domingo, 11 de novembro de 2012

XXXII Domingo do Tempo Comum - 11 de Novembro

Tema: «Ela, da sua penúria, deitou tudo quanto possuía»

1ª Leitura: 1 Reis 17, 10-16;

2ª Leitura: Hebr 9, 24-28;

Evangelho: Mc 12, 38-44.



Mensagem:

Jesus é um grande observador. Não é um daqueles que olham superficialmente sem ver as pessoas e as coisas como são realmente, mas é capaz de captar os verdadeiros sentimentos das pessoas, consegue revelar as intenções mais profundas e a pôr à luz o que muitas vezes fica escondido. Jesus não se deixa enganar pelos gestos religiosos amplos e vistosos dos escribas e fariseus. Por detrás da sua vida religiosa aparentemente íntegra, Cristo vê a sua maldade e afastamento dos verdadeiros ensinamentos de Deus.

Os escribas foram progressivamente ganhando importância na vida do povo hebreu: eram intérpretes oficiais da Lei de Deus, por isso apresentados como doutores da Lei, e proferiam as sentenças nos tribunais. Vestiam de forma diferente e pavoneavam-se ostensivamente nos lugares públicos, gostando se ser saudados de modo especial, com toda a reverência. Porque se consideravam importantes, naturalmente preocupavam-se em aparecer à frente de todos nos lugares de oração e nos banquetes para os quais eram sempre convidados.

A acusação de Jesus vai mais longe: servem-se da sua importância, aliada à ingenuidade das pessoas, para explorar os mais pobres, a pretexto de esmolas ou para os defenderem nos tribunais. E, como se não chegasse, fingem fazer longas orações para se mostrarem como homens santos. «Esses receberão sentença mais severa!».

A segunda parte do texto é uma contraposição. No Templo de Jerusalém havia a sala do Tesouro e aí, para quem queria fazer ofertas, também estavam as caixas para as ofertas; ao lado de cada uma encontrava-se um sacerdote a recebê-las. Isto fazia-se publicamente e, portanto, um observador podia fazer uma ideia de quanto oferecia cada um. A oferta da viúva é realmente miserável pois consiste em duas moedinhas, as de mais valor mais baixo. E Marcos procura traduzir para os seus leitores romanos, fazendo o câmbio para que eles entendessem: valia um quadrante.

À vaidade, à ostentação, à riqueza, ao fingimento, o evangelista contrapõe um modelo diferente: uma viúva pobre, que na sociedade da época representava o máximo da indigência e da falta de proteção a todos os níveis. Ela não chamou a atenção de ninguém, agiu discretamente, apresentando-se como uma autêntica discípula de Jesus, mesmo sem o conhecer. Não ofereceu muitas moedas, mas poucas, tudo o que tinha. Manifestou, desta forma, todo o seu empenho de vida e todo o seu amor a Deus. Por isso, deu muito mais que todos os outros.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)  

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Missão Jubilar: Dia do Anúncio

Estamos em Missão Jubilar. A Igreja de Aveiro vive e celebra com renovada alegria a fé em Jesus Cristo, abre-se ao mundo com ânimo evangelizador e assim se torna rosto de esperança.

"Este é o dia e o tempo que o Senhor fez para nós; alegremo-nos nele." (Sal 118, 24)

«Vive este hora!». Faz do «Dia do Anúncio», sinal claro e firme da tua esperança num mundo melhor.

Dá este testemunho colocando no exterior da tua casa, o estandarte da Missão. Este estandarte é sinal de Esperança e união nesta grande e bela aventura de iluminar o mundo com a nossa fé e com a nossa vida.

Vamos dar nova cor e beleza às aldeias, vilas e cidades de nossa diocese, com o anúncio alegre: "Um dia vou mostrar que sou feliz... Hoje é o dia!"
António Francisco, Bispo de Aveiro


Coloque o estandarte no exterior de sua casa e registe esse momento com uma foto. Envie essa foto para diadoanuncio@diocese-aveiro.pt e também para a nossa paróquia svicente.branca@gmail.com


quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Missão Jubilar: Mensagem à Diocese – Em tempo de anúncio


Em tempo de anúncio


Estamos em Missão

No próximo dia 11 de Novembro vamos realizar, pela primeira vez, a Missão 11. É o Dia do Anúncio, da afirmação de fé e do testemunho cristão, levado a toda a Diocese. “Um dia vou mostrar…Hoje é o dia”. Fazemos este anúncio, colocando o estandarte da Missão Jubilar em cada casa. Fazemo-lo, através das novas redes de comunicação, a que a Diocese aderiu de forma pioneira, colocando uma fotografia de família na plataforma “online” da Diocese. Fazemo-lo, com novo vigor e mais encanto neste Ano da Fé, professando a nossa fé, que é a fé da Igreja, e percorrendo caminhos, ruas e praças onde diariamente se cruza e constrói a vida de milhares de pessoas. Somos «mensageiros» da boa nova do evangelho e portadores do anúncio que, como «bispo para vós e irmão convosco» a todos dirigi para este mês de Novembro.

Saúdo-vos, com particular alegria, caros mensageiros das cento e uma paróquias da nossa Diocese, que ides, a partir destes dias, mês a mês, percorrer todas as ruas das nossas aldeias, vilas e cidades para levar a cada família, a mensagem que, em nome de Deus e como voz da Igreja, vos confio. Agradeço-vos a disponibilidade manifestada, a capacidade de diálogo exigida e o testemunho de fé e de perseverança que esta missão requer e revela.
 
(...)

Quero, com esta informação, sensibilizar toda a Diocese e convidar particularmente os que trabalham nos vários serviços e instituições no âmbito da acção social e da pastoral sócio-caritativa a participar nesta iniciativa da Igreja em Portugal e daí podermos todos trazer contributos que nos ajudem a construir uma sociedade justa, solidária e fraterna.

Aveiro, 6 de Novembro de 2012, Festa de S. Nuno de Santa Maria

António Francisco, Bispo de Aveiro

Leia a mensagem completa: clique aqui.



domingo, 4 de novembro de 2012

XXXI Domingo do Tempo Comum - 4 de Novembro

Tema: Amarás o Senhor teu Deus. Amarás o próximo.

1ª Leitura: Deut 6, 2-6;

2ª Leitura: Hebr 7, 23-28;

Evangelho: Mc 12, 28b-34.

Mensagem:

O texto de hoje situa-nos já no terceiro dia que Jesus passa na cidade santa. Tinha realizado o gesto da expulsão dos vendedores no Templo, desafiando os interesses e a autoridade do sumo-sacerdote. Por isso teve que responder aos sumos sacerdotes, os doutores da Lei e os anciãos que vieram pedir-lhes contas da sua acção. Também os fariseus e partidários de Herodes se dirigiram a Jesus com perguntas manhosas, com a intenção de o apanhar em falso. Igualmente alguns da classe sacerdotal, isto é, dos saduceus, vieram com perguntas habilidosas, quase querendo ridicularizar Jesus.

O escriba do texto de hoje deve ter sido testemunha de todos estes debates e até ficou satisfeito com as respostas que Jesus foi dando aos seus interlocutores, a ponto de os fazer calar.

Para um judeu piedoso, que quisesse ser cumpridor da Lei de Deus, surgiam muitos obstáculos. E o grande obstáculo era a forma como, ao tempo de Jesus, era apresentada esta mesma Lei, contida nos cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco, em 613 preceitos (248 positivos e 365 negativos) que deviam ser escrupulosamente cumpridos. Qualquer falha representava sempre um pecado grave porque era contra a Lei de Deus.

É com esta mentalidade que se deve entender a maior parte das polémicas entre os escribas, os fariseus, e Jesus, a propósito de assuntos que à nossa mentalidade actual causa estranheza (colher algumas espigas em dia de sábado, não lavar as mãos antes de comer, curar no dia sagrado de Sábado…).

É verdade que nem todos os mestres viam as coisas deste modo. Algumas dezenas de anos antes de Jesus, houve um mestre, Hillel, homem inteligente e cordato, que resumiu a Lei desta maneira: «O que não desejas para ti, não o faças ao teu próximo; esta é toda a Lei, o resto é apenas comentário. Vai e aprende isto».

O escriba que Marcos nos apresenta é um homem sincero, não satisfeito com o modo de pensar do seu tempo nem simplesmente alimentar discussões sobre pormenores, que até ficou satisfeito com as respostas que Jesus deu a todos. Ele quer saber a opinião daquele mestre que arrasta multidões: «Qual é o primeiro de todos os mandamentos?».

Jesus não se limita a responder directamente à pergunta mas vai mais longe, unindo na sua resposta citações de dois livros diferentes: o Deuteronómio (6,4-5), com o Shemá (Escuta,…), que todo o judeu recita duas vezes ao dia, em que é apresentado o Deus Único e o amor incondicional a Ele; e o Levítico (19,18) que dá a medida do amor ao próximo: como a si mesmo. Apresenta assim aquilo que entende ser a essência da vida religiosa. Os primeiros cristãos entenderam bem o radicalismo desta afirmação de Jesus. Mais tarde, S. João dirá: «Aquele que não ama o seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê» (1Jo 4,20). E também S. Paulo: «Toda a lei cumpre-se plenamente nesta única palavra: ama o teu próximo como a ti mesmo». (Gl 5,14)

O escriba também entendeu e coloca este amor em duas vertentes indivisíveis acima de todo o acto de culto, acima de todos os holocaustos e sacrifícios realizados no templo, os quais só terão sentido se forem realizados numa linha de amor. Vê-se claramente que é alguém habituado a olhar para a Lei já com o filtro do resto da Escritura, isto é, como a foram entendendo os profetas e os sábios de Israel ao longo dos tempos.

Jesus não explica mais nada. Limita-se a verificar que aquele escriba é diferente porque anda à procura, porque está aberto a Deus e não encerrado no emaranhado dos preceitos e dos mandamentos. Daí a resposta: «Não estás longe do Reino de Deus».

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)   

domingo, 28 de outubro de 2012

XXX Domingo do Tempo Comum - 28 de Outubro

Tema: «Vai, a tua fé te salvou»

1ª Leitura: Jer 31, 7-9;

2ª Leitura: Hebr 5, 1-6;

Evangelho: Mc 10, 46-52.

"Jesus cura o cego de Jericó" (1650) de Nicolas Poussin
Pintura exposta no Museu do Louvre, Paris
 Comentário:
No seu caminho para Jerusalém, Jesus está a percorrer a última etapa. É acompanhado pelos discípulos e por grande multidão de seguidores. Depois de Jericó, não há mais nada até Jerusalém, que fica a 27 quilómetros. Através de gestos e palavras tinha procurado anunciar a Boa Nova e revelar a sua Pessoa, mas sem grandes resultados. Mesmo os três anúncios da paixão e ressurreição não surtiram o efeito desejado, como se pode ver pelas reações dos discípulos: Pedro, o grupo que discute os primeiros lugares, os dois irmãos que pedem lugares especiais na glória. Jesus já se tinha queixado da cegueira daqueles que o seguiam: «Tendes olhos e não vedes?». Muitos o acompanhavam, mas estavam longe de realizar o convite de Jesus: «Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me».

Neste contexto, a página do evangelho de hoje surge não apenas como a recordação de mais uma cura prodigiosa de Jesus mas como uma verdadeira lição. A narração é muito colorida e viva, cheia de pormenores. O evangelista poderia tê-la recolhido duma testemunha ocular: talvez Pedro, de quem Marcos foi discípulo.

Um cego está sentado à beira do caminho, imobilizado, incapaz de viver como os outros, proibido pela Lei de entrar no Templo, esperando as esmolas. Mas não está conformado… Tinha ouvido falar de Jesus e eis que ele agora passa ali. Grita. Pede misericórdia. Mas existem obstáculos a ultrapassar. O primeiro obstáculo é o grupo que rodeia Jesus e que o manda calar. Mas não desanima: continua a gritar, conseguindo «ver» em Jesus o Filho de David, um título popular para designar o Messias. Apesar de ser cego, «» algo que muitos não tinham visto, porque «cegos».

Os mesmos que o impedem são agora convidados a serem intermediários: «Chamai-o», diz Jesus.

O homem, no seu desejo de mudança de vida, atira fora a capa e dá um salto até Jesus. A única riqueza que possuía, a capa em que estava embrulhado, é empecilho de que se liberta para a busca dum bem maior. Começa a tornar-se verdadeiro discípulo, deixando os seus bens.

A procura da luz física na pessoa de Jesus, a quem o cego chama Mestre (Rabbúni, em aramaico) é também um sinal da luz da fé que já vai brilhando dentro daquele homem. «A tua fé te salvou!».

Operou-se agora uma mudança radical. Aquele que, quando era cego fisicamente, já conseguia «ver» alguma coisa acerca de Jesus, agora assume-se como verdadeiro discípulo: «segue» Jesus pelo caminho.

Fonte: Boa Nova de Domingo - Diocese de Aveiro (adaptação)     


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Missão Jubilar :: Tarjas na Igreja e Capelas da Paróquia

O "Vive" já chegou à nossa Paróquia da Branca! Pode encontra-lo na tarja que foi colocada no torre da igreja e também em algumas capelas.

Muito brevemente, o "Vive" também chegará a sua casa!

Igreja Matriz
Capela de Soutelo


Capela de Fradelos
Capela de Albergaria-a-Nova



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Missão Jubilar: início solene e festivo

Eram 14 horas e os os sinos repicavam em todas as igrejas da Diocese... anunciavam o início! Foi assim que no passado domingo, 21 de outubro, iniciou-se oficialmente a Missão Jubilar que pretende celebrar o 75º aniversário da restauração da Diocese de Aveiro.

Foram muitos os diocesanos, vindos de todas as Paróquias da Diocese, que estiveram presentes e participaram nesta celebração solene e festiva de abertura da Missão Jubilar.




Segundo as palavras de D. António Francisco, Bispo de Aveiro, na homilia de abertura da Missão Jubilar, esta é a hora:
  • Hora de levantar as amarras deste Barco que é a Igreja, que queremos renovada na caridade, educadora da fé, Igreja orante, família de famílias, rosto de esperança para o mundo;
  • Hora para erguer e alargar a tenda de Deus, nas areias das nossas praias, nas planícies dos nossos campos, nas colinas das montanhas da nossa terra, nesta nova geografia da missão e neste tempo único da evangelização;
  • Hora de mensagem levada às crianças e aos jovens, que lhes fale, em linguagem, por eles entendida, e em exemplos de vida, de que estão ávidos;
  • Hora de oração, de celebração e de formação da fé, de vivência em comunidade cristã e em movimentos apostólicos.

 

Depois da celebração, o barco, símbolo da Missão Jubilar, foi dividido em 101 partes, uma para cada paróquia da diocese. Essas partes foram entregues às paróquias para que ganhem cor e uma marca da paróquia, e possam voltar a ser, dentro de alguns meses, parte integrante do mesmo barco.






"Estamos em Missão, Irmãos e Irmãs. Trabalhemos, como se tudo dependesse do nosso ânimo, do nosso entusiasmo e da nossa entrega. Rezemos, porque a Deus devemos a inspiração, d’Ele esperamos a força e n’Ele reside a eficácia da Missão Jubilar, para que aqui nasça um imenso património de esperança e daqui se anteveja e antecipe este viver renovado da Igreja do futuro."

Para ler a homilia completa: clique aqui.

Entrega de uma parte do barco à Paróquia da Branca

domingo, 21 de outubro de 2012

Missão Jubilar - Oração

Senhor, nosso Deus,
nós Te confiamos a Igreja de Aveiro
e a nossa Missão Jubilar.

De Ti, Senhor, recebemos o convite
e partimos para anunciar
o evangelho das bem-aventuranças
e ser Teu rosto vivo junto de cada pessoa.

Que a Missão Jubilar seja
momento de renovação para a Igreja,
aurora de alento para o Mundo
e certeza de Páscoa perene para a Humanidade.

A Maria, nossa Mãe,
pedimos a força da fé e a alegria da confiança
para amar a Deus e servir os nossos irmãos.

Que Santa Joana, nossa Padroeira,
nos proteja e ajude
a «viver esta hora» de Missão Jubilar.

Amen.

XXIX Domingo do Tempo Comum - 21 de Outubro

Tema: O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida

1ª Leitura: Is 53, 10-11

2ª Leitura: Hebr 4, 14-16

Evangelho: Mc 10, 35-45


Mensagem:
Ao cobiçar os primeiros lugares, os mais altos cargos e as honras mais elevadas, os dois irmãos, Tiago e João, queriam, na minha opinião, ter autoridade sobre os outros. É por isso que Jesus Se opõe à sua pretensão, e põe a nu os seus pensamentos secretos dizendo-lhes: «Quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos.» Por outras palavras: «Se ambicionais o primeiro lugar e as maiores honras, procurai o último lugar, aplicai-vos a tornar-vos os mais simples, os mais humildes e os mais pequenos de todos. Colocai-vos atrás dos outros. Tal é a virtude que vos trará a honra a que aspirais. Tendes junto a vós um exemplo notável: 'Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por todos' (Mc 10,45). Eis como obtereis glória e celebridade. Olhai para Mim: Eu não procuro honras nem glória e, no entanto, o bem que faço é infinito.»

Bem sabemos que, antes da Incarnação de Cristo e da Sua vinda a este mundo, tudo estava perdido e corrompido; mas, depois de Ele Se ter humilhado, tudo restabeleceu. Aboliu a maldição, destruiu a morte, abriu o paraíso, acabou com o pecado, escancarou as portas do céu para levar para lá as primícias da nossa humanidade. Propagou a fé em todo o mundo. Expulsou o erro e restabeleceu a verdade. Fez subir a um trono real as primícias da nossa natureza. Cristo é o autor de bens infinitamente numerosos, que nem a minha palavra nem nenhuma palavra humana poderiam descrever. Antes da Sua vinda a este mundo, só os anjos O conheciam; mas, depois de Ele Se ter humilhado, toda a raça humana O reconheceu.
São João Crisóstomo (c. 345-407), 
Presbítero de Antioquia, Bispo de Constantinopla, Doutor da Igreja 

sábado, 20 de outubro de 2012

Missão Jubilar - Lema, Meta e Objetivos

LEMA

O lema da Missão Jubilar é: “VIVE ESTA HORA

Este é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos, e alegremo-nos nele.” (Sal 118, 24) foi a nossa inspiração para o lema que assumimos para a nossa Missão Jubilar. Este é o dia do Senhor, este é o tempo que Deus nos deu, esta é a hora da salvação para ser vivida com alegria.

META
Estabelecemos como meta a atingir:
“A Igreja diocesana vive e celebra na alegria o seu crescimento, abre-se ao mundo com ânimo evangelizador e assim se torna rosto da esperança”.

OBJETIVOS
Assumimos como objetivos da Missão Jubilar: 
  1. Celebrar o Jubileu dos 75 anos da Restauração da Diocese de Aveiro
    • Concretizar a Missão Jubilar através do caminho conjunto de todas as comunidades, serviços e movimentos da Diocese
    • Festejar de modo criativo o Jubileu Diocesano
    • Dar a conhecer a história e figuras da Diocese de Aveiro
  2. Levar os cristão a viver o seu ser em Cristo
    • Assumir as bem-aventuranças como caminho dos discípulos de Cristo
    • Tornar, com ações simples e diretas, cada cristão e cada comunidade rosto de Cristo
    • Viver a alegria da conversão e de ser cristão na Diocese de Aveiro
    • Promover a vocação à vida consagrada, em especial ao sacerdócio ministerial
  3. Empenhar as pessoas na construção de um mundo melhor
    • Realizar ações concretas que renovem e contribuam para um mundo melhor
    • Envolver as forças vivas do território da Diocese de Aveiro
    • Promover parcerias com Organizações da sociedade civil
    • Provocar espaços para ouvir o que as forças vivas esperam da Igreja presente em Aveiro e dar a conhecer a proposta evangélica

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Dia Mundial das Missões 2012

«Chamados a fazer brilhar a Palavra da verdade»
(Carta ap. Porta fidei, 6)

«Ai de mim, se eu não evangelizar!»: dizia o apóstolo Paulo (1 Cor 9, 16). Esta frase ressoa, com força, aos ouvidos de cada cristão e de cada comunidade cristã em todos os Continentes. 

Mesmo nas Igrejas dos territórios de missão, Igrejas em grande parte jovens e frequentemente de recente fundação, já se tornou uma dimensão conatural a missionariedade, apesar de elas mesmas precisarem ainda de missionários. 

Muitos sacerdotes, religiosos e religiosas, de todas as partes do mundo, numerosos leigos e até mesmo famílias inteiras deixam os seus próprios países, as suas comunidades locais e vão para outras Igrejas testemunhar e anunciar o Nome de Cristo, no qual encontra a salvação a humanidade. Trata-se duma expressão de profunda comunhão, partilha e caridade entre as Igrejas, para que cada homem possa ouvir, pela primeira vez ou de novo, o anúncio que cura e aproxima dos Sacramentos, fonte da verdadeira vida. 

«Acompanhai, Senhor, os vossos missionários nas terras a evangelizar, colocai as palavras certas nos seus lábios, tornai frutuosa a sua fadiga». Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja e Estrela da Evangelização, acompanhe todos os missionários do Evangelho.
 
PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2012


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Missão Jubilar - Génesis

No dia 21 de outubro de 2012, domingo, iniciamos solene e festivamente a Missão Jubilar da Diocese de Aveiro com um anúncio festivo:
  • 14h00 - toque dos sinos em todas as igrejas da Diocese;
  • 14h30 - acolhimento festivo junto à Sé de Aveiro;
  • 15h30 - solene concelebração eucarística na Sé de Aveiro.
Vive a Festa!

Início da Missão Jubilar dos 75 anos de Restauração da Diocese de Aveiro. Vive a Festa!


Decidimos chamar a esta ação "Génesis", porque sentimos neste dia como que o início de um novo tempo, de uma nova hora na vida da nossa Igreja Diocesana. Na criação, Deus no seu infinito amor deu-Se, colocou-nos na dinâmica da nova criação e iniciou a aventura humana da Vida. Assumimos este sonho de Deus e queremos com Ele darmo-nos por inteiro a esta missão de tornar novas todas as coisas em Cristo.

domingo, 14 de outubro de 2012

XXVIII Domingo do Tempo Comum - 14 de Outubro

Tema: «Quem pode salvar-se?»

1ª Leitura: Sab 7, 7-11

2ª Leitura: Hebr 4, 12-13

Evangelho: Mc 10,17-30


Comentário:
O evangelista começa por recordar que Jesus está a caminho de Jerusalém, onde completará a sua missão de entrega, doação e serviço. Por outro lado, já tinha feito dois anúncios da paixão, com o convite feito a todos a seguir o mesmo caminho e com as respetivas incompreensões por parte dos discípulos.

O texto apresenta-nos um homem sincero, cumpridor dos mandamentos, o que, segundo a mentalidade da época já era o suficiente para «merecer» a vida eterna. Mas este homem procura algo mais. Tem consciência que a vida eterna não se merece, mas alcança-se por herança, é dada gratuitamente por Deus. A resposta que ele dá a Jesus leva-nos a concluir que não se trata duma pessoa muito jovem (como acontece no texto paralelo de Mt 19,20)

Jesus olha para ele com simpatia, fazendo-lhe uma segunda proposta na linha do convite antes feito a todos: o não apego aos bens, a ajuda aos pobres e a segui-lo. Aqui reside a maior dificuldade daquele homem que, apesar de observar piedosamente a lei, está demasiado agarrado aos seus bens.

A lição de Jesus mostra a impossibilidade de conciliar o Reino de Deus com o apego às coisas. Quem está encerrado em si mesmo, cheio e rico de si mesmo, está encerrado a uma abertura aos outros e a Deus.

Para a mentalidade da época, Deus abençoava com os bens da terra (saúde, filhos, longa vida, riquezas) aqueles que cumpriam os mandamentos e, por isso, eram considerados justos. Daí que ter saúde, muitos filhos, ter longa vida e ser rico era um sinal de bênção para quem era bom e justo. Daí a incompreensão perante o que Jesus diz: «É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus». Trata-se dum dito autêntico de Jesus em forma de provérbio. Existe a versão em que a palavra kamelos («camelo») é substituída por kamilos («amarra», corda grossa usada nas embarcações. De qualquer modo, o provérbio salienta uma impossibilidade. Por isso, a exclamação de Pedro: «Se este não se salva, quem poderá salvar-se?»

O apelo de Jesus é a uma visão diferente da vida e das coisas. Não se trata duma renúncia das coisas pela renúncia em si mesma mas por um valor maior: seguir Jesus e o anúncio do evangelho. São valores que só podem ser vistos com os olhos de Deus. Nem todos estão em condições de perceber esta forma de vida, pelo que quem a vive terá de enfrentar oposições, perseguições. Mas existe uma garantia de felicidade (cem vezes mais) para quem faz esta opção de renúncia de si mesmo e a certeza de ter a vida eterna.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)     

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Vaticano II - 50 anos, 50 olhares


Amanhã, 10 de outubro, pelas 21.15 horas será apresentada o livro "Vaticano II. 50 Anos, 50 Olhares" por D. António Marcelino, bispo emérito de Aveiro. A sessão terá lugar na Biblioteca Municipal de Aveiro.

Celebrações da Catequese e outras actividades 2012-2013

  • Início da Catequese: 1 de Outubro
  • Festa do Acolhimento (1º ano): 14 Outubro
  • Festa da Palavra (4º ano): 16 Dezembro
  • Festa da Vida (8º ano): 27 Janeiro
  • Festa das Bem-aventuranças (7º ano): 10 Fevereiro
  • Festa do Pai Nosso(2º ano): 14 Abril
  • Primeira Comunhão(3º ano): 5 Maio
  • Crisma: 19 Maio
  • Festa da Profissão de Fé (6º ano): 2 de Junho – “CORPO DE DEUS”
  • Festa geral da Catequese e da Comunidade: 9 Junho
  • Peregrinação Nacional das crianças a Fátima: 10 Junho

domingo, 7 de outubro de 2012

XXVII Domingo do Tempo Comum - 7 de Outubro

Tema: «Quem não receber o Reino de Deus como um pequenino não entrará nele»

1ª Leitura: Gen 2, 18-24

2ª Leitura: Hebr 2, 9-11

Evangelho: Mc 10, 2-16



Mensagem:

Os mestres religiosos do tempo de Jesus e os fariseus em geral não punham questões acerca da liceidade do divórcio, até porque estava previsto na Lei de Moisés, mas acerca dos motivos do divórcio. Na prática, qualquer motivo servia para que um homem pudesse rejeitar a sua mulher.

Um aspecto que está subjacente é a superioridade do homem sobre a mulher que funcionava quase como propriedade do marido. Por conseguinte, se uma mulher era rejeitada pelo marido (e no povo israelita só o marido podia repudiar a mulher) não podia voltar para a casa do seu pai, porque este já não tinha autoridade sobre a filha porque tinha recebido o mohar (espécie de dote) dado pelo marido e, portanto, não a podia receber. Também não se podia unir a outro homem porque «pertencia» ao primeiro. A carta de repúdio, ordenada por Moisés (Dt 24,1) vem, assim, procurar remediar uma situação, libertando a mulher do elo que a unia ao marido, no caso de ser expulsa de casa. Esta lei surge, assim, por causa da «dureza de coração» dos homens.

Solicitado por alguns fariseus que procuram embaraçá-lo, Jesus não hesita em declarar-se até contra Moisés, considerado pelos hebreus como a fonte das suas normas de vida. Moisés admitiu que o marido pode repudiar a mulher; mas há uma autoridade muito acima de Moisés, e é essa que se deve respeitar.

Jesus não vem dar leis sobre o assunto, mas tira consequências do plano original de Deus. Este projecto parte da dignidade profunda e da igualdade de direitos e deveres do homem e da mulher. Deus criou o Homem, a humanidade, macho e fêmea. A união do homem e da mulher representa, assim, uma plenitude, uma «coisa só», em que não existe proprietário e propriedade mas um enriquecimento mútuo. Nesta perspectiva, Jesus chama a atenção para o facto de poder haver «adultério» quer por parte do homem quer por parte da mulher, no caso de qualquer deles deixar o outro.

As palavras «E se ela repudiar o seu marido e casar com outro, comete adultério» são nitidamente uma adaptação do texto evangélico à realidade do mundo greco-romano em que também a mulher podia pedir o divórcio. Não devemos esquecer que Marcos está a escrever o seu evangelho em Roma, para os cristãos dessa cidade.

A segunda parte do texto aparentemente nada tem a ver com a anterior. Uma vez mais se chama a atenção para o acolhimento a dar às crianças, àqueles que não têm direitos, aos desprotegidos, a todos os «pequenos».

Mas a lição mais profunda é o apelo a receber o Reino como uma criança. Isto significa imitar a criança na sua confiança para com os pais, intuindo o seu amor e solicitude, porque quanto eles lhe permitem ou lhe proíbem é só para seu bem. O Reino é uma iniciativa, um projecto de Deus que deve ser recebido com toda a confiança e simplicidade, renunciando, deste modo, a analisar e a discutir o plano de Deus com as nossas convicções, com a «dureza do nosso coração».



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)   

domingo, 30 de setembro de 2012

XXVI Domingo do Tempo Comum - 30 de Setembro

Tema: «Quem não é contra nós, é por nós»

1ª Leitura: Num 11, 25-29

2ª Leitura: Tg 5, 1-6;

Evangelho: Mc 9, 38-43.45.47-48


Mensagem:
Na primeira parte do texto, os discípulos de Jesus, pela boca de João, estão preocupados com um concorrente, não de Jesus mas deles. O motivo não é por esse anónimo não seguir Jesus, mas porque não os segue a eles, aos discípulos. Porque não pertence ao grupo, é impedido de agir em favor de alguém. A atitude de Jesus é bem diferente: toda a ação a favor dos outros, venha donde vier, é importante. Mesmo o gesto mais simples, como oferecer um copo de água, não deve ser rejeitado, pois pode ser o início duma aproximação, duma relação mais profunda.

A segunda parte do texto chama a atenção para os pequeninos. Não se trata de crianças, mas de todos aqueles ainda «fracos na fé», que vão dando alguns passos para seguirem Jesus. Escandalizar significa colocar uma pedra no caminho de modo a tropeçar e cair, impedindo a caminhada. Impedir o acesso à fé é um ato grave porque impede o acesso à Vida. Quem assim procede impede o seu próprio acesso à Vida. É como se estivesse já morto.

Jesus continua a indicar que é fundamental fazer escolhas, eliminando aquilo que impede a escolha radical do Evangelho, isto é, os seus impulsos para o mal, as suas paixões, as ocasiões de pecado, os seus caprichos, representados externamente pela mão, pé e olhos. Quem não é capaz de saber «cortar» corre o risco de arruinar a sua vida e a dos outros e de ser eliminado, considerado como lixo.

A imagem da Geena era bem conhecida dos ouvintes. Tratava-se dum vale de Jerusalém que no passado tinha sido lugar de culto aos deuses Baal e Molok, com a prática de sacrifícios humanos e, por isso, considerado amaldiçoado. Ao tempo de Jesus era usado como lixeira, onde, naturalmente, o fogo ardia continuamente e os vermes abundavam. Ser lançado à Geena era, portanto, ser considerado fora do Povo de Deus, fora do Reino, fora da Vida.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)  

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Recasados, divorciados: abandonados pela Igreja?

Sábado, dia 29 de Setembro, pelas 21h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Aveiro, vai haver um debate sobre o tema: “Recasados, divorciados: abandonados pela Igreja?”. 

Este debate é orientado pelo sr. D. António Marcelino e pelo professor Carlos Borrego. 

É organizado por um grupo de leigos.

A entrada é livre.