As crianças do 2º ano de catequese ao longo do ano foram descobrindo como o amor de Deus é maravilhoso. Por isso Lhe chamamos “Pai”.
O catecismo chama-se «Ensina-nos a rezar». Jesus ensinou-nos a oração mais bela que existe. As catequistas realizaram o seguinte trabalho que foi apresentado numa das sessões de catequese às crianças do centro da igreja.
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No passado dia 27 de maio, na Eucaristia das 11h, na Igreja Matriz, celebrou-se a Festa do Pai Nosso, com os 45 meninos e meninas da catequese de toda a paróquia.
As crianças de todos os centros de catequese tiveram uma participação de forma ativa na Eucaristia, desempenhando com aprumo, as várias tarefas que lhes foi possível delegar.
"Santíssima Trindade" (1620s) de Hendrick van Balen Pintura exposta em Sint Jacobskerk, (Antuérpia)
Tema:«Foi-me dado todo o poder no Céu e sobre a Terra»
1ª Leitura: Deut 4, 32-44.39-40
2ª Leitura: Rom 8, 14-17
Evangelho: Mt. 28,16-20
Mensagem:
Estamos no final do Evangelho de Mateus, após a ressurreição. O grupo dos onze (sem Judas Iscariotes) acolhe o convite do anjo e a ordem de Jesus para se dirigirem à Galileia a fim de O verem. É na «Galileia dos gentios», onde tinha ressoado o primeiro anúncio do reino dos céus para o povo que «vivia nas trevas e na sombra da morte», que os discípulos vão ter um contacto com Jesus Ressuscitado e receber o encargo de continuar a missão de Jesus, com a sua autoridade e a garantia da sua presença.
O encontro vai decorrer num monte que em Mateus é sempre símbolo de revelação e de salvação. Agora os discípulos reconhecem Jesus como seu Senhor, numa atitude de humilde adoração. Mas a fé pascal não está isenta daquela dúvida que acompanha a fé histórica da comunidade. Só a presença e a palavra de Jesus faz superar a dúvida e amadurecer a fé dos discípulos. Jesus ressuscitado aproxima-se dos discípulos, prostrados em terra, como já tinha feito no monte da transfiguração, e dirige-lhes a palavra.
A primeira palavra é uma solene declaração sobre a Sua senhoria já plenamente estabelecida: «Foi-me dado todo o poder no Céu e sobre a Terra». Mediante a ressurreição, Jesus é constituído no pleno exercício do seu poder e, como o próprio Deus seu Pai, pode ser proclamado «Senhor do céu e da terra».
A segunda palavra é uma ordem dada aos discípulos: «Ide, fazei discípulos de todos as nações…». O anúncio do Reino deixa de ser apenas dirigido «às ovelhas perdidas da casa de Israel», excluindo os pagãos e samaritanos. A nova missão, inaugurada com a Páscoa, consiste em fazer todos os povos discípulos do Senhor. Esta pertença a Jesus ressuscitado, que define o estatuto do discípulo, realiza-se mediante o sinal sacramental e o pleno acolhimento do seu ensinamento.
A fórmula trinitária: «em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo», única vez que surge em todo o Novo Testamento, reflete um amadurecimento na reflexão teológica da comunidade e um uso ritual da segunda metade do séc. I. O Pai é o novo rosto de Deus revelado por Jesus aos discípulos: tal como a identidade profunda de Jesus e conhecida pelo Pai que a revela aos «pequeninos». O Espírito Santo é o poder benéfico e salvador de Deus revelado nos gestos e palavras da missão histórica de Jesus.
A segunda condição do discípulo é a observância integral de tudo o que Jesus ordenou, isto é, a revelação da vontade de Deus, centrada no mandamento do amor, vértice e cumprimento da lei e dos profetas.
A última palavra de Jesus é uma promessa que vale como garantia de encorajamento e confiança: «Eu estou convosco todos o dia até à consumação dos séculos». No início do evangelho, aquele que vai nascer é o cumprimento da promessa salvífica de Deus concentrada no nome do descendente davídico: o «Emanuel», «Deus connosco». Jesus ressuscitado, agora reconhecido como o Filho de Deus, com todo o poder divino, garante a sua presença («todos os dias») definitiva («até à consumação dos séculos»). Ele é, de facto, o Deus connosco. A eficácia de missão dos discípulos e a autoridade do seu ensinamento fundamentam-se nesta promessa de Jesus. A fidelidade e perseverança daqueles que pertencem a Jesus mediante o batismo e a obediência ao evangelho derivam desta garantia final de presença do Senhor ressuscitado.
No âmbito da Caminhada Diocesana da Família de 2012, os meninos do 8º ano de catequese de Albergaria-a-Nova, em conjunto com os catequistas, decidiram criar um cartaz com uma lista de ações que poderemos adotar no nosso quotidiano de modo a contribuir mais eficientemente para a paz e harmonia no seio familiar.
Devemos ser sinceros,expondo os nossos desagrados aos familiares, evitando situações de mau estar entre todos.
Conscientes das diferenças entre cada indivíduo, não só na família, mas na comunidade, devemos ser tolerantes, tentando compreender a posição do outro face a determinados acontecimentos e respeitando essa posição. No fundo, ninguém detém a verdade, ou seja, quem pode dizer que está certo e os outros errados?
A confiança é algo que se consegue com o tempo, e muitas vezes facilmente abalável, mas devemos saber que nos nossos pais podemos sempre confiar, pois eles querem o melhor para aqueles que amam.
A experiência vem com a idade, e por outro lado,os mais novos dominam o contemporâneo. Estas duas vertentes são suscetíveis de se encontrar se houver partilha de conhecimentos e vivências entre pais e filhos, e entre irmãos, muitas vezes .Mas para isso acontecer, tem de haver disponibilidade, tempo para conviver, o que muitas vezes falta nas famílias portuguesas de Hoje.
O mais importante e imprescindível em toda e qualquer relação interpessoal; aquilo que Jesus proclamou e continua a murmurar ao nosso coração: o Amor incondicional.
Tudo isto faz parte de uma conduta que deveríamos tomar na a nossa vida em sociedade. Haverá melhor lugar para crescermos e nos formarmos homens e mulheres de bem do que no meio da nossa família, com aqueles que mais nos amam? Não podemos esquecer, claro, o membro mais importante e motivador de todos, a mão orientadora da família: Deus Pai.
Tema:"Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura"
1ª Leitura: Act. 1,1-11
2ª Leitura: Ef. 1,17-23
Evangelho: Mc. 16, 15-20
Mensagem:
O texto começa por apresentar o envio dos discípulos, insistindo que o Evangelho, fonte de salvação para os que crêem, não é apenas para alguns mas para todos («toda a criatura») e em toda a parte («por todo o mundo»). A reação ao anúncio, fé ou incredulidade, têm como correspondentes a salvação ou a condenação.
Os sinais devem ser lidos à luz do simbolismo bíblico já apresentado
pelos profetas para referir os novos tempos messiânicos que se realizam
na pessoa e ação de Jesus e agora continuam através dos seus discípulos. São os mesmos sinais de que fala o livro dos Atos (cf. Act 16,16-16; 2,1-11; 28,3-6; 3,1-10; 9,31-35), sempre feitos por ação do Senhor («em meu nome»).
A ascensão de Jesus, narrada como no livro dos Atos (1,9 e Lc 24,51), tem como fundo a imagem bíblica do mundo e uma referência à subida ao céu de Elias (2Rs 2,11; 1Mc 2,58). A Jesus é atribuído o título de Kyrios (= Senhor); a expressão «Senhor Jesus», nos evangelhos está presente apenas neste texto, mas é típica de S. Paulo e dos Atos.
Também a indicação «sentou-se à direita de Deus (com referencia ao
Salmo 110,1), trata-se dum modo de descrever os acontecimentos que faz
supor que o autor já coloque aqui um texto em uso na primeira comunidade
para professar a fé na glorificação e entronização do Ressuscitado.
Com a profissão de fé na ascensão ao céu, a primeira comunidade
recorda e celebra a glorificação de Jesus Cristo, homem e Deus, junto do
Pai, e o termo das aparições aos seus. De agora em diante será a
Escritura e o testemunho dos cristãos a tornar presente Cristo sobre a
terra.
Os apóstolos têm a certeza de não estarem sozinhos na missão que lhes foi confiada: o Senhor age com eles e por meio deles.
Está a ser organizada uma caminhada a Nossa Senhora da Saúde, S. Pedro de Castelões, Vale de Cambra para o próximo dia 2 de junho, sábado.
A saída será às 7h00 da Capela de Nossa Senhora da Aflição, em Casaldima. Haverá uma paragem pelo caminho para pequeno almoço e a oração Mariana na Capela de Nossa Senhora da Saúde. O almoço será ao ar livre pelas 12h30
Valor da inscrição: 5,00€ para o almoço e pequeno- almoço; o que sobrar ficará como oferta para a Paróquia...
Os interessados deverão fazer chegar as sua inscrição com o respectivo valor, ao Pároco. Se houver outros interessados em participar, mas que não possam ir a pé, podem fazer como os outros participantes.
O mandamento do amor, vincado nesta secção das palavras de Jesus durante a Última Ceia, surge como a consequência dum movimento de amor que parte do Pai e encontra correspondência no Filho. O Pai tomou a iniciativa neste movimento de amor enviando o seu Filho. O Filho aceita e traz esta corrente de amor aos homens. Só desta forma pode começar o percurso inverso. Do homem a Cristo e de Cristo ao Pai.
O amor é apresentado com uma nota de reciprocidade («amai-vos uns aos outros»), não porque exclua o amor aos inimigos mas porque este amor recíproco está numa relação muito particular com o amor que existe entre as pessoas divina.
É típico do Evangelho mostrar que tudo aquilo que Jesus recomenda ou ordena aos seus discípulos parte duma experiência vivida pelo próprio Jesus: «Como eu vos amei».
A prova suprema do amor está em dar a vida pelos amigos. O que surpreende é o facto de Jesus chamar aos crentes seus amigos, pois a amizade implica uma igualdade, um colocar-se no mesmo plano. Tudo isto porque Jesus ama e toma a iniciativa neste amor e na amizade para com os seus. Jesus escolhe os discípulos como amigos, seus confidentes do projecto do Pai, para continuarem a sua missão e o projecto de amor do Pai para este mundo.
Tema: "Permanecei em mim, e Eu permanecerei em vós"
1ª Leitura: Act 9, 26-31
2ª Leitura: I Jo 3, 18-24
Evangelho: Jo 15, 1-8
Mensagem:
Jesus já tinha garantido aos seus discípulos que iria partir mas que voltaria a eles, numa presença que agora é apresentada na alegoria da videira e dos ramos, insistindo na ideia de permanecer n’Ele como fonte de vida.
Todo o judeu conhecia bem a videira que procurava ter junto da casa,
dedicando-lhe sempre muito cuidado, para ter sombra e poder usufruir do
seu fruto. Por isso mesmo, a videira foi sempre olhada como um símbolo
do povo de Israel que, com todos os cuidados de Deus,
devia dar frutos bons mas que só produziu uvas azedas, tornando-se desta
forma inútil.
Agora dá-se uma mudança. A videira já não é símbolo de Israel mas do
próprio Jesus para reafirmar a união íntima entre Ele e os seus
discípulos. A videira/Jesus produz numerosos ramos; porém, nem todos dão
fruto. O dar fruto depende da relação pessoal do discípulo com Jesus,
da união íntima com Cristo. É a sua Palavra que vai podando e
purificando os discípulos para que possam produzir frutos que manifestem
a sua união verdadeira a Jesus.
Tal como a videira não produz frutos para si mesma, mas para outros,
também só será verdadeiro discípulo de Jesus aquele que, pela sua vida,
manifesta acções que manifestem a glória do Pai, isto é, o Seu amor que
se dá gratuitamente.
Uma consequência benéfica do permanecer em Jesus é a escuta das orações dos discípulos por parte do Pai.
A Festa das Famílias está marcada para dia 20 de maio no Colégio de
Calvão e o Bispo de Aveiro lança este convite e desafio a todas as famílias. “Para uma
Família + Feliz + Amor” é o lema do encontro diocesano que encerra a
quarta etapa do plano pastoral e o culminar da Caminhada Familiar que teve início no passado dia 29 de abril.
Mensagem de D. António Francisco, para a Festa das Famílias a 20 de Maio de 2012
A nossa Diocese está a terminar a vivência da IVª etapa de Pastoral
dedicada à Família. Este foi um tempo para as famílias cristãs olharem
mais para si e se redescobrirem como dom para cada um dos seus membros,
reforçarem os laços que os unem, celebrar com alegria as datas marcantes
e por fim, como Igreja Diocesana, colocarmos no centro da nossa vida
diocesana as propostas da pastoral familiar.
Agora, é o tempo para, com a caminhada da família 2012, sensibilizar as
famílias para se descobrirem como espaço de felicidade, para se
fortalecerem no amor inspirado na Palavra de Deus e da Igreja, na
celebração dos sacramentos e na oração, e para deste modo poderem ser
testemunho de vida feliz e fermento de uma nova Humanidade.
O caminho feito é belo e agora move-nos para em conjunto celebrarmos
esta vida nova que nasce. Convoco, por isso, cada um de vós e cada uma
das nossas famílias cristãs para juntos vivermos no próximo dia 20 de
Maio, no Colégio de Calvão, o Dia Diocesano das Famílias, verdadeiro Dia
da Igreja Diocesana. Queremos nesse dia expressar, de modo visível, a
fraternidade de famílias que é a nossa Igreja Diocesana. Nesta
fraternidade de famílias confirmamos, no coração de cada um de nós, mas
também no coração do mundo em que vivemos a Esperança que não engana.
Estar juntos e reunidos com o Bispo será expressão maior desta Igreja
que queremos seja feliz, alegre e servidora do nosso mundo. Para que
todos possamos estar presentes, peço que as celebrações dominicais na
nossa Diocese neste dia 20 de Maio terminem de modo a que participemos,
como Igreja Diocesana que somos, na Eucaristia por mim presidida, centro
da Festa das Famílias.
É, já no horizonte muito próximo da Missão Jubilar que vamos
experimentar a alegria do caminho feito e do caminho a realizar. Quero
convidar-te: vem viver esta hora!
A alegoria do pastor e do rebanho tem como pano de fundo o momento que Jesus está a viver, juntamente com os seus discípulos: a Última Ceia na véspera da sua morte: «Sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora de partir deste mundo… tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim».
Os chefes do povo (rei, dirigentes, sacerdotes, etc.) de Israel foram, ao longo da história, «maus pastores» porque não ensinaram o povo e, em vez de o conduzirem para Deus e para a vida, guiaram-no para outros deuses e para caminhos de morte e de desgraça; por isso, o próprio Deus irá conduzir o seu povo e pôr à sua frente um «Bom Pastor». Para a comunidade cristã este anúncio profético concretiza-se na pessoa de Jesus, o Bom Pastor.
O verdadeiro pastor, diz Jesus, é aquele que se interessa unicamente em fazer com que as ovelhas tenham vida, estando disposto a própria vida por essas ovelhas que ama.
Nenhum pastor ou empregado é obrigado a dar a vida pelas ovelhas, mesmo que sejam suas. Jesus oferece voluntariamente a sua vida pelos seus, numa atitude de cumprimento assumido e amoroso da vontade do Pai que, por isso mesmo, o ama. É o Bom Pastor que dá a sua vida pelas ovelhas.
faz ressoar em nossos ouvidos o teu forte e suave convite: “Vem e segue-Me”! Derrama sobre nós o teu Espírito: que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho e generosidade para seguir a tua voz. Senhor, que a messe não se perca por falta de operários. Desperta as nossas comunidades para a missão. Ensina a nossa vida a ser serviço. Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino, na vida consagrada e religiosa. Senhor, que o rebanho não pereça por falta de pastores. Sustenta a fidelidade dos nossos bispos, padres e ministros. Dá perseverança aos nossos seminaristas. Desperta o coração dos nossos jovens para o ministério pastoral na tua Igreja. Senhor da messe e pastor do rebanho, chama-nos para o serviço do teu povo. Maria, Mãe da Igreja, modelo dos servidores do Evangelho, ajuda-nos a responder “sim”.
Decorre esta semana (22 a 29 de abril), a 49ª Semana Nacional de Oração pelas
Vocações cujo tema deste ano é "Vocações: Dom do amor de Deus".
Propomos que reflita sobre os excertos da mensagem do Papa Bento XVI para o 49º Dia Mundial de Oração pelas Vocações:
"A fonte de todo o dom perfeito é Deus, e Deus é Amor.
Assim, a verdade profunda da nossa existência está contida neste mistério admirável: cada criatura, e particularmente cada pessoa humana, é fruto de um pensamento e de um ato de amor de Deus, amor imenso, fiel e eterno.
Trata-se de um amor sem reservas que nos precede, sustenta e chama ao longo do caminho da vida e que tem a sua raiz na gratuidade absoluta de Deus.
Ele vem ao nosso encontro, procura conquistar-nos – até à Última Ceia, até ao Coração trespassado na cruz, até às aparições do Ressuscitado e às grandes obras pelas quais Ele, através da ação dos Apóstolos, guiou o caminho da Igreja nascente.
Também na sucessiva história da Igreja, o Senhor não esteve ausente: incessantemente vem ao nosso encontro, através de pessoas nas quais Ele Se revela; através da sua Palavra, nos Sacramentos, especialmente na Eucaristia.
Amados irmãos e irmãs, é a este amor que devemos abrir a nossa vida; cada dia, Jesus Cristo chama-nos à perfeição do amor do Pai."
"Ceia de Emaús" (1606) de Carvaggio Pintura exposta na Pinacoteca de Brera (Milão, Itália)
Mensagem:
Os discípulos que iam a caminho de Emaús tinham reconhecido Jesus que se deu a conhecer ao partir o pão, isto é, na Eucaristia. É esta experiência que agora querem partilhar com os outros discípulos.
O evangelista Lucas descreve-nos o encontro de Jesus com o grupo, apontando para alguns aspectos fundamentais.
Jesus apresenta-se e, tal como no evangelho de S. João, comunica a Paz. E também aqui surge o espanto e a dúvida, mas Jesus dá-se a conhecer. É interessante notar que os sinais do reconhecimento não é o rosto mas as mãos e os pés. A ressurreição não apagou os sinais da morte, ou seja, da entrega total e amorosa que o Filho de Deus fez de Si mesmo por todos os homens.
Os cristãos para quem Lucas escreve são de cultura grega que considerava o espírito como o elemento fundamental da pessoa e o corpo como um acessório a dispensar. Por isso, o evangelista insiste na corporeidade de Jesus: carne e ossos. Jesus é Aquele que continua a estar presente na vida da comunidade, não um ser distante e ausente junto do Pai.
A segunda parte do texto apresenta o modo do reconhecimento que os cristãos de todos os tempos podem experimentar. É necessário abrir o entendimento e o coração à Palavra de Jesus e às Escrituras que nos mostram hoje o Cristo Vivo que continua a amar os seus, a «mostrar as suas mãos e os seus pés».
Quem se encontra com o Cristo morto e ressuscitado é convidado a uma conversão, a uma mudança de vida para receberem o perdão. E este o grande anúncio que é necessário ser feito a todos e em toda a parte.
A ressurreição de Jesus é um acontecimento de ordem sobrenatural. S.
João já tinha falado da ressurreição de Lázaro como um sinal de que
Jesus era a Ressurreição e a Vida. Mas a ressurreição de Lázaro foi um
tornar a viver, um voltar atrás à vida natural para, um tempo mais
tarde, voltar a viver. A ressurreição de Jesus é um passo para a frente:
é um vencer a morte para uma vida que não mais acaba. Jesus continua a
ser o mesmo, mas de modo diferente, tendo ultrapassado as barreiras
naturais e físicas.
É isto que S. João começa por dizer ao apresentar Jesus, que surge no
meio dos seus discípulos, estando as portas fechadas. Jesus ressuscitado
é o mesmo que foi crucificado, com os sinais da morte: o lado, as mãos e
os pés.
A presença do Senhor ressuscitado é motivo de alegria, transmitindo a
paz e comunicando (soprando) aos seus discípulos o Espírito (sopro)
Santo.
O reconhecimento de Jesus ressuscitado dá-se sempre no primeiro dia da
semana, assinalado progressivamente como dia do Senhor, quando a
comunidade está reunida para fazer a experiência de perceber a presença
do Senhor na sua vida, receber a força do Espírito e a paz de Cristo.
Quem não está presente, como Tomé, não percebe nem quer perceber o
anúncio: «Vimos o Senhor», e quer provas físicas.
A figura de Tomé aparece como modelo de incredulidade e de fé. A vida do
Senhor ressuscitado escapa aos nossos sentidos, não pode ser tocada com
as nossas mãos nem ser vista com os nossos olhos. Só pode ser alcançada
através da fé.
Não precisamos de fé para aquilo que vemos, sentimos fisicamente e que
nos aparece com a certeza da evidência física. Por isso aqueles que
acreditam sem verem são mais felizes porque têm a fé no seu estado mais
puro, isto é, a única Fé. Só assim consegue fazer a verdadeira profissão
de fé em Jesus, reconhecendo-o como: «Meu Senhor e meu Deus».