodes se dirigiram a Jesus com perguntas manhosas, com a intenção de o apanhar em falso. Igualmente alguns da classe sacerdotal, isto é, dos saduceus, vieram com perguntas habilidosas, quase querendo ridicularizar Jesus.

O escriba do texto de hoje deve ter sido testemunha de todos estes debates e até ficou satisfeito com as respostas que Jesus foi dando aos seus interlocutores, a ponto de os fazer calar.

Para um judeu piedoso, que quisesse ser cumpridor da Lei de Deus, surgiam muitos obstáculos. E o grande obstáculo era a forma como, ao tempo de Jesus, era apresentada esta mesma Lei, contida nos cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco, em 613 preceitos (248 positivos e 365 negativos) que deviam ser escrupulosamente cumpridos. Qualquer falha representava sempre um pecado grave porque era contra a Lei de Deus.

É com esta mentalidade que se deve entender a maior parte das polémicas entre os escribas, os fariseus, e Jesus, a propósito de assuntos que à nossa mentalidade actual causa estranheza (colher algumas espigas em dia de sábado, não lavar as mãos antes de comer, curar no dia sagrado de Sábado…).

É verdade que nem todos os mestres viam as coisas deste modo. Algumas dezenas de anos antes de Jesus, houve um mestre, Hillel, homem inteligente e cordato, que resumiu a Lei desta maneira: «O que não desejas para ti, não o faças ao teu próximo; esta é toda a Lei, o resto é apenas comentário. Vai e aprende isto».

O escriba que Marcos nos apresenta é um homem sincero, não satisfeito com o modo de pensar do seu tempo nem simplesmente alimentar discussões sobre pormenores, que até ficou satisfeito com as respostas que Jesus deu a todos. Ele quer saber a opinião daquele mestre que arrasta multidões: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?».

Jesus não se limita a responder directamente à pergunta mas vai mais longe, unindo na sua resposta citações de dois livros diferentes: o Deuteronómio (6,4-5), com o Shemá (Escuta,…), que todo o judeu recita duas vezes ao dia, em que é apresentado o Deus Único e o amor incondicional a Ele; e o Levítico (19,18) que dá a medida do amor ao próximo: como a si mesmo. Apresenta assim aquilo que entende ser a essência da vida religiosa. Os primeiros cristãos entenderam bem o radicalismo desta afirmação de Jesus. Mais tarde, S. João dirá: «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê» (1Jo 4,20). E também S. Paulo: «Toda a lei cumpre-se plenamente nesta única palavra: ama o teu próximo como a ti mesmo». (Gl 5,14)

O escriba também entendeu e coloca este amor em duas vertentes indivisíveis acima de todo o acto de culto, acima de todos os holocaustos e sacrifícios realizados no templo, os quais só terão sentido se forem realizados numa linha de amor. Vê-se claramente que é alguém habituado a olhar para a Lei já com o filtro do resto da Escritura, isto é, como a foram entendendo os profetas e os sábios de Israel ao longo dos tempos.

Jesus não explica mais nada. Limita-se a verificar que aquele escriba é diferente porque anda à procura, porque está aberto a Deus e não encerrado no emaranhado dos preceitos e dos mandamentos. Daí a resposta: «Não estás longe do Reino de Deus».

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)   

domingo, 28 de outubro de 2012

XXX Domingo do Tempo Comum - 28 de Outubro

Tema: «Vai, a tua fé te salvou»

1ª Leitura: Jer 31, 7-9;

2ª Leitura: Hebr 5, 1-6;

Evangelho: Mc 10, 46-52.

"Jesus cura o cego de Jericó" (1650) de Nicolas Poussin
Pintura exposta no Museu do Louvre, Paris
 Comentário:
No seu caminho para Jerusalém, Jesus está a percorrer a última etapa. É acompanhado pelos discípulos e por grande multidão de seguidores. Depois de Jericó, não há mais nada até Jerusalém, que fica a 27 quilómetros. Através de gestos e palavras tinha procurado anunciar a Boa Nova e revelar a sua Pessoa, mas sem grandes resultados. Mesmo os três anúncios da paixão e ressurreição não surtiram o efeito desejado, como se pode ver pelas reações dos discípulos: Pedro, o grupo que discute os primeiros lugares, os dois irmãos que pedem lugares especiais na glória. Jesus já se tinha queixado da cegueira daqueles que o seguiam: «Tendes olhos e não vedes?». Muitos o acompanhavam, mas estavam longe de realizar o convite de Jesus: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me».

Neste contexto, a página do evangelho de hoje surge não apenas como a recordação de mais uma cura prodigiosa de Jesus mas como uma verdadeira lição. A narração é muito colorida e viva, cheia de pormenores. O evangelista poderia tê-la recolhido duma testemunha ocular: talvez Pedro, de quem Marcos foi discípulo.

Um cego está sentado à beira do caminho, imobilizado, incapaz de viver como os outros, proibido pela Lei de entrar no Templo, esperando as esmolas. Mas não está conformado… Tinha ouvido falar de Jesus e eis que ele agora passa ali. Grita. Pede misericórdia. Mas existem obstáculos a ultrapassar. O primeiro obstáculo é o grupo que rodeia Jesus e que o manda calar. Mas não desanima: continua a gritar, conseguindo «ver» em Jesus o Filho de David, um título popular para designar o Messias. Apesar de ser cego, «» algo que muitos não tinham visto, porque «cegos».

Os mesmos que o impedem são agora convidados a serem intermediários: «Chamai-o», diz Jesus.

O homem, no seu desejo de mudança de vida, atira fora a capa e dá um salto até Jesus. A única riqueza que possuía, a capa em que estava embrulhado, é empecilho de que se liberta para a busca dum bem maior. Começa a tornar-se verdadeiro discípulo, deixando os seus bens.

A procura da luz física na pessoa de Jesus, a quem o cego chama Mestre (Rabbúni, em aramaico) é também um sinal da luz da fé que já vai brilhando dentro daquele homem. «A tua fé te salvou!».

Operou-se agora uma mudança radical. Aquele que, quando era cego fisicamente, já conseguia «ver» alguma coisa acerca de Jesus, agora assume-se como verdadeiro discípulo: «segue» Jesus pelo caminho.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)     


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Missão Jubilar :: Tarjas na Igreja e Capelas da Paróquia

O "Vive" já chegou à nossa Paróquia da Branca! Pode encontra-lo na tarja que foi colocada no torre da igreja e também em algumas capelas.

Muito brevemente, o "Vive" também chegará a sua casa!

Igreja Matriz
Capela de Soutelo


Capela de Fradelos
Capela de Albergaria-a-Nova