segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Recasados, divorciados: abandonados pela Igreja?

Sábado, dia 29 de Setembro, pelas 21h30, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Aveiro, vai haver um debate sobre o tema: “Recasados, divorciados: abandonados pela Igreja?”. 

Este debate é orientado pelo sr. D. António Marcelino e pelo professor Carlos Borrego. 

É organizado por um grupo de leigos.

A entrada é livre.

domingo, 23 de setembro de 2012

XXV Domingo do Tempo Comum - 23 de Setembro

Tema: «Se alguém quiser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos.»

1ª Leitura: Sab 2, 12.17-20

2ª Leitura: Tg 3, 16-4,3

Evangelho: Mc 9, 30-37

 

Mensagem:
Depois da cena da transfiguração e da cura dum epilético endemoninhado, Jesus caminha através da Galileia. Quer estar longe das multidões pois tem o propósito de continuar a ensinar os seus discípulos.

O ensino começa, uma vez mais, com um anúncio da paixão, na linha do primeiro (8,31) que foi proclamado no Domingo passado, mas com a nota fundamental de que «será entregue nas mãos dos homens», numa linguagem verbal passiva que tem como sujeito o próprio Deus: «Deus vai entregar».

Tal como Pedro não compreendeu o 1º anúncio, agora é todo o grupo que não compreende, apesar da clareza com que Jesus fala. Recusam-se a aceitar o projeto de Deus para o Messias, que deve passar pelo sofrimento e pela morte. Não fazem objeções, lembrando-se da resposta de Jesus a Pedro, mas discordam completamente no seu íntimo.

«Que discutíeis pelo caminho?». Agora em casa, provavelmente de Pedro, Jesus tem oportunidade de, serenamente, continuar a ensinar. O evangelista Marcos refere o motivo da discussão: qual deles seria o maior.

Esta discussão insere-se perfeitamente na lógica dos judeus da época, com os seus esquemas bem definidos de hierarquias, na sociedade, nos banquetes, nas sinagogas. Sendo assim, no reino do Messias eles, que tinham sido escolhidos por Jesus, iriam ter a predominância. Mas qual a ordem entre eles? Quem era o primeiro?

A lição de Jesus é esclarecedora: na nova comunidade o primeiro lugar é para aquele que serve. Quando todos estão ao serviço uns dos outros, então estarão ao mesmo nível, em primeiro lugar. E este serviço deve ser prestado aos mais pequenos, aqui representados numa criança, sujeito sem direitos nem lugar na comunidade judaica enquanto aos 12/13 anos não se tornasse membro efetivo do Povo de Deus pela cerimónia do bar mitzvah.

Para não haver dúvidas, Jesus apresenta-se, a si mesmo e ao Pai, como identificados com os mais pequenos e no serviço a eles prestado.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação) 

domingo, 16 de setembro de 2012

XXIV Domingo do Tempo Comum - 16 de Setembro

Tema: «Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me»

1ª Leitura: Is 50,5-9a

2ª Leitura: Tiago 2,14-18

Evangelho:  Mc 8,27-35

Mensagem:
A confissão de Pedro marca a divisão do evangelho de Marcos em duas partes. De facto, nota-se que, até a certo ponto do Evangelho, Marcos insiste na compreensão do «reino», e daí para diante na adesão ao «reino».

Na primeira parte, Jesus lamenta-se que os homens têm o coração endurecido, que os discípulos não sabem compreender as parábolas mais simples, como a do semeador, nem o significado dos milagres. Jesus pede a «inteligência» do «reino»: «Quem tem ouvidos para compreender, compreenda». A sua pregação, especialmente através do véu das parábolas, tem precisamente como finalidade suscitar esta «compreensão», despertar as mentes para que se esforcem por abrir-se ao significado da mensagem.

Durante a primeira parte, jesus nunca fala de si, não diz quem é, deixando que cada um o vá descobrindo mais através dos seus gestos do que das suas palavras. Agora, porém, começa algo diferente, desencadeado pela pergunta: «Quem dizem os homens que Eu sou?».

Os discípulos referem a Jesus o que se dizia acerca dele. Jesus é identificado com personagens do passado. Mas Pedro vai apontá-lo como alguém do presente e lançado para o futuro: «Tu és o Cristo!».

A resposta é correta mas corre o risco de ser mal interpretada no sentido dum messianismo real, glorioso, triunfalista, tal como Pedro pensava.

Por isso, Jesus «começou a ensinar»… E é feito o 1º anúncio da paixão e ressurreição. É preciso esclarecer o verdadeiro sentido do seu caminho, a escolha da qual não se quer desviar. Quem o quiser fazer é um tentador, um Satanás. Após cada um dos anúncios da paixão, Marcos apresenta sempre a reação dos discípulos, contrária a tudo o que Jesus acabou de dizer.

A partir de agora, a insistência de Jesus já não está em compreender o mistério do «reino», em abrir os olhos e os ouvidos, mas em fazer algo pelo «reino», em dar-se a si mesmo, a própria vida, empenhando-se pessoalmente. Só quem perde a própria vida é que a salvará; é preciso deixar casa, parentes e campos pelo «evangelho» e pela vida eterna; mesmo os membros corporais devem ser sacrificados pelo «reino»; é igualmente nesta segunda parte do evangelho que aparece com insistência o tema de «entrar» no reino, ausente nos primeiros capítulos do evangelho.

O evangelho de Marcos apresenta-se com uma manifestação progressiva da pessoa de Jesus, a partir de agora mais clarificada, partindo da afirmação intermédia: «Tu és o Cristo» para chegar à declaração mais completa de Jesus como Filho de Deus.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)  

domingo, 9 de setembro de 2012

XXIII Domingo do Tempo Comum - 9 de Setembro

Jesus cura um homem surdo
Tema: «Faz tudo bem feito»

1ª Leitura: Is 35,4-7a

2ª Leitura: Tiago 2,1-5

Evangelho:  Mc 7, 31-37

Mensagem:

Por vezes, Marcos apresenta-nos o ministério de Jesus fora do território de Israel. É o caso do presente texto. Realizar um milagre fora o clássico território de Israel significa a abertura universal do Evangelho. Todos, seja qual for a origem ou a cultura podem ser tocados pela misericórdia de Deus e atingidos pela sua Palavra. Por isso, a cura descrita nesta página do evangelho de Marcos tem um profundo significado simbólico.

Algumas pessoas apresentam a Jesus um homem, naturalmente de origem pagã. Tem a particularidade de ser surdo e, portanto, de não conseguir falar. Para a mentalidade dos contemporâneos de Jesus, a surdez era um grande castigo de Deus, vista como maldição, na medida em que impedia a pessoa de ouvir a palavra de Deus. Estava, pois, impedido de chegar à salvação.

Depois de se afastar da multidão para poder haver um contacto direto, íntimo entre ele e o doente, Jesus, com gestos típicos da época, toca no surdo-mudo, não sem antes erguer os olhos ao céu, em atitude de oração, e diz-lhe, em aramaico: «Effathá», que quer dizer «abre-te». E o homem começou a ouvir e, o mais admirável, a falar corretamente. Agora está em condições de ouvir e de poder falar, isto é, de escutar a Palavra e de poder comunicar com Deus.

O texto termina com a recomendação de Jesus, na linha do segredo messiânico, a que ninguém divulgasse o acontecimento. Mas o resultado, como habitualmente, é o contrário: o facto é apregoado pela multidão extasiada que vê em Jesus a realização da profecia de Isaías (35,5-6).

Por trás deste texto, Marcos apresenta a catequese batismal que a igreja primitiva conservou e chegou aos nossos dias.



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)  

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Festa em Louvor de N. Srª das Febres - 2012

 
Amanhã, 8 de setembro, iniciam-se as Festividades em Honra e Louvor de N. Srª das Febres, em Samuel.

As celebrações serão nos seguintes horários: 
  • Sábado, 8 de setembro, às 20h30: Terço;
  • Domingo, 9 de setembro: Eucaristia às 16h, seguida de Procissão.


domingo, 2 de setembro de 2012

Leitores da Igreja - Setembro 2012

XXII Domingo do Tempo Comum - 2 de Setembro

Tema: «É do interior do coração dos homens»

1ª Leitura: Dt 4,1-2.6-8

2ª Leitura: Tg 1,17-18.21-22.27

Evangelho:  Mc 7,1-8.14-15.21-23

Mensagem:

O confronto de Jesus com os fariseus e doutores da Lei vindos de Jerusalém não apresenta propriamente um extremar de posições mas uma chamada de atenção para o essencial. É muito natural que Jesus e os seus discípulos cumprissem habitualmente a pureza legal e ritual tão usual e comum a todos os judeus e que, para os fariseus, constituía um preceito a cumprir rigorosamente sob pena de se estar a cometer um pecado.
Jesus não nega esta prática exterior mas aponta para o interior. Mais importante que a pureza do exterior é a pureza do coração.

 

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)  

sábado, 25 de agosto de 2012

XXI Domingo do Tempo Comum - 26 de Agosto

Tema: «Tu tens palavras de vida eterna! E nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus»

1ª Leitura: Jos 24,1-2a.15-17.18b;

2ª Leitura: Ef 5,21-32;

Evangelho:  Jo 6, 60-69

Mensagem:

Aparentemente, o discurso de Jesus sobre o Pão da Vida acaba mal. Já não são as multidões, que andavam à procura de alimento e de curas, a murmurarem, mas os discípulos, isto é, aqueles que, além dos Doze, seguiam habitualmente Jesus.

Jesus tinha pedido que eles unissem as suas vidas à sua própria vida, numa adesão plena não apenas às suas Palavras mas à sua Pessoa. Ele apresentou a proposta radical do Evangelho que pode ser aceite ou não.

O Evangelho é anunciado não só àqueles que podem constatar fisicamente a pessoa de Jesus mas, de modo particular, àqueles que o seguem mesmo depois da sua partida para o Pai, não podendo ter um contacto sensível com Jesus. É pedida uma fé ainda maior.

A liberdade de Jesus é total. Não procura entusiastas que o admirem, o louvem, enquanto podem ser servidos nos seus interesses imediatos, mas apresenta propostas de Vida que comporta exigências. E Jesus respeita a liberdade de cada um, conhecendo perfeitamente o íntimo de cada um. Perante a recusa em aceitar a sua proposta e mesmo com a atitude da maior parte dos discípulos em deixarem de o seguir, Jesus não muda o seu discurso nem tenta explicar melhor. Pelo contrário, radicaliza a sua proposta, sem medo de ficar sozinho: «Também vós quereis ir embora?».

O final do texto apresenta uma confissão de fé: «A quem iremos nós, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna! E nós cremos e sabemos que Tu és o Santo de Deus». Longe de entenderem completamente todas as coisas ditas por Jesus, alguns aderem à sua pessoa, continuando a confiar. É a fé que Jesus espera dos que o seguem.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)  

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Festa em Louvor de N. Srª da Aflição - 2012

Amanhã, 25 de agosto, iniciam-se as Festividades em Honra e Louvor de N. Srª da Aflição, em Casaldima.

As celebrações serão nos seguintes horários: 

  • Sábado, 25 de agosto, às 21 horas: Eucaristia;
  • Domingo, 26 de agosto: Eucaristia às 11h e Procissão às 18h30;
  • Segunda-feira, 27 de agosto, às 20h30: Eucaristia.

domingo, 12 de agosto de 2012

XIX Domingo do Tempo Comum - 12 de Agosto

Tema: «Eu sou o Pão Vivo vindo do Céu»

1ª Leitura: 1 Reis 19, 4-8;

2ª Leitura: Ef 4, 30-5,2

Evangelho: Jo 6, 41-51

Mensagem:
Quando Jesus se apresenta como o Pão descido do céu, isto é, como o Messias, naturalmente a multidão reage e alguns até conheciam a sua origem e a sua família. Jesus, em vez de procurar dar explicações difíceis ou até impossíveis de entender ainda hoje prefere colocar as coisas na sua verdadeira dimensão.

Conciliar a origem humana de Jesus com a sua origem divina só se consegue com o dom da fé que é sempre um dom de Deus. Ninguém consegue captar esta dupla dimensão se não for atraído pelo Pai, o único que pode ensinar. Quem crê em Jesus tem a vida para sempre.

A parte final do texto dá um passo em frente. Já não se trata duma comparação com o maná do deserto mas da declaração da necessidade de comer a sua carne para ter a Vida. Devemos recordar que a primeira grande afirmação inicial do evangelho de S. João: «O Verbo fez-se Carne». Comer a carne de Jesus significa assimilar a plenitude da vida de Jesus que garante e antecipa a posse da vida eterna.





Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)  

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Festa em Louvor de N. Srª do Bom Sucesso - 2012

Hoje iniciam-se as Festividades em Honra e Louvor de N. Srª do Bom Sucesso, em Laginhas.

As celebrações serão nos seguintes horários: 

  • Quinta-feira, 9 de agosto, às 21 horas: Terço; 
  • Sexta-feira, 10 de agosto, às 21 horas: Terço;
  • Sábado, 11 de agosto, às 21 horas: Terço;
  • Domingo, 12 de agosto, às 16 horas: Eucaristia, seguida de Procissão;
  • Segunda-feira, 13 de agosto, às 19 horas: Eucaristia.
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domingo, 5 de agosto de 2012

XVIII Domingo do Tempo Comum - 5 de Agosto

Tema: «Eu sou o Pão da Vida»

1ª Leitura: Ex 16, 2-4, 12-15

2ª Leitura: Ef 4, 17.20-24

Evangelho: Jo 6, 24-35

 

Mensagem:

O entusiasmo da multidão depois da multiplicação dos pães e dos peixes é enorme. Jesus, sabendo que viriam ter com ele para o fazerem rei, retirou-se para o monte. Durante a noite atravessou o lago, a pé, indo ter com os discípulos. Mas a multidão não desanima e vai à procura dele, encontrando-o em Cafarnaum, na sinagoga. Jesus, na sua conversa com a multidão que o procura, faz o seu discurso do Pão da Vida, que começamos a ler neste domingo.

A primeira chamada de atenção é para o que representou a multiplicação: um sinal que não vale por si mesmo mas por aquilo que representa: uma lição sobre o amor, o serviço aos outros e a partilha. Mas não é isto que a multidão entusiasma procura. O seu interesse está ligado ao alimento fácil que tinha recebido na véspera. Por isso Jesus começa a apontar para algo superior.

A primeira exigência feita por Jesus àqueles que procuram um alimento que perdura até à vida eterna é uma adesão incondicional à pessoa dele e ao seu projeto. Porém a multidão exige uma prova concreta para esta adesão incondicional, o que naturalmente provoca a comparação com a figura de Moisés e com o maná do deserto. Jesus tinha alimentado cinco mil pessoas e Moisés alimentou todo um povo durante quarenta anos!

De facto – corrige Jesus – não foi Moisés quem alimentou mas sim o Pai. E é o mesmo Pai quem dará o verdadeiro Pão do Céu. E Jesus não é alguém que vem trazer pão: Ele é o Pão da Vida.

Os mestres judeus acreditavam e ensinavam que havia no céu um resto de maná que desceria do céu quando viesse o Messias. Numa palavra, o Messias é o Pão do Céu que dá a vida. Por isso a primeira grande afirmação de Jesus: Eu sou o Pão da Vida…

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)   

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Festa em Honra de S. Vicente - 2012

Hoje, 2 de agosto, iniciam-se as Festividades em Honra de S. Vicente, padroeiro da nossa Paróquia.

As celebrações serão nos seguintes horários:  
  • Quinta-feira, 2 de agosto, às 18 horas: Adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida de Eucaristia;

  •  Sexta-feira, 3 de agosto, às 19 horas: Eucaristia;
  •  Sábado, 4 de agosto, às 19 horas: Eucaristia; 
  • Domingo, 5 de agosto: Eucaristia às 11 horas; Procissão com as imagens de Nossa Senhora e dos Santos titulares das capelas dos vários lugares da Paróquia, às 17 horas.

terça-feira, 31 de julho de 2012

XVII Domingo do Tempo Comum - 29 de Julho

Tema: A multiplicação dos pães

1ª Leitura: 2 Re 4, 42-44

2ª Leitura: Ef 4, 1-6

Evangelho: Jo 6, 1-15


Mensagem:

No domingo passado acompanhámos a chegada dos discípulos enviados em missão e o convite que Jesus lhes fez para irem descansar um pouco. Porém as multidões surgem de novo e Jesus compadece-se daquela gente por eram como ovelhas sem pastor e pôs-se a ensiná-los. Segue-se, em Marcos, a 1ª multiplicação dos pães. Porém não vamos acompanhar este evangelho mas sim o de S. João com o discurso do pão da vida que se segue. Isto deve-se ao facto de o evangelho se Marcos ser mais pequeno que qualquer um dos outros e não ter matéria suficiente para todos os domingos.

O episódio conhecido como a multiplicação dos pães é o único «milagre» comum aos quatro evangelistas mas que S. João prefere chamar «sinal». Aliás, a tudo aquilo a que habitualmente chamamos «milagre» João chama-lhe «sinal», precisamente porque representa sempre algo que não se vê exteriormente.

Desde o princípio do evangelho que João vai fazendo uma apresentação de Jesus em confronto com a figura de Moisés. Ao chamar a atenção para a proximidade da Páscoa dos Judeus, fornece uma chave de leitura. Jesus, tal como Moisés, atravessou o mar, acompanhado por uma grande multidão a quem vai alimentar, não apenas com um simples pão/maná mas com o verdadeiro Pão descido do céu.

O facto de não referir na última Ceia a instituição da Eucaristia deve concentrar-nos nesta cena e no discurso que se irá seguir como a grande lição que o evangelista quer dar sobre o Pão / Carne que Jesus distribui.

Jesus toma a iniciativa de querer alimentar a multidão. Os discípulos começam por fazer os cálculos para rapidamente concluir que é impossível alimentar a multidão. A única coisa de que dispõem pertence a um rapazito: cinco pães de cevada e dois peixes, alimento pobre usado pelos pobres. E é precisamente isto que vai chegar para todos!

A mensagem fundamental que nos é apresentada aponta não para a multiplicação de pães mas para o sentido da partilha que os seguidores de Jesus, tornando-se pequenos, devem realizar para com os irmãos.

O gesto de Jesus é simples: tomou os pães, deu graças e distribuiu-o aos presentes. Mas o leitor ou ouvinte já crente facilmente lança o olhar para o gesto eucarístico de que este é um «sinal».

A multidão presente começa a descobrir alguma coisa: Jesus é o Profeta que estaria para vir de que fala o livro do Deuteronómio (18,5: um profeta como Moisés). A Sagrada Escritura conservava a referência ao que «milagre» realizado pelo profeta Eliseu, alimentando 100 pessoas com 20 pães de cevada. O que Jesus fez ultrapassa tudo. Mas Jesus é mais do que o Profeta anunciado e mais do que um Rei que se limite a dar a comer um alimento exterior. Por isso foge da multidão. Não aceita ser instrumentalizado.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)    

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Festa em Honra de Santa Ana - 2012

Hoje, dia em que Igreja comemora Santa Ana e S. Joaquim, os avós de Jesus e pais da Imaculada Virgem Maria,  iniciam-se as Festividades em Honra e Louvor de Santa Ana, em Soutelo.

As celebrações serão nos seguintes horários:
  • Quinta-feira, 26 de julho, às 20 horas: Adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida de Eucaristia; Haverá um tempo para confissões;
  • Sexta-feira, 27 de julho, às 21 horas: Eucaristia; 
  • Sábado, 28 de julho, às 21 horas: Missa Vespertina;
  • Domingo, 29 de julho: Eucaristia às 9h45 e Procissão às 16h30. 

domingo, 22 de julho de 2012

XVI Domingo do Tempo Comum - 22 de Julho

Tema: «Teve compaixão deles, porque eram como ovelhas sem pastor»

1ª Leitura: Jer 23, 1-6

2ª Leitura: Ef 2, 13-18

Evangelho: Mc 6, 30-34
"Jesus diz aos Discípulos para descansarem" (James Tissot, 1886-96)
 Comentário:
Pela primeira e única vez em todo o evangelho de Marcos, os Doze que tinham sido enviados por Jesus dois a dois e agora regressam são chamados Apóstolos (= enviados). E prestam contas a Jesus de quanto fizeram e ensinaram. Agora são convidados a ir para um lugar deserto e descansar. Ao longo do evangelho de Marcos, várias vezes Jesus se retira com os discípulos, ou apenas com alguns deles, para lhes falar em particular.

A intenção de Jesus é boa: é necessário descansar um pouco para retemperar as forças. O grupo dos Doze é apontado como exemplo para todos os que estão ao serviço do Evangelho: nem tinham tempo de comer… Esta tinha sido já uma das razões (3,20) que levaram a família de Jesus à sua procura para o levar para casa.

Mas é o próprio Jesus quem quebra o descanso ao ver as multidões. Marcos apresenta a atitude de Jesus como algo que nasce do interior: sentiu um sentimento de compaixão profundo (usa o verbo grego splagknízomai = sentir mover as vísceras) que o Antigo Testamento apresenta ao falar de Deus. É o mesmo sentimento (e o mesmo verbo) que Jesus tem perante o leproso que lhe suplica a cura (1,40-41). Aqueles que deviam ser pastores, conforme já denunciava séculos antes o profeta Ezequiel, (escribas, fariseus, rabis, chefes do povo, sacerdotes do templo) descuidavam o rebanho que, por isso, andava desorientado, com fome.

O lugar deserto onde se encontravam é o espaço para dar o alimento de que aquela gente precisa: o alimento da Palavra (começou a ensinar-lhes muitas coisas) e o alimento do pão que se vai seguir.



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)   

domingo, 15 de julho de 2012

XV Domingo do Tempo Comum - 15 de Julho

Tema: «Arrependei-vos e crede na Boa Nova»

1ª Leitura: Amós 7, 12-15

2ª Leitura: Ef 1, 3-14

Evangelho: Mc 6, 7-13


Mensagem:
O texto deste domingo apresenta-nos o envio em missão dos Doze, com o respetivo discurso. Jesus envia os Doze, isto é, a todos. No anúncio do Evangelho ninguém pode ser ficar de fora ou excluir-se a si mesmo. A mensagem proclamada por Jesus deve ser assumida e continuada em comunidade (dois a dois) com o poder sobre as forças (espíritos imundos) que afastam de Deus e da vida autêntica.

Jesus envia os Apóstolos em missão
A grande riqueza que os enviados têm consiste na força da Palavra e, por isso, esta missão deve ser desempenhada com simplicidade e despojamento. O único objeto permitido é o bastão, a arma do pobre, mas também aquilo que ajuda a caminhar as longas distâncias a percorrer. Também a Moisés foi entregue o cajado para a missão de libertação do povo oprimido no Egito.

O anúncio evangélico consiste em ir ao encontro das pessoas onde se encontram, nas suas localidades e nas suas casas. E qualquer casa serve para estar durante a missão, não devendo andar à procura de outra melhor.

Aos enviados em missão compete fazer o anúncio que pode ser bem acolhido ou não, tal como aconteceu como Jesus. Se não forem acolhidos na sua missão, isto é, no caso de rejeição do Evangelho, os discípulos nada devem a ter em comum com aqueles que os rejeitaram. Sacudir os pó dos pés era um gesto antigo que os israelitas em geral faziam quando deixavam território pagão para entrar na sua terra, considerada terra santa.

O importante é sempre o convite feito a todos a uma mudança de vida, na linha da pregação de Jesus: «Arrependei-vos e crede na Boa Nova». O sinal da força deste anúncio está na vitória sobre todas as forças do mal, físico ou moral.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)  

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Festa em Honra de S. Julião - 2012

Hoje iniciam-se as Festividades em Honra de S. Julião, no Chaque.


As celebrações serão nos seguintes horários:  

  • Quinta-feira, 12 de julho, às 19 horas: Adoração ao Santíssimo Sacramento, seguida de Eucaristia;

  •  Sexta-feira, 13 de julho, às 20 horas: Eucaristia;

  • Domingo, 15 de julho, às 16 horas: Eucaristia, seguida de Procissão.