1º Ano de Catequese de Albergaria-a-Nova
terça-feira, 13 de março de 2012
Jesus
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Catequese
segunda-feira, 12 de março de 2012
Anúncio das Celebrações Móveis em 2012
Irmãos caríssimos,
a glória do Senhor manifestou-se
e manifestar-se-á sempre no meio de nós,
até à sua vinda no fim dos tempos.
Nos ritmos e vicissitudes do tempo
recordamos e vivemos os mistérios da salvação.
O centro de todo o ano litúrgico,
é o Tríduo do Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado,
que culminará no Domingo da Páscoa, este ano a 08 de Abril.
Em cada domingo, Páscoa semanal,
a santa Igreja torna presente este grande acontecimento,
no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte.
Da Páscoa derivam todos os dias santos:
as Cinzas, início da Quaresma, a 22 de Fevereiro;
a Ascensão do Senhor, a 20 de Maio;
o Pentecostes, a 27 de Maio;
o primeiro Domingo do Advento, a 02 de Dezembro.
Também nas festas da Santa Mãe de Deus,
dos Apóstolos, dos Santos
e na Comemoração dos Fiéis Defuntos,
a Igreja peregrina sobre a terra
proclama a Páscoa do Senhor.
A Cristo, que era, que é e que há-de vir,
Senhor do tempo e da história,
louvor e glória pelos séculos dos séculos.
Ámen.
domingo, 11 de março de 2012
III Domingo da Quaresma - 11 de Março
Tema: "Destruí este Templo, e em três dias o farei ressurgir"
1ª Leitura: Ex 20, 2-17
1ª Leitura: Ex 20, 2-17
2ª Leitura: 1 Cor 1, 22-25
Evangelho: Jo 2, 13-25
Mensagem:
A cidade de Jerusalém, que habitualmente teria 50 000 habitantes, em alturas de Páscoa albergava à volta de 150 000 para a celebração da grande festividade. Chegava gente de toda a região da Palestina mas também de todos os pontos do Império Romano, alguns deles provavelmente para fazerem a sua única peregrinação à Cidade Santa.
Todos precisavam de adquirir um cordeiro para a ceia pascal, todos compravam ovelhas ou bois ou pombas para oferecerem em holocausto no altar do Senhor. Os que vinham de fora precisavam de trocar as suas moedas romanas, impuras perante a Lei judaica, por outras de cobre que ofereciam ao Templo.
Tratava-se, portanto, duma ocasião que os comerciantes e cambistas não podiam perder para, por um lado, prestar um serviço aos que chegavam e, por outro, obter um bom lucro. E todo este negócio era controlado pelas grandes famílias sacerdotais, na altura a família de Anás e Caifás.
Neste ambiente, o evangelista João apresenta um episódio dando, ao mesmo tempo, o significado profundo da ação de Jesus. Jesus tinha entrado no templo outras vezes. Recordemos a narração de Lucas, quando Jesus aos doze anos se encontra de tal modo na «Casa do Pai» que até se esquece de regressar para Nazaré. Por isso, não era novidade o que se passava naquele lugar santo. Mas chegou a hora de realizar, como em Caná, um novo sinal. O templo tornou-se um lugar de comércio. Em vez de encontrar pessoas enamoradas por Deus, Jesus vê gente ávida de lucro, não querendo saber do lugar onde se encontravam.
Jesus cumpre o acto profético anunciado pelo profeta Zacarias: «Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio», ao proclamar a presença do «dia do Senhor». Jesus é o Filho que vem no dia do Senhor à casa de seu Pai.
Uma interpretação surge na forma de entender por parte dos discípulos: «O zelo da tua casa me devorará», passagem do Salmo 69,10 – salmo dos justos que sofrem – que também se irá realizar na pessoa de Jesus que purificará verdadeiramente o templo à custa da sua vida.
O desafio lançado por Jesus, como sinal da sua ação, irá constituir uma ofensa para os defensores da continuidade: «Destruí este Templo, e em três dias o farei ressurgir». Percebido à letra pelos seus opositores, apenas captado pelos discípulos após a ressurreição de Jesus, este sinal anuncia a grande substituição que se irá operar. Todo o verdadeiro culto deixará de estar ligado ao templo de Jerusalém para se deslocar para a pessoa de Jesus, verdadeiro Templo de Deus em que se realiza realmente o encontro de Deus e o homem. A afirmação «absurda» de Jesus será usada mais tarde no Sinédrio como acusação contra ele.
A parte final manifesta a liberdade de Jesus e o seu conhecimento profundo do coração humano. Não se deixa prender por entusiasmos momentâneos de quem, movido pelas suas ações grandiosas, adere a Ele mas está longe de captar a sua mensagem
Todos precisavam de adquirir um cordeiro para a ceia pascal, todos compravam ovelhas ou bois ou pombas para oferecerem em holocausto no altar do Senhor. Os que vinham de fora precisavam de trocar as suas moedas romanas, impuras perante a Lei judaica, por outras de cobre que ofereciam ao Templo.
Tratava-se, portanto, duma ocasião que os comerciantes e cambistas não podiam perder para, por um lado, prestar um serviço aos que chegavam e, por outro, obter um bom lucro. E todo este negócio era controlado pelas grandes famílias sacerdotais, na altura a família de Anás e Caifás.
Neste ambiente, o evangelista João apresenta um episódio dando, ao mesmo tempo, o significado profundo da ação de Jesus. Jesus tinha entrado no templo outras vezes. Recordemos a narração de Lucas, quando Jesus aos doze anos se encontra de tal modo na «Casa do Pai» que até se esquece de regressar para Nazaré. Por isso, não era novidade o que se passava naquele lugar santo. Mas chegou a hora de realizar, como em Caná, um novo sinal. O templo tornou-se um lugar de comércio. Em vez de encontrar pessoas enamoradas por Deus, Jesus vê gente ávida de lucro, não querendo saber do lugar onde se encontravam.
Jesus cumpre o acto profético anunciado pelo profeta Zacarias: «Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio», ao proclamar a presença do «dia do Senhor». Jesus é o Filho que vem no dia do Senhor à casa de seu Pai.
Uma interpretação surge na forma de entender por parte dos discípulos: «O zelo da tua casa me devorará», passagem do Salmo 69,10 – salmo dos justos que sofrem – que também se irá realizar na pessoa de Jesus que purificará verdadeiramente o templo à custa da sua vida.
O desafio lançado por Jesus, como sinal da sua ação, irá constituir uma ofensa para os defensores da continuidade: «Destruí este Templo, e em três dias o farei ressurgir». Percebido à letra pelos seus opositores, apenas captado pelos discípulos após a ressurreição de Jesus, este sinal anuncia a grande substituição que se irá operar. Todo o verdadeiro culto deixará de estar ligado ao templo de Jerusalém para se deslocar para a pessoa de Jesus, verdadeiro Templo de Deus em que se realiza realmente o encontro de Deus e o homem. A afirmação «absurda» de Jesus será usada mais tarde no Sinédrio como acusação contra ele.
A parte final manifesta a liberdade de Jesus e o seu conhecimento profundo do coração humano. Não se deixa prender por entusiasmos momentâneos de quem, movido pelas suas ações grandiosas, adere a Ele mas está longe de captar a sua mensagem
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
sábado, 10 de março de 2012
1º Aniversário
Caros amigos,
Há um ano atrás estávamos a dar início a este blog - "S. Vicente da Branca", por isso, estamos de parabéns!
Ao longo destes 12 meses foram feitas 140 publicações, para além da atualização semanal da agenda, que apresenta as informações paroquiais mais relevantes. Durante estes 366 dias de vida do blog, recebemos mais de 7650 visitas, o que equivale a uma média de cerca de 150 visitantes por semana.
Estes números tão positivos e encorajadores dão-nos ânimo para continuar com esta iniciativa, que tem demonstrado ser um instrumento, não apenas de informação, mas também de formação, catequese e evangelização. A todos vós, o nosso muito obrigado, pois este blog não faria sentido se não pudéssemos contar com a visita assídua dos nossos estimados leitores.
Simultâneamente com o blog, surgiu a página no Facebook e o Boletim Paroquial. A nossa página de Facebook contou precisamente hoje com a adesão do nosso 100º amigo. O nosso Boletim Paroquial "S. Vicente" está igualmente de
parabéns, porque faz também um ano, neste mês de março, que o primeiro número deste boletim
foi distribuído.
E porque este blog é de todos nós, a sua participação é extremamente
importante e essencial! Deixe os seus comentários e a sua opinião nas
nossas publicações, ou entre em contacto connosco para fazer sugestões.
Continuamos a contar consigo. Muito obrigado.
Até breve.
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sexta-feira, 9 de março de 2012
Confissões Quaresmais 2012
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quinta-feira, 8 de março de 2012
Leitores da Igreja - Março
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quarta-feira, 7 de março de 2012
O Acordar do Coração
Nota Pastoral para a Semana Cáritas
São muitas as famílias que precisam de ajuda.
1. A Igreja em Portugal celebra todos os anos, no terceiro domingo da Quaresma, o Dia Cáritas. Esta iniciativa procura acordar o coração das pessoas para a sua responsabilidade pelo bem de todos e pela atenção a dar a cada um.
Iniciativas como estas são hoje mais necessárias. A Quaresma ensina-nos, por isso, a quebrar a rotina a que a vida nos foi habituando e a vencer a tentação da insensibilidade, da distracção e da indiferença diante de tanto sofrimento humano.
Prestemos atenção aos nossos irmãos, como nos lembrava o Santo Padre na sua mensagem da Quaresma. Façamos deste dia Cáritas e de toda a Quaresma, tempo de fraternidade e de esperança, como anunciava a Mensagem que dirigi à Diocese.
2. São muitas as instituições da Igreja, os movimentos apostólicos, os serviços das comunidades e as pessoas que, inspiradas no Evangelho, se dedicam com acrescida atenção, neste tempo quaresmal, a acordar o coração de crentes e não crentes para irem em auxílio dos que mais precisam.
Todos conhecemos muito do bem que, dia a dia, se realiza na nossa Cidade e na nossa Diocese. Muito deste bem realizado é feito no silêncio do coração humano que só o coração de Deus conhece. Esta é, por isso também, a hora de sabermos todos em Portugal reconhecer o bem que se faz.
Neste tempo de fraternidade e de esperança, devemos saber que o coração dos cristãos se abre com a chave da caridade e que esta chave está ao alcance dos frágeis, dos pobres, dos idosos que vivem sós e dos que sofrem momentos dolorosos de provações incontidas. Queremos que a usem sem medo. Ela pertence-lhes.
3. A situação social que vivemos fez aumentar, inesperada e abruptamente, as necessidades humanas e as dores familiares. O desemprego, a crescer sem fim à vista, a pobreza, a atingir mais pessoas e a percorrer caminhos inesperados, a fragilidade psicológica, a afectar pessoas, famílias e grupos sociais, de forma dolorosa, trazem ao coração das nossas instituições novas inquietações e maiores urgências, a dizer-nos que há nas nossas terras mesas de família sem pão, doentes sem dinheiro para medicamentos e tanta gente sem horizontes de esperança.
Estamos a viver um tempo que nos revela que todos juntos, por mais que sejamos, somos ainda poucos para fazer face a tantos imperativos emergentes a exigir ajuda imediata e respostas solidárias. No último mês de Janeiro as ajudas dadas pela Cáritas de Aveiro duplicou em relação ao mesmo mês do ano passado.
À Cáritas Portuguesa, à Cáritas Diocesana e aos Grupos Cáritas paroquiais, num esforço de maior atenção e mais proximidade, compete, por inerência da sua missão, estarem atentos a estas novas formas de pobreza. Pertence à Cáritas por mandato da Conferência Episcopal Portuguesa coordenar as respostas dadas através do Fundo Solidário Social.
São muitas as famílias que precisam de ajuda. A nossa Cáritas Diocesana, os Grupos Paroquiais e tantas instituições diocesanas e paroquiais e movimentos sociocaritativos precisam de ajuda e de generosidade para poderem ajudar. O Dia Cáritas tem esse sentido de apelo à generosidade e à partilha. Sabemos todos quanto os cristãos são generosos e por isso acreditamos que este Dia Cáritas será um renovado acordar do coração daqueles que sabem que também desta forma se cumpre o nosso lema diocesano: «amar a Deus é servir».
António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro
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Jesus é...
2º Ano de Catequese de Fradelos
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domingo, 4 de março de 2012
II Domingo da Quaresma - 4 de Março
Tema: Transfiguração de Jesus
1ª Leitura: Gen 22, 1-2.9a.10-13.15-18;
1ª Leitura: Gen 22, 1-2.9a.10-13.15-18;
2ª Leitura: Rom 8, 31b-34;
Evangelho: Mc 9, 2-10
Jesus começa lentamente a revelar-se, começando uma catequese aos apóstolos que se desenvolverá por graus através dos três anúncios da Paixão, mas que encontra nos ouvintes um difícil acolhimento.
Nos anúncios da paixão o tema do sofrimento e da morte prevalece mas não está só; todo o anúncio termina com o aceno à ressurreição. A transfiguração aparece colocada pouco depois do primeiro anúncio e é seguida quase imediatamente do segundo. Nela o tema da glória prevalece; mas também está aqui presente o tema da dor.
E apareceu-lhes Elias com Moisés - A presença dos dois personagens, entre os máximos do Antigo Testamento, no momento em que o Pai está para revelar quem é Jesus aos discípulos, não é explicada, mas só indicada. A função de Moisés e Elias parece a de quem presta homenagem a Jesus e dá testemunho da voz do céu. O Antigo Testamento (Elias representaria os profetas; Moisés a Lei) insere-se assim na vida de Jesus.
Este é o meu Filho Predileto - A frase é a mesma que se ouviu na narração do batismo e que condensa, aprofundando-as, diversas expressões do Antigo Testamento. O Pai apresenta agora o Filho predileto, o seu unigénito, aos três discípulos. A voz é-lhes endereçada: «Este é o meu Filho».
Escutai-O! - A frase tem uma grande extensão. Todas as palavras de Jesus são autenticadas, aprovadas e defendidas por Deus.
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| "Transfiguração de Cristo" (1487) de Giovanni Bellini Pintura exposta no Museu e Galeria Nacional de Capodimonte, Nápoles |
Agora Jesus tem o aspecto daqueles que Deus já glorificou com a vida imortal (luz e brancura das vestes). Paixão e ressurreição, humilhação e glória estão entrelaçadas. De tal modo, a transfiguração se torna ela mesma um anúncio, uma profecia dos factos.
O que por agora domina aqui sobre o monte, diante dos olhos estupefactos de Pedro, Tiago e João é sobretudo a glória. Por um breve momento, Jesus oferece aos seus discípulos mais caros uma iluminação sobre o seu futuro e o deles, um presságio do além. O seu desembocar natural, inevitável, será a glória; a qual então manifesta o secreto valor do presente sofrimento: «Porque quem quiser salvar a própria vida, há de perdê-la; mas, quem perder a própria vida por minha causa, salvá-la-á».
Aquele Jesus que se apressa para a condenação por parte dos chefes de Israel é exatamente o Filho predileto de Deus. Precisamente ele, não já Moisés ou Elias, é o mestre que agora Deus apresenta ao mundo. E é a nação eleita, que tinha escutado Moisés e Elias, que devia cumprir o mais trágico erro judicial.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
quinta-feira, 1 de março de 2012
Festa das Bem-Aventuranças
| Fotos cedidas por "Duplo Efeito" |
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Jejum e Abstinência
4º Ano de Catequese de Fradelos
Samuel
4º Ano de Catequese de Fradelos
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
I Domingo da Quaresma - 26 de Fevereiro
1ª Leitura: Gen 9, 8-15
2ª Leitura: 1 Ped 3, 18-22
Evangelho: Mc 1,12-15
Mensagem:
Na cena do Baptismo (Mc 1,9-11) temos a manifestação do Pai a mostrar que Jesus é Filho de Deus. Na referência à tentação (Mc 1,12-13) temos a manifestação dos anjos e demónio, mostrando-nos que Jesus é verdadeiro homem, pela tentação do pecado.
O deserto é uma realidade com duas faces: geográfica e teológica. Geograficamente, é o deserto da Judeia, entre Jerusalém e Belém, Jordão e Mar Morto. Teologicamente, todo o deserto, na Bíblia, tem 2 dimensões: é o lugar povoado por espíritos malignos, onde o homem tem medo de passar. De tal modo que só os homens corajosos e de fé passavam pelo deserto. Era o lugar da luta interior. Mas também é o lugar do encontro com Deus, convívio interior com Deus. Deus revela-se face a face com o homem no deserto do Sinai; é assim que Israel encontra no deserto o Senhor, mas também foi no deserto que foi tentado.
Marcos diz-nos que Jesus foi tentado durante 40 dias. 40 é um número sagrado, de plenitude, simbólico (é 10, número da perfeição com a multiplicação por 4, ou seja, o número dos pontos cardeais).
A Sagrada Escritura reconhece o valor sagrado deste número: 40 dias durou o dilúvio; 40 dias demoraram os israelitas a atravessar o deserto do Egipto ao Sinai; 40 dias esteve Moisés no alto do Sinai face a face com Deus; 40 anos demorou o povo a chegar à terra prometida; 40 dias demorou Elias a ir da Palestina até ao Horeb.
Marcos não diz em que consiste a tentação, mas o facto de afirmá-lo, em atribuí-la ao demónio, mostra que Jesus teve que enfrentar as forças do mal logo desde o início da sua vida pública e depois ao longo dela.
Marcos não refere a fome de Jesus. Confrontando com os outros sinópticos vê-se o que há de comum: facto da tentação, 40 dias, deserto e demónio. Concluímos que a tradição oral antes de se escreverem os evangelhos já conhece os dados da tentação. Vemos que da parte de Marcos há uma tentativa de penetrar o mistério de Cristo à luz da teologia bíblica.
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| "Tentação de Jesus no Deserto" Pintura de William Brassey Hole |
Marcos diz-nos que Jesus foi tentado durante 40 dias. 40 é um número sagrado, de plenitude, simbólico (é 10, número da perfeição com a multiplicação por 4, ou seja, o número dos pontos cardeais).
A Sagrada Escritura reconhece o valor sagrado deste número: 40 dias durou o dilúvio; 40 dias demoraram os israelitas a atravessar o deserto do Egipto ao Sinai; 40 dias esteve Moisés no alto do Sinai face a face com Deus; 40 anos demorou o povo a chegar à terra prometida; 40 dias demorou Elias a ir da Palestina até ao Horeb.
Marcos não diz em que consiste a tentação, mas o facto de afirmá-lo, em atribuí-la ao demónio, mostra que Jesus teve que enfrentar as forças do mal logo desde o início da sua vida pública e depois ao longo dela.
Marcos não refere a fome de Jesus. Confrontando com os outros sinópticos vê-se o que há de comum: facto da tentação, 40 dias, deserto e demónio. Concluímos que a tradição oral antes de se escreverem os evangelhos já conhece os dados da tentação. Vemos que da parte de Marcos há uma tentativa de penetrar o mistério de Cristo à luz da teologia bíblica.
Embora não pareça exacta esta ilação, a referência aos animais ferozes dá a entender que houve como que uma convivência pacífica de Jesus com os animais ferozes. Jesus, vivendo no deserto em companhia dos animais, reintegra o homem na harmonia inicial do homem no paraíso. Há uma reconciliação do homem com a natureza.
E os anjos o serviam... Aqui pretende significar que Deus não deixa morrer à fome o seu ungido e o seu enviado. Deste modo, os anjos desempenham um papel contraposto ao dos demónios. Os anjos faziam de diáconos prestando serviços. Todos Os grandes intervenientes na história da salvação foram sujeitos a uma tentação.
O serviço dos anjos também nos leva ao paraíso, mas de um modo contrário. Para o homem pecador, os anjos têm um papel de castigar o homem tentado; agora ajudam o homem tentado, mas vencedor. Cristo tentado mas vencedor, servido pelos anjos, é uma garantia de salvação.
Há duas condições para entrar neste processo do Reino: Arrepender-se (metanoía) e acreditar. Arrepender-se significa arrepiar caminho, mudar o rumo para se voltar (converter) para Deus. A conversão é uma mudança radical. Deve mudar a atitude interior e a conduta exterior. Converter-se é voltar-se para Deus em atitude de obediência e acolher com alegria a sua soberania. O Evangelho é a possibilidade de experimentar alegremente a soberania de Deus na própria vida.
E é preciso acreditar, não apenas em verdades, mas n’Aquele que é a Verdade, o anunciador e o próprio Evangelho. Acreditar é confiar em Jesus Cristo que vem como resposta às nossas interrogações. Para quem aceita estas duas condições, o Reino oferecido de graça, como dom, será para ele realmente uma Boa Nova.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
E os anjos o serviam... Aqui pretende significar que Deus não deixa morrer à fome o seu ungido e o seu enviado. Deste modo, os anjos desempenham um papel contraposto ao dos demónios. Os anjos faziam de diáconos prestando serviços. Todos Os grandes intervenientes na história da salvação foram sujeitos a uma tentação.
O serviço dos anjos também nos leva ao paraíso, mas de um modo contrário. Para o homem pecador, os anjos têm um papel de castigar o homem tentado; agora ajudam o homem tentado, mas vencedor. Cristo tentado mas vencedor, servido pelos anjos, é uma garantia de salvação.
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| "Cristo no deserto servido por Anjos" (1653) de Charles Le Brun Pintura exposta no Museu do Louvre, Paris |
E é preciso acreditar, não apenas em verdades, mas n’Aquele que é a Verdade, o anunciador e o próprio Evangelho. Acreditar é confiar em Jesus Cristo que vem como resposta às nossas interrogações. Para quem aceita estas duas condições, o Reino oferecido de graça, como dom, será para ele realmente uma Boa Nova.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Quaresma: Tempo de Fraternidade e de Esperança
| Mensagem de Quaresma de D. António Francisco, Bispo de Aveiro |
| Caros
Diocesanos 1.Na mensagem que nos dirige para esta Quaresma, o Santo Padre Bento XVI inspira-se na palavra da Carta aos Hebreus: “Prestemos atenção uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras” (Heb 10,24). O Santo Padre diz-nos que na sociedade prevalecem a indiferença, o desinteresse e o egoísmo, mesmo quando mascarados por uma aparência de respeito pelo outro. Por isso, não podemos estranhar a actualidade da palavra dorida de Paulo VI ao afirmar que «o mundo actual sofre sobretudo de falta de fraternidade: o mundo está doente. O seu mal reside mais na crise de fraternidade entre os homens e entre os povos, do que na esterilização ou no monopólio, que alguns fazem dos recursos do universo» ( Populorum Progressio, 66). Importa cultivar um olhar de fraternidade e de esperança que transforme o coração indiferente diante do sofrimento humano e endurecido perante as injustiças sociais num coração que vê com um olhar «feito de humanidade e de carinho pelo irmão… olhar que ama e corrige, que conhece e reconhece, que discerne e perdoa» (Mensagem da Quaresma de Bento XVI). Esta mensagem de Bento XVI, dirigida a todo o mundo, encontra a Europa e Portugal num momento complexo da sua história vivido com acrescidas dificuldades que pesam sobretudo sobre os mais frágeis, os mais pobres e os mais sós. Neste Ano Europeu do Envelhecimento Activo e do Diálogo Intergeracional e em flagrante contraste com quanto nesta iniciativa se pretende, temos sido confrontados pelas notícias frequentes de idosos sós, condenados a morrer ao abandono. Também aqui somos chamados a este olhar atento e a este dom recíproco de um amor próximo, vizinho e irmão de cada um de nós pelos outros. As comunidades cristãs têm aqui um campo imenso de presença e de acção. Importa saber olhar os idosos como um dom de vida e de bênção e como uma escola de sabedoria onde o futuro já começou e diariamente se aprende. Mais do que lamentarmo-nos pelo declínio de uma civilização em fim de ciclo, que a presente crise social indicia, devemos ser capazes de iluminar o mundo com a luz transformadora que nos vem da Páscoa de Jesus. Importa cultivar este olhar de fraternidade que pressente no horizonte sinais de esperança. Um olhar atento é sempre fonte de sabedoria e de fraternidade a dizer-nos que um futuro justo e solidário não é um destino distante nem um caminho inacessível. 2. A Quaresma é para os cristãos, e deve ser através deles para todo o mundo, um convite a cultivar este olhar de fé, de esperança e de fraternidade e a sonhar o mundo novo das bem-aventuranças que cada Páscoa nos traz. A Quaresma é caminho rumo à Páscoa de Jesus e oferece-nos tempo, oportunidade e sentido para a oração em família e em comunidade, para a vivência do jejum e da sobriedade, para a celebração dos sacramentos e para o exercício da solidariedade humana e da caridade cristã. A Páscoa é para quem acredita em Jesus, vivo e ressuscitado, a fonte da alegria, da esperança e da força transformadora das realidades do mundo. A Páscoa é a luz da Vida Nova no Ressuscitado e o caminho de renovação e de esperança para o mundo. Ela é o alicerce firme da nossa perseverança e constância mesmo nos momentos mais difíceis da história humana e abre horizonte a este olhar de fraternidade aprendido de Cristo no Evangelho e concretizado no viver diário da Igreja e no agir solícito e interventivo dos cristãos em todos os domínios da vida social. Assim, também, na nossa Igreja diocesana que vive este tempo como abençoada expectativa da Páscoa de Jesus. Centrados na família, ao longo da etapa pastoral agora vivida, cultivamos este olhar atento para as famílias que somos e para a nossa Igreja, fraternidade de famílias que confirma a esperança. Preparamos, em cada dia que passa e em cada sinal de comunhão que damos, a Festa das Famílias a celebrar em 20 de Maio, em pleno tempo pascal, como verdadeira expressão da alegria de sermos Igreja de Aveiro. No horizonte próximo está o Jubileu da restauração da nossa Diocese e a Missão Jubilar que desde já preparamos. Somos uma Igreja em missão jubilar pela alegria que nos envolve, pelos objectivos que nos propomos, pelos caminhos que abrimos, pelo testemunho de vida fraterna que damos e pelas bem-aventuranças do Reino que anunciamos. Mas isto só será possível se acolhermos o dom de Deus e vivermos atentos aos irmãos segundo o mandamento novo de Jesus. «Por isso é que todos conhecerão que sois meus discípulos. Se vos amardes uns aos outros» ( Jo 13, 35). 3. Em cada Quaresma, somos convidados a uma experiência mais significativa de renúncia daquilo que, por vontade livre e generosa, queremos partilhar com pessoas e instituições que servem esta causa comum do amor fraterno. Nesta Quaresma vamos orientar este sentido de dom e este esforço de partilha para a Casa Sacerdotal da nossa Diocese, já em fase avançada de construção, onde queremos acolher os sacerdotes doentes e idosos, e para a Diocese de Luena, em Angola, à qual nos unem laços de comunhão, fortalecidos pela presença de membros da nossa Igreja Diocesana que aí têm realizado voluntariado missionário. Também com estes gestos cultivamos um olhar atento de fraternidade, de comunhão e de esperança. Uma santa e fecunda Quaresma.
António
Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Caminhada da Quaresma e Caminhada da Família
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domingo, 19 de fevereiro de 2012
VII Domingo do Tempo Comum - 19 de Fevereiro
Tema: "Filho, os teus pecados estão perdoados"
1ª Leitura: Is 43, 18-19.21-22.24b-25;
2ª Leitura: 2 Cor 1, 18-22
Evangelho: Mc 2, 1-12
Mensagem:
1ª Leitura: Is 43, 18-19.21-22.24b-25;
2ª Leitura: 2 Cor 1, 18-22
Evangelho: Mc 2, 1-12
Mensagem:
Depois de ter saído a pregar por toda a Galileia, Jesus regressa a Cafarnaum, a casa de Simão. O sucesso anterior, marcado pelo ensino na sinagoga e pelas curas realizadas, atraíram naturalmente muita gente para junto dele, demasiada para o pequeno espaço duma casa. De alguma forma, a «casa» cheia de gente está a representar a comunidade cristã que se reúne para ouvir a Palavra de Deus. Também estavam presentes alguns escribas como privilegiados, isto é sentados, o que significa uma atitude estática.
E Jesus anunciava-lhes a Palavra. A «palavra» de Jesus é uma palavra operante, não consiste apenas em falar mas também em agir. Por outro lado, com este termo Marcos evoca toda a pregação da proximidade do Reino e da necessidade de conversão para nele entrar. João Baptista já tinha convidado toda a gente ao arrependimento para receberem a remissão dos pecados que viria com o Reino.
O mal físico é contra o projeto inicial de Deus criador e trata-se dum acrescento devido ao pecado da criatura. Para os escribas presentes apenas Deus podia curar o paralítico, mas só depois de lhe perdoar os pecados, porque a doença era uma consequência do pecado.
Assim, entende-se o facto de Jesus afirmar: «Os teus pecados são perdoados!». Os escribas pensam que Jesus blasfema ao assumir uma autoridade que só a Deus pertence. O escândalo seria o mesmo se Ele tivesse dito em nome pessoal: «Levanta-te e anda!». Qualquer uma destas ações pertencia apenas a Deus. Marcos não passa por cima desta maneira de pensar, já que a expressão que põe na boca de Jesus é com um verbo na voz passiva. Trata-se do «passivo divino» em que o sujeito é sempre Deus. O que o evangelista quer pôr em evidência é que é o próprio Deus quem perdoa os pecados, mas por meio de Jesus, seu Filho e Messias.
O que espanta neste texto é o facto de Jesus realizar uma ação que tem a ver com um indivíduo, a partir da fé do grupo. O perdão de Deus é gratuito, não está condicionado pela atitude da pessoa, como mera consequência duma atitude de arrependimento.
Todo o acento desta passagem está no facto de o poder de perdoar estar presente em Jesus de Nazaré, o Filho do Homem, que ocupa o lugar de Deus. O sinal visível deste poder está no facto da cura: «Levantou-se... carregando o leito, saiu diante de todos.
A Palavra anunciada por Jesus, a Boa Nova do Reino de Deus, é uma palavra que envolve toda a pessoa e a pessoa toda.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
E Jesus anunciava-lhes a Palavra. A «palavra» de Jesus é uma palavra operante, não consiste apenas em falar mas também em agir. Por outro lado, com este termo Marcos evoca toda a pregação da proximidade do Reino e da necessidade de conversão para nele entrar. João Baptista já tinha convidado toda a gente ao arrependimento para receberem a remissão dos pecados que viria com o Reino.
O mal físico é contra o projeto inicial de Deus criador e trata-se dum acrescento devido ao pecado da criatura. Para os escribas presentes apenas Deus podia curar o paralítico, mas só depois de lhe perdoar os pecados, porque a doença era uma consequência do pecado.
Assim, entende-se o facto de Jesus afirmar: «Os teus pecados são perdoados!». Os escribas pensam que Jesus blasfema ao assumir uma autoridade que só a Deus pertence. O escândalo seria o mesmo se Ele tivesse dito em nome pessoal: «Levanta-te e anda!». Qualquer uma destas ações pertencia apenas a Deus. Marcos não passa por cima desta maneira de pensar, já que a expressão que põe na boca de Jesus é com um verbo na voz passiva. Trata-se do «passivo divino» em que o sujeito é sempre Deus. O que o evangelista quer pôr em evidência é que é o próprio Deus quem perdoa os pecados, mas por meio de Jesus, seu Filho e Messias.
O que espanta neste texto é o facto de Jesus realizar uma ação que tem a ver com um indivíduo, a partir da fé do grupo. O perdão de Deus é gratuito, não está condicionado pela atitude da pessoa, como mera consequência duma atitude de arrependimento.
Todo o acento desta passagem está no facto de o poder de perdoar estar presente em Jesus de Nazaré, o Filho do Homem, que ocupa o lugar de Deus. O sinal visível deste poder está no facto da cura: «Levantou-se... carregando o leito, saiu diante de todos.
A Palavra anunciada por Jesus, a Boa Nova do Reino de Deus, é uma palavra que envolve toda a pessoa e a pessoa toda.
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| "Jesus cura o Paralítico em Cafarnaum" Pintura de James Tissot |
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
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domingo, 12 de fevereiro de 2012
VI Domingo do Tempo Comum - 12 de Fevereiro
1ª Leitura: Lev 13,1-2.44-46
2ª Leitura: 1 Cor 10,31-11,1
Evangelho: Mc 1,40-45
Mensagem:
A pobreza, esterilidade, qualquer desgraça e a doença eram um sinal de que a pessoa tinha sido castigada por Deus por causa do seu pecado.
Entre as doenças, a lepra ocupava um lugar especial porque excluía a pessoa da comunidade, não apenas por motivo de contágio, mas como uma verdadeira excomunhão. Tratava-se duma «impureza» irremediável. O leproso, na proximidade de alguém, devia gritar: «Impuro, impuro!», mantendo-se à distância. Nem pensar em entrar numa sinagoga ao sábado e, muito menos, em ir ao templo de Jerusalém…
É fundamental ler pausadamente o texto que o evangelista Marcos nos apresenta pois, mais do que contar como se deu uma cura, ele pretende fazer catequese acerca de Jesus.
O leproso quebra a lei, aproximando-se de Jesus que, por sua vez, não se afasta. O que o leproso pede vai muito além duma cura que, por si, já era considerada impossível, apenas reservada a Deus (2Rs 5,7). Ele quer ser «purificado», isto é, reintegrado na comunidade, voltar à sua dignidade de membro do Povo de Deus.
A primeira atitude de Jesus é descrita com um verbo: «compadecendo-se...», que significa «ter vísceras de compaixão, experimentar comoção visceral, misericórdia e ternura»; é o apertar do coração perante qualquer miséria humana. É assim que Jesus age.
Entre as doenças, a lepra ocupava um lugar especial porque excluía a pessoa da comunidade, não apenas por motivo de contágio, mas como uma verdadeira excomunhão. Tratava-se duma «impureza» irremediável. O leproso, na proximidade de alguém, devia gritar: «Impuro, impuro!», mantendo-se à distância. Nem pensar em entrar numa sinagoga ao sábado e, muito menos, em ir ao templo de Jerusalém…
É fundamental ler pausadamente o texto que o evangelista Marcos nos apresenta pois, mais do que contar como se deu uma cura, ele pretende fazer catequese acerca de Jesus.
O leproso quebra a lei, aproximando-se de Jesus que, por sua vez, não se afasta. O que o leproso pede vai muito além duma cura que, por si, já era considerada impossível, apenas reservada a Deus (2Rs 5,7). Ele quer ser «purificado», isto é, reintegrado na comunidade, voltar à sua dignidade de membro do Povo de Deus.
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| "Jesus cura um leproso" de William Hole |
O segundo aspeto mais significativo é que Jesus estendeu a sua mão e tocou-o, estabelecendo um contato físico que implica pelo menos duas coisas: primeiro, Jesus parece querer contagiar-se por aquele doença, como que quisesse tomá-la sobre si, para libertar aquele homem; segundo, Jesus ultrapassa a legislação sobre a impureza (cf. Lv 13-14), segundo a qual a lepra contaminava toda a gente e, portanto, o leproso devia ser considerado um pecador, um amaldiçoado por Deus, um homem que devia ser excluído do culto. Jesus, em vez de se afastar ou o afastar a ele, aproxima-se, toca nele e cura-o, aceitando o risco de se contagiar. Depois de ter «purificado» o leproso, Jesus quer reintegrá-lo oficialmente no povo de Deus, mandando-o aos sacerdotes para que reconheçam a sua cura.
A presença do antigo leproso junto dos sacerdotes deve servir também de testemunho para eles. Uma cura daquelas só podia ser realizada por ação de Deus. Por isso, a cura do leproso era um sinal evidente de que o Reino estava já presente no meio deles: O facto devia servir aos líderes do Povo para concluírem que o Messias tinha chegado e que o “Reino de Deus” estava já presente no meio do mundo. Os novos tempos – o tempo do Messias – tinham chegado.
A ordem de não divulgar o acontecimento, que não é cumprida, insere-se no «segredo messiânico». Uma vez mais, Jesus não quer ser apenas um Messias corporal, um curandeiro extraordinário. Por isso, a ordem: «Não digas nada a ninguém».
Os papéis invertem-se. Antes, era o leproso que vivia afastado de tudo e de todos. Agora é Jesus que já não pode entrar numa cidade. Está fora, em lugares desertos, onde todos o vêm procurar, conscientes do seu acolhimento.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Leitores da Igreja - Fevereiro
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Abrirei a minha boca em parábolas
Na nossa catequese “Abrirei a minha boca em parábolas”, as parábolas de Jesus foram-nos apresentadas no quadro seguinte:
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| (clique na imagem para ampliar) |
(clique nas imagens para ver em detalhe)
Estas parábolas ajudaram-nos a perceber em que consiste o reino de Deus e como o podemos construir e dar testemunho dele. Assim, sempre que fazemos o bem, seja a quem for, respeitando os nossos superiores, os nossos pais e avós, amigos, professores, empregadas, não dizendo palavrões nem fazendo asneiras, indo à Eucaristia e rezando…, estamos a ser como o fermento na massa.
Esta parábola do fermento faz-nos lembrar também os Pastorinhos de Fátima, que sendo mais novos do que nós, se tornaram um verdadeiro fermento para todo o mundo nas suas atitudes e gestos e, particularmente, na sua simplicidade, bondade, oração e coragem.
Vamos procurar construir o Reino de Deus sendo mais amigos de Jesus e mais amigos uns dos outros para que haja sempre paz e amor entre todos nós.
6º Ano de Catequese da Igreja
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Catequese
domingo, 5 de fevereiro de 2012
V Domingo do Tempo Comum - 5 de Fevereiro
Tema: "Todos te procuram"
1ª Leitura: Job 7,1-4.6-7
2ª Leitura: 1 Cor 9,16-19.22-23
Evangelho: Mc 1,29-39
Mensagem:
1ª Leitura: Job 7,1-4.6-7
2ª Leitura: 1 Cor 9,16-19.22-23
Evangelho: Mc 1,29-39
Mensagem:
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| "A cura da sogra de Pedro" |
Jesus sai da sinagoga acompanhado com o gérmen da comunidade (os
primeiros quatro discípulos) e dirige-se à cada de Simão, onde estava
hospedado. A partir daqui, o texto desenvolve-se em três breves quadros.
No primeiro quadro, Jesus é uma vez mais confrontado com o mal, aqui referido genericamente como febre. Os discípulos parecem ter aprendido algo acerca de Jesus. Por isso, já não ignoram o problema mas falam dele para que Jesus aja.
Em palavras simples, Marcos apresenta a atitude de Jesus: aproxima-se, toma pela mão e levanta a sogra de Simão. Jesus faz-se próximo, sem medos nem os preconceitos sociais que impedem um Mestre de ter atitudes pouco dignas da sua posição, como falar ou estar próximo duma mulher. E levanta-a. O verbo grego (egeirein) é o mesmo que significar «ressuscitar». Jesus comunica-lhe a vida de que ela estava impedida, coloca-a de pé. A sogra de Simão fica completamente restabelecida. Esta forma simples de narrar, pondo em relevo o poder e a grandeza de Jesus, também apresenta um ensinamento claro. Quem sente a nova Vida comunicada por Jesus, coloca-se naturalmente ao serviço dos outros: pôs-se a servi-los.
O segundo quadro apresenta-nos, num sumário típico de Marcos, a atitude geral de Jesus em relação ao mal, aqui descrito como doentes e endemoninhados. É ao fim da tarde, depois do pôr do sol, no final do descanso de Sábado, com as suas proibições de fazer qualquer trabalho, que as pessoas se aproximam carregando os que precisavam de cura.
Os gestos de cura são sinais da cura mais profunda que Jesus, o Filho de Deus, quer realizar. Uma vez mais Jesus cura muita gente, mas não quer uma publicidade que possa distorcer o sentido profundo da sua messianidade. É o chamado «segredo messiânico, caraterística do evangelho de Marcos, que só à luz da Cruz se pode revelar completamente.
No terceiro quadro vemos Jesus retirado em oração. No dia anterior participou na oração comunitária. Agora está em oração pessoal, em contacto íntimo com o Pai, onde encontra a força para continuar a sua missão, a sua caminhada. Por isso, enquanto os discípulos, que tinham visto os seus prodígios, o procuram para o reterem, Jesus anuncia que tem de continuar a sua caminhada, pois a ação de Deus é para todos, em toda a parte.
No primeiro quadro, Jesus é uma vez mais confrontado com o mal, aqui referido genericamente como febre. Os discípulos parecem ter aprendido algo acerca de Jesus. Por isso, já não ignoram o problema mas falam dele para que Jesus aja.
Em palavras simples, Marcos apresenta a atitude de Jesus: aproxima-se, toma pela mão e levanta a sogra de Simão. Jesus faz-se próximo, sem medos nem os preconceitos sociais que impedem um Mestre de ter atitudes pouco dignas da sua posição, como falar ou estar próximo duma mulher. E levanta-a. O verbo grego (egeirein) é o mesmo que significar «ressuscitar». Jesus comunica-lhe a vida de que ela estava impedida, coloca-a de pé. A sogra de Simão fica completamente restabelecida. Esta forma simples de narrar, pondo em relevo o poder e a grandeza de Jesus, também apresenta um ensinamento claro. Quem sente a nova Vida comunicada por Jesus, coloca-se naturalmente ao serviço dos outros: pôs-se a servi-los.
O segundo quadro apresenta-nos, num sumário típico de Marcos, a atitude geral de Jesus em relação ao mal, aqui descrito como doentes e endemoninhados. É ao fim da tarde, depois do pôr do sol, no final do descanso de Sábado, com as suas proibições de fazer qualquer trabalho, que as pessoas se aproximam carregando os que precisavam de cura.
Os gestos de cura são sinais da cura mais profunda que Jesus, o Filho de Deus, quer realizar. Uma vez mais Jesus cura muita gente, mas não quer uma publicidade que possa distorcer o sentido profundo da sua messianidade. É o chamado «segredo messiânico, caraterística do evangelho de Marcos, que só à luz da Cruz se pode revelar completamente.
No terceiro quadro vemos Jesus retirado em oração. No dia anterior participou na oração comunitária. Agora está em oração pessoal, em contacto íntimo com o Pai, onde encontra a força para continuar a sua missão, a sua caminhada. Por isso, enquanto os discípulos, que tinham visto os seus prodígios, o procuram para o reterem, Jesus anuncia que tem de continuar a sua caminhada, pois a ação de Deus é para todos, em toda a parte.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
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