"Cristo e a mulher com fluxo de sangue" (1565-1570) de Paolo Veronese Pintura exposta no Museu da História de Arte, Viena (Áustria)
Mensagem:
Este texto do evangelho de S. Marcos apresenta-nos dois episódios que se
entrelaçam, aparentemente distintos um do outro, mas que de alguma
forma se completam um ao outro: o pedido de socorro de Jairo pela filha
de doze anos que está a morrer, a mulher que sofre há doze anos e é
curada ao tocar em Jesus e, finalmente, a constatação da morte da menina
e a sua ressurreição ao toque e à palavra de Jesus.
A mulher que tinha um fluxo de sangue encontrava-se numa situação de
morte perante a Lei e a sociedade. A doença tornava-a estéril,
considerada castigo e maldição por parte de Deus, impura perante a Lei
e, por isso, impedida de se aproximar dos outros. Toda a gente a
considerava como morta. Daí o medo com que toca em Jesus e, mais ainda,
quando foi descoberta no seu gesto. Ela tinha feito tudo o que lhe era
possível («gastara todos os seus bens») para readquirir a vida. Mas não
perdeu a esperança e a fé.
Muita gente tocou em Jesus («Vês que a multidão te comprime de todos
os lados, e ainda perguntas: ‘Quem me tocou?’») mas só aquela mulher
tocou em Jesus com fé: «Filha, a tua fé salvou-te».
É a mesma atitude de fé que Jesus pede a Jairo perante a realidade da morte efetiva
da filha («Não tenhas receio; crê somente») e perante a troça e o
conselho de toda a gente ali presente («A tua filha morreu; de que serve
agora incomodares o Mestre?»).
Acompanhado pelos primeiros discípulos que chamou (que vão aparecer
em momentos fundamentais) e pelos pais, Jesus aproxima-se da menina. S.
Marcos recorda com simplicidade este acontecimento, tal como lhe deve
ter narrado Pedro que a ele assistiu. Jesus pegou-lhe na mão e disse: «Talithaqûm!» (Menina, levanta-te). E ela ergueu-se do sono da morte.
O evangelista, depois de apresentar o poder de Jesus sobre os
elementos da natureza (tempestade acalmada) e sobre o mal (cura do
endemoninhado), mostra-nos Jesus que se deixa tocar e se sente tocado
pela fé da mulher e de Jairo, restituindo a vida plena. Embora agindo
com a força de Deus, Jesus age com toda a humanidade: não sabe quem lhe
tocou e é a mulher a denunciar-se. Depois de fazer o que só ele podia,
preocupa-se com a comida da menina, algo que os pais podem e devem
fazer. E, uma vez mais, recomenda que ninguém saiba do sucedido.
No passado dia 7 de Junho, dia do Corpo de Deus, houve festa na nossa Paróquia. As crianças do 6º ano de catequese
professaram solenemente a sua Fé!
A Profissão de Fé é a renovação das promessas do Batismo, uma afirmação festiva da adesão a Jesus Cristo. Ao
longo dos últimos anos, os pais destas crianças procuraram, com todo o empenho, educá-los na Fé, para que a Vida
Nova recebida no Batismo fosse defendida das tentações do pecado e crescesse de dia para dia.
Neste ato público e solene, que foi a Festa da Profissão de Fé, as crianças lembraram o seu Batismo e, com responsabilidade
pessoal, e em obediência ao Evangelho que foram conhecendo nos últimos anos da catequese, renunciaram
ao pecado e professaram a sua Fé em Jesus Cristo, manifestando vontade de serem fiéis ao ideal de vida Cristã.
No passado dia 3 de junho a
Comunidade da Branca esteve
em festa. Trinta e seis cristãos,
confirmaram a sua fé, assumindo o
compromisso de se manter firmes à
doutrina de Jesus Cristo e tornando-se
assim testemunhas mais conscientes
do evangelho, através dos dons do
Espírito Santo que receberam. Trata-se
de um grupo de jovens e três ou
quatro adultos que fizeram uma
caminhada que se pretendeu profícua
orientada pelo nosso pároco com
a colaboração de dois catequistas.
Depois de 10 anos de catequese e
após um aprofundamento na sua
formação, estes jovens quiseram
receber o Sacramento do Santo Crisma
que viveram de uma forma intensa.
A caminhada desde janeiro, nem
sempre foi fácil mas teve três
momentos altos que envolveram profundamente
o grupo: O retiro no santuário
da Senhora do Socorro no dia
26 de Maio, o dia da reconciliação e a
Vigília de Oração na Igreja Paroquial
na véspera da sua festa.
A eucaristia das onze horas foi
solene e muito dignamente presidida
pelo nosso Bispo D. António Francisco
que nos honrou com a sua presença
e ministrou o Sacramento pela
Imposição das Mãos de Pastor na
diocese de Aveiro. Também este, foi
um momento muito alto para os crismandos
de quem, o seu Bispo e a
Igreja, muito esperam, estando-lhes
destinada uma missão de apostolado
e militância no Reino de Deus.
É Cristo que nos lança o desafio
- “Ide e sede minhas testemunhas”.
No dia 13 de maio, 57 crianças da nossa paróquia receberam pela 1ª vez Jesus no seu coração. Crianças, pais e catequistas encontraram-se pelas 10h:30m na capela da Senhora das Dores de onde deram início à cerimónia da 1ª Comunhão, participando na procissão até à Igreja de S. Vicente da Branca. Durante a Eucaristia, as crianças participaram ativamente acompanhadas pelos pais e era visível a alegria das crianças. Na parte da tarde as crianças, pais, catequistas e restante comunidade cristã foi convidada a participar na Procissão do Santíssimo Sacramento. No final da procissão, as crianças receberam um diploma e uma pequena lembrança oferecida pela Irmandade do Santíssimo.
"A atribuição do nome a S. João Batista" (1434-35) de Fra Angélico Pintura exposta no Museu do Prado, Madrid
Mensagem:
Conforme o anjo tinha anunciado a Zacarias, Isabel deu à luz um filho. Também os festejos tinham sido anunciados: «Terás alegria e regozijo, e muitos se alegrarão com o seu nascimento». Para o povo judeu a circuncisão feita no oitavo dia do nascimento era uma sinal da aliança concluída entre Yahweh e a nação. O cumprimento deste rito não era reservado aos sacerdotes pois até as mulheres, pelo menos numa época tardia, podiam circuncidar, mas o costume devia ser o de mandar vir o encarregado local.
No tempo de Jesus só no momento da circuncisão o menino recebia o nome. Pode ligar-se este uso ao facto de Deus ter mudado o nome de Abraão e de Sara com a declaração sobre a lei da circuncisão (Gn 17,5.15). Não era hábito dar ao filho o nome do pai, dado que os povos daquela zona, como muitos outros povo, diferenciavam as pessoas de um certo clã acrescentando o nome do pai (como Simão filho de Jonas; No caso de João, talvez a avançada idade do pai sugerisse um procedimento diferente.
O dar o nome à criança poderia caber tanto ao pai como à mãe. O Antigo Testamento está repleto de exemplos que atestam este costume. O facto de Isabel indicar «João» como nome da criança provocou certa objeção, talvez por ser hábito nessa altura escolher um nome que já existisse na família, o que não seria o caso de «João». Zacarias, mudo desde a aparição do anjo, pediu uma placa para confirmar: «João é o seu nome». Fica assim reconhecida a autoridade da mensagem divina. Já Deus, por meio do anjo, tinha dito a Zacarias qual seria nome do seu filho: João, que significa «Yahweh concede graça» (Yo-hānan).
Os momentos incompreensíveis que os vizinhos viveram, o facto de velhos terem um filho e tudo o que rodeou, causam admiração e um certo sentimento de algo mais profundo. Aquela criança era diferente das outras: Que virá a ser aquele menino? O que é que Deus quer dela? O texto termina laconicamente, não respondendo diretamente à questão, mas apontando para a sua manifestação a Israel.
“O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu e me enviou a
anunciar a Boa Nova…e a proclamar um ano da graça da parte do Senhor”.
É com sentimentos de alegria e com a firme certeza de que este é o tempo
por Deus sonhado para a Igreja de Aveiro que, ao celebrar o jubileu dos
setenta e cinco anos da restauração da Diocese, vos anuncio e convoco
para a Missão Jubilar. A Missão Jubilar vai decorrer de 21 de Outubro de
2012 a 11 de Dezembro de 2013, sob o lema: «Vive esta hora».
Com a Missão Jubilar buscamos a solidez da Fé, a alegria de ser Igreja e
a abertura ao Mundo, para irmos ao encontro de todos os homens e
mulheres do nosso tempo, nos mais variados lugares e tempos da vida, da
cultura, do trabalho, da acção social, do convívio e do lazer.
Encontramos no anúncio evangélico das bem-aventuranças o fermento de uma Igreja renovada e o paradigma de uma Humanidade nova.
É com ânimo evangelizador que vamos dar visibilidade neste tempo de
Missão Jubilar que é, também, Ano da Fé, ao que de melhor existe e se
faz na nossa sociedade e na Igreja de Aveiro: uma Igreja fiel a Jesus
Cristo, dócil ao Espírito Santo e atenta aos dinamismos renovadores do
Concílio Vaticano II, de cujo início celebramos, também, o jubileu.
Somos chamados a ser mensageiros da alegria e rosto da esperança, no
meio de crises e de dores, de privações e de ansiedades, de pobrezas e
de medos, de sonhos e de projectos. Somos testemunhas felizes do amor de
Deus e da comunhão da nossa fé, que nos fazem irmãos de toda a
Humanidade.
Queridos Diocesanos (as):
Convoco-vos para a «Missão Jubilar», sabendo que é Jesus que vos envia. Como Ele mesmo nos prometeu. Ele está convosco.
Durante quatro anos preparámo-nos para a Missão Jubilar. Agora, é tempo
de anunciar e viver com mais alegria a fé que professamos.
A hora é de mudança e de renovação, vivida de forma serena, profunda,
partilhada e rezada. O esforço empreendido e a empreender é de todos e
de cada um e os objectivos sonhados, as iniciativas decididas e as
actividades propostas são de toda a Diocese e para toda a Diocese.
Confio a Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe da Igreja, a nossa Missão
Jubilar. E confio os sonhos, planos, compromissos e propósitos à
protecção de Santa Joana Princesa, nossa Padroeira.
IGREJA DE AVEIRO, CONVOCO-TE PARA A MISSÃO:
ESTA É A HORA DE DEUS. ESTA É A HORA DA IGREJA. ESTA É, TAMBÉM, A TUA HORA. VIVE ESTA HORA.
Aveiro, 15 de Junho de 2012,
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus.
Este texto, que contém duas parábolas, é a parte final e a sequência da pequena secção de parábolas do evangelho de Marcos que começa com a parábola do semeador que saiu a semear (4,3-9) e, a seguir, com a sua explicação (4,13-20): a semente é a Palavra que é para ser escutada e dar fruto. Os discípulos, que ouvem a Palavra em particular, devem viver esta Palavra e anunciá-la: é o sentido da parábola da lâmpada que se segue (4,21-25).
Toda a atenção da primeira parábola está centrada no crescimento. O papel do homem é reduzido a lançar, a atirar a semente, isto é, a mensagem do Evangelho, para todo o lado. A partir daí, nada depende daquele que semeia: a terra produz por si… Mas o processo é lento e progressivo e não pode ser apressado. O Reino de Deus é uma iniciativa divina e, mesmo aceitando a colaboração humana, está sempre acima de qualquer tentativa humana de conduzir o curso da operação. O tempo da ceifa é uma referência ao juízo no fim de tudo (cf. Joel 4,13).
A segunda parábola parte da constatação do tamanho minúsculo da semente da mostarda (efetivamente a mais pequena na zona da Palestina), em relação à árvore que daí pode germinar (que poderia chegar à altura de 4 metros), para evidenciar a capacidade de crescimento do Reino de Deus apesar da humildade e simplicidade com que se apresenta.
A maior parte da pregação de Jesus às multidões era sob a forma de parábolas, numa linguagem simples que podia se entendida por todos. No entanto, Jesus tinha o cuidado de as explicar aos discípulos, em particular. Não porque os discípulos não percebessem a mensagem, mas porque esta, por vezes, era difícil de aceitar. De facto, como se pode aceitar que alguém se torne pequeno (semente) se torne grande aos olhos de Deus?
Tema:«Aquele que faz a vontade de Deus, esse é que é meu irmão,
minha irmã e minha mãe»
1ª Leitura: Gen 3, 9-15
2ª Leitura: 2 Cor 4, 13-5.1
Evangelho: Mc 3, 20-35
Mensagem:
Quando Jesus começou o seu ministério, as multidões reagiram de maneira
muito positiva, mas bem cedo começa a experimentar a oposição dos
escribas e fariseus que chegam a conspirar com os herodianos sobre o
modo de eliminar Jesus. No texto deste domingo Marcos
apresenta-nos a opinião dos familiares e a dos escribas acerca da ação
de Jesus. O texto termina com a apresentação da nova família de Jesus.
A atividade de Jesus e dos seus discípulos é tão intensa que nem
conseguem alimentar-se. Todo este movimento de multidões em torno de
Jesus provoca reações e boatos que chegam longe, aos ouvidos dos
familiares. «Está fora de si!» – pensa muita gente e assim pensam os
seus familiares que resolvem ir de Nazaré a Cafarnaum para deterem Jesus
e o levarem para casa. É natural que se preocupem com a
reputação da família e queiram evitar a vergonha de ter um membro louco a
«fazer figuras tristes».
Enquanto os familiares de Jesus não chegam, Marcos intercala a opinião
dos escribas de Jerusalém: «Ele tem Belzebu!»; «É pelo príncipe dos
demónios que ele expulsa os demónios» e «Tem um espírito maligno».
Tentam, desta forma, desacreditar Jesus perante o povo, fazendo crer que
Jesus age pela força do demónio e não pela força de Deus. Começa,
assim, a ação dos opositores de Jesus no sentido de o destruírem. Esta
acusação poderia levar Jesus a ser julgado pelo Sinédrio.
Por meio de parábolas, Jesus mostra o ridículo desta acusação:
Satanás a combater-se a si mesmo. Porém, a ação de Jesus mostra bem que
ele tem poder sobre Satanás, isto é, já «amarrou o homem forte» para o
poder combater e destruir. Por isso, qualquer pessoa pode reconhecer
claramente na ação de Jesus o poder atuante de Deus sobre o mal. A não
ser que negue a ver a evidência! Os escribas declararam que a obra de
Deus era má e que a ação de Jesus era demoníaca, fechando-se assim à
sua ajuda e recusando a salvação que Deus oferece aos homens por meio do
seu Filho.
Para quem se recusa a aceitar a evidência de Deus na sua vida,
atribuindo ao demónio o que é divino («Tem um espírito maligno»), Deus
não tem lugar, isto é, não há espaço para o perdão que Deus oferece,
simplesmente porque este perdão é recusado: «Não tem perdão para a
eternidade, mas é réu de pecado eterno».
Quando os familiares de Jesus chegam, ficam do lado de fora… Dentro,
ao redor de Jesus, há uma multidão de gente… «Quem são minha mãe e meus
irmãos?». Parece uma pergunta pouco respeitosa para com os familiares.
Porém, Jesus não quer excluir a sua mãe e os seus irmãos (familiares)
mas estabelecer um conceito de família que inclua todos os que cumprem a
vontade de Deus. Durante a sua vida pública, os seus familiares não
creram nele. Após a ressurreição, o seu «irmão» Tiago tornou-se o
responsável da comunidade de Jerusalém. Tinha-se criado uma nova relação
de familiaridade. A partir de agora, os únicos laços familiares que
verdadeiramente são importantes têm que passar forçosamente pela relação
com Deus: «Aquele que faz a vontade de Deus, esse é que é meu irmão,
minha irmã e minha mãe».
James Tissot (1886-94). Pintura exposta no Museu Brooklyn, Nova Yorque
As crianças do 2º ano de catequese ao longo do ano foram descobrindo como o amor de Deus é maravilhoso. Por isso Lhe chamamos “Pai”.
O catecismo chama-se «Ensina-nos a rezar». Jesus ensinou-nos a oração mais bela que existe. As catequistas realizaram o seguinte trabalho que foi apresentado numa das sessões de catequese às crianças do centro da igreja.
Para visualizar a apresentação em tamanho maior, clique aqui.
No passado dia 27 de maio, na Eucaristia das 11h, na Igreja Matriz, celebrou-se a Festa do Pai Nosso, com os 45 meninos e meninas da catequese de toda a paróquia.
As crianças de todos os centros de catequese tiveram uma participação de forma ativa na Eucaristia, desempenhando com aprumo, as várias tarefas que lhes foi possível delegar.
"Santíssima Trindade" (1620s) de Hendrick van Balen Pintura exposta em Sint Jacobskerk, (Antuérpia)
Tema:«Foi-me dado todo o poder no Céu e sobre a Terra»
1ª Leitura: Deut 4, 32-44.39-40
2ª Leitura: Rom 8, 14-17
Evangelho: Mt. 28,16-20
Mensagem:
Estamos no final do Evangelho de Mateus, após a ressurreição. O grupo dos onze (sem Judas Iscariotes) acolhe o convite do anjo e a ordem de Jesus para se dirigirem à Galileia a fim de O verem. É na «Galileia dos gentios», onde tinha ressoado o primeiro anúncio do reino dos céus para o povo que «vivia nas trevas e na sombra da morte», que os discípulos vão ter um contacto com Jesus Ressuscitado e receber o encargo de continuar a missão de Jesus, com a sua autoridade e a garantia da sua presença.
O encontro vai decorrer num monte que em Mateus é sempre símbolo de revelação e de salvação. Agora os discípulos reconhecem Jesus como seu Senhor, numa atitude de humilde adoração. Mas a fé pascal não está isenta daquela dúvida que acompanha a fé histórica da comunidade. Só a presença e a palavra de Jesus faz superar a dúvida e amadurecer a fé dos discípulos. Jesus ressuscitado aproxima-se dos discípulos, prostrados em terra, como já tinha feito no monte da transfiguração, e dirige-lhes a palavra.
A primeira palavra é uma solene declaração sobre a Sua senhoria já plenamente estabelecida: «Foi-me dado todo o poder no Céu e sobre a Terra». Mediante a ressurreição, Jesus é constituído no pleno exercício do seu poder e, como o próprio Deus seu Pai, pode ser proclamado «Senhor do céu e da terra».
A segunda palavra é uma ordem dada aos discípulos: «Ide, fazei discípulos de todos as nações…». O anúncio do Reino deixa de ser apenas dirigido «às ovelhas perdidas da casa de Israel», excluindo os pagãos e samaritanos. A nova missão, inaugurada com a Páscoa, consiste em fazer todos os povos discípulos do Senhor. Esta pertença a Jesus ressuscitado, que define o estatuto do discípulo, realiza-se mediante o sinal sacramental e o pleno acolhimento do seu ensinamento.
A fórmula trinitária: «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo», única vez que surge em todo o Novo Testamento, reflete um amadurecimento na reflexão teológica da comunidade e um uso ritual da segunda metade do séc. I. O Pai é o novo rosto de Deus revelado por Jesus aos discípulos: tal como a identidade profunda de Jesus e conhecida pelo Pai que a revela aos «pequeninos». O Espírito Santo é o poder benéfico e salvador de Deus revelado nos gestos e palavras da missão histórica de Jesus.
A segunda condição do discípulo é a observância integral de tudo o que Jesus ordenou, isto é, a revelação da vontade de Deus, centrada no mandamento do amor, vértice e cumprimento da lei e dos profetas.
A última palavra de Jesus é uma promessa que vale como garantia de encorajamento e confiança: «Eu estou convosco todos o dia até à consumação dos séculos». No início do evangelho, aquele que vai nascer é o cumprimento da promessa salvífica de Deus concentrada no nome do descendente davídico: o «Emanuel», «Deus connosco». Jesus ressuscitado, agora reconhecido como o Filho de Deus, com todo o poder divino, garante a sua presença («todos os dias») definitiva («até à consumação dos séculos»). Ele é, de facto, o Deus connosco. A eficácia de missão dos discípulos e a autoridade do seu ensinamento fundamentam-se nesta promessa de Jesus. A fidelidade e perseverança daqueles que pertencem a Jesus mediante o batismo e a obediência ao evangelho derivam desta garantia final de presença do Senhor ressuscitado.
No âmbito da Caminhada Diocesana da Família de 2012, os meninos do 8º ano de catequese de Albergaria-a-Nova, em conjunto com os catequistas, decidiram criar um cartaz com uma lista de ações que poderemos adotar no nosso quotidiano de modo a contribuir mais eficientemente para a paz e harmonia no seio familiar.
Devemos ser sinceros,expondo os nossos desagrados aos familiares, evitando situações de mau estar entre todos.
Conscientes das diferenças entre cada indivíduo, não só na família, mas na comunidade, devemos ser tolerantes, tentando compreender a posição do outro face a determinados acontecimentos e respeitando essa posição. No fundo, ninguém detém a verdade, ou seja, quem pode dizer que está certo e os outros errados?
A confiança é algo que se consegue com o tempo, e muitas vezes facilmente abalável, mas devemos saber que nos nossos pais podemos sempre confiar, pois eles querem o melhor para aqueles que amam.
A experiência vem com a idade, e por outro lado,os mais novos dominam o contemporâneo. Estas duas vertentes são suscetíveis de se encontrar se houver partilha de conhecimentos e vivências entre pais e filhos, e entre irmãos, muitas vezes .Mas para isso acontecer, tem de haver disponibilidade, tempo para conviver, o que muitas vezes falta nas famílias portuguesas de Hoje.
O mais importante e imprescindível em toda e qualquer relação interpessoal; aquilo que Jesus proclamou e continua a murmurar ao nosso coração: o Amor incondicional.
Tudo isto faz parte de uma conduta que deveríamos tomar na a nossa vida em sociedade. Haverá melhor lugar para crescermos e nos formarmos homens e mulheres de bem do que no meio da nossa família, com aqueles que mais nos amam? Não podemos esquecer, claro, o membro mais importante e motivador de todos, a mão orientadora da família: Deus Pai.
Tema:"Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura"
1ª Leitura: Act. 1,1-11
2ª Leitura: Ef. 1,17-23
Evangelho: Mc. 16, 15-20
Mensagem:
O texto começa por apresentar o envio dos discípulos, insistindo que o Evangelho, fonte de salvação para os que crêem, não é apenas para alguns mas para todos («toda a criatura») e em toda a parte («por todo o mundo»). A reação ao anúncio, fé ou incredulidade, têm como correspondentes a salvação ou a condenação.
Os sinais devem ser lidos à luz do simbolismo bíblico já apresentado
pelos profetas para referir os novos tempos messiânicos que se realizam
na pessoa e ação de Jesus e agora continuam através dos seus discípulos. São os mesmos sinais de que fala o livro dos Atos (cf. Act 16,16-16; 2,1-11; 28,3-6; 3,1-10; 9,31-35), sempre feitos por ação do Senhor («em meu nome»).
A ascensão de Jesus, narrada como no livro dos Atos (1,9 e Lc 24,51), tem como fundo a imagem bíblica do mundo e uma referência à subida ao céu de Elias (2Rs 2,11; 1Mc 2,58). A Jesus é atribuído o título de Kyrios (= Senhor); a expressão «Senhor Jesus», nos evangelhos está presente apenas neste texto, mas é típica de S. Paulo e dos Atos.
Também a indicação «sentou-se à direita de Deus (com referencia ao
Salmo 110,1), trata-se dum modo de descrever os acontecimentos que faz
supor que o autor já coloque aqui um texto em uso na primeira comunidade
para professar a fé na glorificação e entronização do Ressuscitado.
Com a profissão de fé na ascensão ao céu, a primeira comunidade
recorda e celebra a glorificação de Jesus Cristo, homem e Deus, junto do
Pai, e o termo das aparições aos seus. De agora em diante será a
Escritura e o testemunho dos cristãos a tornar presente Cristo sobre a
terra.
Os apóstolos têm a certeza de não estarem sozinhos na missão que lhes foi confiada: o Senhor age com eles e por meio deles.