segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Abrirei a minha boca em parábolas

Na nossa catequese “Abrirei a minha boca em parábolas”, as parábolas de Jesus foram-nos apresentadas no quadro seguinte:

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Estas parábolas ajudaram-nos a perceber em que consiste o reino de Deus e como o podemos construir e dar testemunho dele. Assim, sempre que fazemos o bem, seja a quem for, respeitando os nossos superiores, os nossos pais e avós, amigos, professores, empregadas, não dizendo palavrões nem fazendo asneiras, indo à Eucaristia e rezando…, estamos a ser como o fermento na massa.

Esta parábola do fermento faz-nos lembrar também os Pastorinhos de Fátima, que sendo mais novos do que nós, se tornaram um verdadeiro fermento para todo o mundo nas suas atitudes e gestos e, particularmente, na sua simplicidade, bondade, oração e coragem.

Vamos procurar construir o Reino de Deus sendo mais amigos de Jesus e mais amigos uns dos outros para que haja sempre paz e amor entre todos nós.

6º Ano de Catequese da Igreja

domingo, 5 de fevereiro de 2012

V Domingo do Tempo Comum - 5 de Fevereiro

Tema: "Todos te procuram"

1ª Leitura: Job 7,1-4.6-7

2ª Leitura: 1 Cor 9,16-19.22-23

Evangelho: Mc 1,29-39

Mensagem:
"A cura da sogra de Pedro"
Jesus sai da sinagoga acompanhado com o gérmen da comunidade (os primeiros quatro discípulos) e dirige-se à cada de Simão, onde estava hospedado. A partir daqui, o texto desenvolve-se em três breves quadros.

No primeiro quadro, Jesus é uma vez mais confrontado com o mal, aqui referido genericamente como febre. Os discípulos parecem ter aprendido algo acerca de Jesus. Por isso, já não ignoram o problema mas falam dele para que Jesus aja.

Em palavras simples, Marcos apresenta a atitude de Jesus: aproxima-se, toma pela mão e levanta a sogra de Simão. Jesus faz-se próximo, sem medos nem os preconceitos sociais que impedem um Mestre de ter atitudes pouco dignas da sua posição, como falar ou estar próximo duma mulher. E levanta-a. O verbo grego (egeirein) é o mesmo que significar «ressuscitar». Jesus comunica-lhe a vida de que ela estava impedida, coloca-a de pé. A sogra de Simão fica completamente restabelecida. Esta forma simples de narrar, pondo em relevo o poder e a grandeza de Jesus, também apresenta um ensinamento claro. Quem sente a nova Vida comunicada por Jesus, coloca-se naturalmente ao serviço dos outros: pôs-se a servi-los.

O segundo quadro apresenta-nos, num sumário típico de Marcos, a atitude geral de Jesus em relação ao mal, aqui descrito como doentes e endemoninhados. É ao fim da tarde, depois do pôr do sol, no final do descanso de Sábado, com as suas proibições de fazer qualquer trabalho, que as pessoas se aproximam carregando os que precisavam de cura.

Os gestos de cura são sinais da cura mais profunda que Jesus, o Filho de Deus, quer realizar. Uma vez mais Jesus cura muita gente, mas não quer uma publicidade que possa distorcer o sentido profundo da sua messianidade. É o chamado «segredo messiânico, caraterística do evangelho de Marcos, que só à luz da Cruz se pode revelar completamente.

No terceiro quadro vemos Jesus retirado em oração. No dia anterior participou na oração comunitária. Agora está em oração pessoal, em contacto íntimo com o Pai, onde encontra a força para continuar a sua missão, a sua caminhada. Por isso, enquanto os discípulos, que tinham visto os seus prodígios, o procuram para o reterem, Jesus anuncia que tem de continuar a sua caminhada, pois a ação de Deus é para todos, em toda a parte.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

domingo, 29 de janeiro de 2012

IV Domingo do Tempo Comum - 29 de Janeiro

Tema: "Se hoje ouvirdes a voz do Senhor, não fecheis os vossos corações"

1ª Leitura: Deut 18,15-20

2ª Leitura: 1 Cor 7,32-35

Evangelho: Mc 1,21-28

Mensagem: Jesus, com os quatro discípulos que tinha chamado, entrou em Cafarnaum. Conforme o seu hábito de judeu piedoso, vai à sinagoga em dia de sábado para a oração comunitária e a escuta da Palavra de Deus. Qualquer um pode ser escolhido para ler e comentar as leituras, muitas vezes dando preferência a quem está pela primeira vez. Jesus é convidado...

Jesus não se limita a referir os comentários, tantas vezes repetidos, que os escribas iam fazendo. Ele ensinava, fazendo um comentário diferente e dando nova perspetiva aos textos da Escritura, o que causou a admiração dos presentes. «Ele ensinava com autoridade e não como os escribas».

A presença dum homem com um espírito impuro é paradigmática. Jesus vem libertar o homem do pecado. Mas também o mal físico e a doença pertencem à esfera do pecado, das coisas não queridas por Deus. Deus e espírito impuro são antagónicos. Onde entra Deus, o mal reconhece-O e reage necessariamente pois quer continuar a sua ação em paz. Até Jesus falar não tinha havido qualquer reação da parte do espírito impuro. Agora sente-se incomodado: «Que (há) entre tu e nós, Jesus Nazareno? Vieste para arruinar-nos?».

Jesus não perde tempo com grandes gestos ou palavras, como os exorcistas do seu tempo. Simplesmente ordena: «Cala-te e sai dele», e é obedecido. Este sinal de luta com o mal vem confirmar o ensino de Jesus, é o selo que Ele coloca na sua Palavra para a confirmar. Ensina com uma autoridade a que até o mal está submetido.

O Reino de Deus, anunciado por Jesus como próximo, já está em ação. 
 
  

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

domingo, 22 de janeiro de 2012

III Domingo do Tempo Comum - 22 de Janeiro

Tema: "Arrependei-vos e crede no Evangelho"

1ª Leitura: Jon 3, 1-5.10

2ª Leitura:
1 Cor 7, 29-31

Evangelho: Mc 1, 14-20.

Mensagem: 
O Reino de Deus está próximo. Esta é a grande Boa Nova que pertence a Deus, o Evangelho de Deus que se identifica com a Boa Nova de Jesus Cristo, Filho de Deus (Mc 1,1).

«O tempo está realizado». A espera terminou, as promessas realizaram-se; é a última etapa da história da salvação, a última fase da realização do projecto de Deus; é o fim dos tempos; chegou a plenitude dos tempos; o momento presente está cheio da presença de Deus que salva.

Há duas condições para entrar neste processo do Reino: Arrepender-se e acreditar.

A segunda parte apresenta-nos, em dois momentos paralelos, o chamamento de dois grupos de irmãos que irão constituir o núcleo forte do grupo dos apóstolos. A iniciativa é de Jesus: a vida cristã não é tanto uma escolha nossa como uma resposta ao seu chamamento. O apelo de Cristo tem uma nota de urgência: é o momento favorável, não há tempo a perder.

O apelo de Jesus exige uma separação radical: deixar as riquezas (Mc 10,21), abandonar o caminho do domínio e do poder (Mc 9,35), pôr de parte aquela ideia de Deus que construímos para defesa dos nossos privilégios (Mc 7,8-13), viver na lógica da cruz (Mc 8,34) até reconhecer no rosto desfigurado dum homem crucificado a verdadeira imagem do Deus sem figura (Mc 15,39).

Jesus é um mestre diferente. Não quer que os discípulos O procurem para serem ensinados, mas pessoas que, respondendo imediatamente ao chamamento num desapego total às coisas e aos afectos, caminhem com Ele, partilhando as suas escolhas de vida.

O chamamento feito por Jesus a segui-lo aparece como exigindo uma resposta imediata e total. Só a Deus, e não aos homens, se deve seguir cegamente.

"Chamamento dos primeiros discípulos" (1481) de Domenico Ghirlandaio
Fresco da Capela Sistina, Vaticano
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Leitores do Centro da Igreja - Janeiro

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Advento: convite e oferta de Deus

Quase e ao longo de todo este período de catequese, vimos seguindo temas do nosso livro. Passamos ao longo de cada lição, vamos na número três, e temos uma longa base de dados, que nos obriga a meditar sobre cada tema e figuras, que nelas aparecem.

Falamos e aprofundamos, além dos textos bíblicos, também as imagens “Figuras”, que nos ajudam a dialogar, a viver e a crescer em Jesus Cristo, em Igreja, a celebrar a fé, e a comprometer-se no amor (Mt 4, 1-11). Atuamos e comprometemo-nos a viver, celebrar, amar e a acreditar (Lc 4, 18–19).

Projeto: na história da salvação e projeto de vida caminhando pouco a pouco, sempre de acordo com a palavra de Deus (Êxodo 2, 15–22; 3, 9–11; 4, 18) celebramos e atuamos no Advento e Natal, o amor acima de tudo, só assim se percebe o mandamento de Jesus “amai os vossos inimigos ” (Mt 5, 44 ; Lc 6, 27–35 ). Falamos e aprofundamos as obras de misericórdia – Obras de amor … Amai–vos uns aos outros como eu vos amei.

Por fim, nestas quatro semanas e seguintes, aprofundamos sobre o Advento, tempo de conversão e alegria, esperando assim a vinda do menino Jesus. Iniciamos então o Advento, com o termine do ano litúrgico, a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo. Jesus porém, alerta – nos de que o seu poder sobre o mundo vai muito além da nossa visão frequentemente tão superficial e mesquinha.

Iniciamos então um novo ano Litúrgico com o Advento; eis o tempo de preparação para a celebração do Natal: A grande festa de solidariedade e da comunhão, como o caminho da alegria e da paz, o povo que vivia nas trevas deu uma grande luz ; Deus visitou o seu povo (Is 56: 1-2).

Esta é a verdadeira Boa Nova que nós Cristãos recebemos de Deus e temos a obrigação de partilhar com todos, sempre e em todos os lugares. "Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16, 15). O Advento é antes demais um convite de Deus, uma oportunidade única de conversão. O Senhor Deus deseja entrar nas nossas vidas e dar–nos novas razões para viver: “Eu estou à tua porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, eu entrarei e cearei com eles” (Ap. 3, 20).

O convite e a oferta não poderiam ser mais claros. Contudo o grande desafio está na resposta que devo, e só pode ser dada por cada um de nós. Mas quais são os caminhos do Senhor? Onde e como nos podemos preparar? Jesus falou–nos da beleza e do encontro com o Pai. Foi isto mesmo que logo no início da sua vida aqui na terra repetiu aos pais: (“Não sabeis que devo ocupar-me com as coisas do meu Pai?”).

Sim, Jesus fez da sua vida uma verdadeira experiência de encontro com Deus. Nesse encontro, Jesus sentiu plenitude da comunhão e o dinamismo para toda a missão: “Assim como o Pai me tem amor, eu vos amo a vós. Permanecei no meu amor” (Jo 15, 9). Se vivermos tudo isto, estamos prontos a recebe-lo no Natal “vinde Senhor Jesus”.

Votos de um Santo e Feliz Natal e um próspero Ano de 2012, com a melhor bênção do menino Deus, votos sinceros do grupo de catequese de Soutelo, do nono ano. Este trabalho, foi até agora, ao longo de todos os nossos encontros semanais preparado por todos, discutido e elaborado pelo responsável do grupo.

O catequista, Jorge Rodrigues
9º Ano de Catequese de Soutelo

domingo, 15 de janeiro de 2012

II Domingo do Tempo Comum - 15 de Janeiro

Tema: "Vinde e Vede"

1ª Leitura: 1 Sam 3, 3b-10.19

2ª Leitura:
1 Cor 6,13c-15a.17-20

Evangelho: Jo 1,35-42

Mensagem:

Na linha duma sucessão de dias de apresentação de Jesus, o evangelista João mostra-nos a figura de João Baptista que está a terminar a sua missão. Ele estava de novo ali, parado, enquanto Jesus passava. Jesus já tinha iniciado o seu caminho, a sua missão.

João fixou o olhar em Jesus. O verbo emblépein, traduzido aqui por fixar o olhar, significa ver dentro, captar o íntimo da pessoa. Aquele Jesus que passa é percebido e apresentado como o Cordeiro de Deus.

No dia anterior, João tinha identificado Jesus como o «Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo» (cf. Jo 1,29). Na mente do evangelista Jesus é o novo Cordeiro pascal cujo sacrifício libertará do pecado e da morte (Jo 19,14); é o Servo do Senhor que, como cordeiro levado ao matadouro, tomou sobre si os pecados de muitos e sofreu pelos culpados (Is 53,7.12); é o novo Isaac, o filho bem amado do Pai, o cordeiro de substituição (cf. Gn 22,1-18) que se oferece espontaneamente por amor.
"Jesus chama André e Pedro" (1673) de Michel Corneille    
Pintura exposta no Museu de Belas Artes, Renne (França)

É o testemunho de João que incita os dois discípulos a seguirem Jesus. «Que procurais?» é a primeira palavra de Jesus no Evangelho de S. João. Eles andavam à procura de algo que pensavam encontrar em João Baptista e que agora procuram em Jesus. Chamam-lhe Rabbi («mestre»), um título comum dado a qualquer mestre daquele tempo, porque esperam aprender alguma coisa com ele.

«Vinde e vede» é a nova palavra de Jesus como resposta à pergunta: «Onde moras?».

Para conhecer o íntimo de Jesus é necessário morar, permanecer com Ele. Onde Jesus vive devem viver também os seus discípulos intimamente unidos a Ele (cf. Jo 14,2). Este contacto pessoal com Jesus é de grande importância na vida dos dois discípulos, que só assim são capazes de intuir que Jesus é o Messias e assim o anunciarem.

A hora décima não parece ser apenas uma recordação forte do impacto que aquele primeiro encontro teve nos dois discípulos, particularmente em João evangelista. A hora décima é a hora da plenitude, do aperfeiçoamento. Jesus é a plenitude. Quem procura, encontrará nele a resposta plena à sua procura; encontrará Jesus como a plenitude da revelação, como o único revelador. Eles permaneceram com ele aquele dia, isto é, a partir daquele dia ficaram com Jesus.

André, a partir da experiência pessoal com Jesus, tem necessidade de a comunicar a outros. Por isso, leva o seu irmão Simão a Jesus.

Agora é Jesus quem fixa o olhar, penetra no íntimo de Simão, para colher a sua identidade e dar-lhe o nome (Pedro) que define a sua missão. Jesus indica que este discípulo será a pedra, o fundamento sólido da nova comunidade.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Epifania do Senhor - 6/1 a 8/1

Ao vê-Lo, abriram os cofres.


«Ouvido o rei, puseram-se a caminho.
E eis que a estrela que tinham visto no Oriente
seguia à sua frente
e parou sobre o lugar onde estava o Menino.
Ao ver a estrela, sentiram grande alegria».


A adoração que os Magos fazem no presépio, oferecendo ouro, incenso e mirra, simboliza o mundo pagão que reconhece Naquele Menino o Messias prometido. Os Magos “fazem-se ao caminho”, ao passo que Herodes nem se levanta da cadeira do poder.  Os Magos procuram a verdade, Herodes procura maneira de a matar.

Como família cristã, estamos apostados em fazer caminho, na busca e na descoberta da novidade e de sentido.
Precisamos de nos recriar, como família, para combater a rotina e a monotonia dos dias que passam.
Como o poeta, sabemos que “o caminho faz-se ao andar”. Então: andemos!

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a ESTRELA: porque queremos estar atentos aos sinais que nos levam a encontrar Jesus.



Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Jesus dou-Vos o meu Coração

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2º Ano de Catequese de Albergaria-a-Nova

domingo, 1 de janeiro de 2012

Santa Maria Mãe de Deus - 1/1

Maria guardava tudo no seu coração!


«Todos os que ouviram se admiraram do que lhes diziam
os pastores».


O evangelista Lucas relata-nos que, depois do Anjo do Senhor anunciar aos pastores que Jesus ia nascer, estes foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura.

A humildade dos pastores permitiu-lhes compreender os mistérios de Deus feito Homem. É com esta humildade que somos desafiados, hoje, como família, a colocarmo-nos ao serviço uns dos outros. A exemplo dos pastores e de Santa Maria, como família cristã, saibamos adorar o Deus Menino e dar testemunho Dele com a nossa vida.

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a TERRA, porque é sinal da humildade que aprendemos com os pastores.


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Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro


Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus - 1 de Janeiro

Tema: "Glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham visto e ouvido"

1ª Leitura: Num 6, 22-27

2ª Leitura: Gal 4, 4-7

Evangelho: Lc 2, 16-21



Mensagem:
O nascimento de Jesus foi de tal maneira pobre que só podia ser anunciado e entendido por aqueles que estavam excluídos da sociedade, como eram os pastores. Começa aqui uma história de aceitação e rejeição que se vai prolongar por toda a vida de Jesus. Os pobres e rejeitados são os únicos que compreendem a felicidade profunda como dom divino. É por isso que os pastores foram escolhidos como testemunhas e arautos dum nascimento que nada tinha de especial segundo o pensamento da época. Vejamos o seu comportamento.

Maria conservava estas coisas, meditando-as no seu coração, isto é, está recolhida e concentrada em si mesma para penetrar mais a fundo no significado dos acontecimentos em que se encontrou envolvida e das palavras dos pastores sobre o menino. Maria torna-se, assim, símbolo e modelo da comunidade cristã que, em atitude sapiencial e contemplativa procura assimilar interiormente o mistério do Verbo incarnado. Podemos observar que a experiência cristã, neste texto, é expressa por poucos verbos que estão relacionados entre si: escutar, obedecer, encontrar, ver, testemunhal, louvar.

O texto encerra com o rito da circuncisão, como qualquer judeu, e a imposição do nome. Mas não é o pai quem escolhe e dá o nome, como fez Zacarias em relação a João. O nome foi escolhido por Deus, o Pai Altíssimo, na linha dos grandes protagonistas da História da Salvação a quem Deus confere o nome a indicar a função e o destino. Jesus, Yeshua, significa «Yahweh salva». Jesus, Filho de Deus, é o Salvador, mais: Ele é a Salvação, como logo a seguir Simeão irá reconhecer.

"Adoração dos Pastores" de Domenico Feti
Pintura exposta no Museu Hermitage, São Petersburgo (Rússia)


Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação) 

sábado, 31 de dezembro de 2011

Sagrada Família - 30/12

O Menino crescia em graça e sabedoria.
Deus estava com Ele.


«O pai e a mãe do Menino Jesus estavam admirados com
o que Dele se dizia.
Simeão abençoou-os (…) e o menino crescia e
robustecia-se, enchendo-se de sabedoria, e a graça de
Deus estava com Ele.»

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Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro


domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL: ELE É NOSSA PAZ


10º Ano de Catequese do Centro da Igreja


Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo - 25 de Dezembro

"O nascimento de Jesus" (1653) de Nicolas Poussin
Pintura exposta em Alte Pinakothec, Munique (Alemanha)

Tema: "O Verbo fez-se carne"

1ª Leitura: Is 52, 7-10

2ª Leitura: Heb 1, 1-6

Evangelho: Jo 1, 1-18

Comentário:
S. João coloca o Verbo em Deus, apresentando a sua preexistência eterna, a intimidade de vida com o Pai e a sua natureza divina. O Verbo é força que cria, revelação que ilumina, pessoa que comunica a vida de Deus.

Para o homem da Bíblia «a Palavra» é a expressão mais profunda e íntima duma pessoa e o próprio Deus não seria Deus se não comunicasse a sua Palavra do fundo do seu Ser. O Verbo é gerado eternamente do profundo do seio do Deus-Amor; ele é o rosto do Pai, é a igualdade na diversidade das duas pessoas que se amam e comunicam entre si.

Todo o homem é feito para a luz e é chamado a ser iluminado pelo Verbo com e luz eterna de Deus que é a própria vida do Pai dada ao Filho. A luz de Cristo brilha em todo o homem que vem ao mundo e as trevas lutam para a eliminar. Todavia, o ambiente do mal, que se opõe à luz de Deus e à palavra de Jesus-Verbo, não consegue ter a vantagem e vencer.

Jesus é a luz autêntica e perfeita que apaga as aspirações humanas; a única que dá sentido a todas as outras luzes que aparecem na cena do mundo. Esta luz divina ilumina cada homem que nasce neste mundo. É a luz que se oferece no íntimo de todo o ser como presença, estímulo e salvação.

O Evangelho afirma que «o Verbo se fez carne», isto é, que a Palavra se fez homem, na sua fragilidade e impotência, como qualquer criatura, nascendo duma mulher, Maria. É este o anúncio que é necessário crer para se ser salvo: «Todo o espírito que reconhece Jesus Cristo vindo na carne, é de Deus; todo o espírito que não reconhece Jesus, não é de Deus (1Jo 4,2-3).

Jesus é a revelação de Deus, mas de modo escondido e humilde. No evangelho de João, a glória do Senhor é algo de interior que só o homem de fé pode compreender. A «glória» de Cristo é a verdade do seu mistério: a revelação no homem-Jesus do Filho de Deus vindo de junto do Pai.

Toda a vida de Jesus se desenrolou como vida filial, numa atitude de escuta e de obediência ao Pai, numa relação de amor com o Pai e como manifestação do Pai.



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)  

sábado, 24 de dezembro de 2011

Natal - 25/12

Veio até aos seus
e os seus não O receberam


«E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós.
Nós vimos a sua glória,
glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito,
cheio de graça e de verdade».


Jesus nasceu na cidade de Belém, no seio de uma família pobre, e foi envolvido em panos e recostado numa manjedora. Jesus Cristo é a Palavra do Pai feita Pessoa, Filho de Deus por natureza e não por adopção. É, em simultâneo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Nasce para salvar. Apenas e só. Para nos salvar. Por amor e para amar!

Os nascimentos, a vida que se faz existência, são motores de realização e felicidade. A Família de Nazaré, apesar das dificuldades, saboreou a alegria da vida nascente.

Neste tempo em que vivemos, em que por diversificados factores, a natalidade anda “nas ruas da amargura”, precisamos de reforçar a consciência e a certeza de que a família é uma realidade sempre aberta à vida.

Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio o MENINO JESUS, em cima da Bíblia aberta, porque a Palavra fez-Se carne.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Natal, Esperança e Dom!


Mensagem de Natal de D. António Francisco, Bispo de Aveiro:
 
"O Natal é um acontecimento. Sempre novo e único. Sempre diferente e irrepetível. O Natal é dom de Deus!

O Natal não precisa de acrescentos nem de adereços. Não carece de adjectivações nem de qualificativos. Porque só há um Natal: o Natal de Jesus, o Filho de Deus.

O Natal será tanto mais autêntico quanto mais o centrarmos em Jesus Cristo e quanto melhor soubermos fazer deste tempo, (...) uma oportunidade de procura de Deus e uma experiência de encontro com a Humanidade.


(...) Neste tempo de crise prolongada e de austeridade implacável para tantas famílias, o Natal não pode ser apenas um oásis no deserto ou um momento de tréguas frente à inclemência injusta de tantas provações para os mais pobres. O Natal deve ser caminho para quantos procuram Deus e luz para todos os que esperam dos cristãos respostas concretas e compromissos corajosos de comunhão solidária e de fraternidade efectiva com os que mais sofrem.

O coração humano é o melhor presépio de Jesus, a família a necessária escola do Natal e a comunidade cristã o fermento novo do Evangelho que o Filho de Deus nos trouxe. Caros Diocesanos: que este Natal nos desperte com renovada alegria e crescente encanto para uma bela missão, vivida já na expectativa da próxima Missão Jubilar, conscientes de que no nascimento de Jesus se revela o amor de Deus pela Humanidade e que este amor aprendido com Jesus, o Filho de Deus, nos fará mais evangelizados e evangelizadores, mais generosos e solidários, mais atentos e felizes, mais próximos e irmãos, membros conscientes de uma Humanidade nova e construtores activos de uma Igreja viva.

Um abençoado e feliz Natal para todos."
Aveiro, 17 de Dezembro de 2011

António Francisco dos Santos
Bispo de Aveiro

Fonte: Leia a mensagem na íntegra no site da Diocese de Aveiro