Mensagem de Natal de D. António Francisco, Bispo de Aveiro:
"O Natal é um acontecimento. Sempre novo e único. Sempre diferente e irrepetível. O Natal é dom de Deus!
O Natal não precisa de acrescentos nem de adereços. Não carece de adjectivações nem de qualificativos. Porque só há um Natal: o Natal de Jesus, o Filho de Deus. O Natal será tanto mais autêntico quanto mais o centrarmos em Jesus Cristo e quanto melhor soubermos fazer deste tempo, (...) uma oportunidade de procura de Deus e uma experiência de encontro com a Humanidade. (...) Neste tempo de crise prolongada e de austeridade implacável para tantas famílias, o Natal não pode ser apenas um oásis no deserto ou um momento de tréguas frente à inclemência injusta de tantas provações para os mais pobres. O Natal deve ser caminho para quantos procuram Deus e luz para todos os que esperam dos cristãos respostas concretas e compromissos corajosos de comunhão solidária e de fraternidade efectiva com os que mais sofrem. O coração humano é o melhor presépio de Jesus, a família a necessária escola do Natal e a comunidade cristã o fermento novo do Evangelho que o Filho de Deus nos trouxe. Caros Diocesanos: que este Natal nos desperte com renovada alegria e crescente encanto para uma bela missão, vivida já na expectativa da próxima Missão Jubilar, conscientes de que no nascimento de Jesus se revela o amor de Deus pela Humanidade e que este amor aprendido com Jesus, o Filho de Deus, nos fará mais evangelizados e evangelizadores, mais generosos e solidários, mais atentos e felizes, mais próximos e irmãos, membros conscientes de uma Humanidade nova e construtores activos de uma Igreja viva. Um abençoado e feliz Natal para todos."
Aveiro, 17 de Dezembro de 2011
António Francisco dos Santos Bispo de Aveiro
Fonte: Leia a mensagem na íntegra no site da Diocese de Aveiro
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
Natal, Esperança e Dom!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
4ª Semana do Advento - 18/12 a 24/12
Preciso de ti!
«A Deus nada é impossível».
Maria, a serva do Senhor, escutou o anúncio da missão para a qual Deus a tinha escolhido.
Maria é um exemplo perfeito para a nossa vida. Tal como ela, também nós temos que estar atentos à missão que Deus tem para nos dar.
Como família cristã, precisamos de sentir que somos chamados a tomar parte na vida e na missão da Igreja. Precisamos de abrir o nosso coração ao amor de Deus para dizermos o nosso “SIM”, íntegro e decidido.
Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio uma FLOR BRANCA como sinal da simplicidade, delicadeza, aceitação, determinação e confiança que aprendemos de Maria.
Colocamos no nosso presépio uma FLOR BRANCA como sinal da simplicidade, delicadeza, aceitação, determinação e confiança que aprendemos de Maria.
Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.
Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro
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4º Domingo do Advento - 18 de Dezembro
Tema: "Eis a serva do Senhor..."
1ª Leitura: 2 Sam 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16
2ª Leitura: Rom 16, 25-27
Evangelho: Lc 1, 26-38.
Mensagem:
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
1ª Leitura: 2 Sam 7, 1-5. 8b-12. 14a. 16
2ª Leitura: Rom 16, 25-27
Evangelho: Lc 1, 26-38.
Mensagem:
Além de solene, o início do Evangelho deste Domingo é insólito, porque normalmente é o inferior que vai ter com o superior. A destinatária é primeiro apresentada com uma qualificação, «virgem», sem dúvida digna de valor, repetida duas vezes no mesmo versículo. Seguem-se outros pormenores, como a condição social de mulher que cumpriu a primeira fase do matrimónio, a descendência davídica do marido, o nome do marido e, por fim, não sem solenidade, o seu nome: Maria. A abundância de pormenores e o cuidado na escolha dos mesmos são um primeiro indício do papel importante que Maria tem na missão que Deus lhe quer confiar.
A saudação do anjo é fora do comum, quer porque em nenhum caso um mulher até então tinha sido saudada daquela maneira, até porque o seu conteúdo sai fora dos esquemas habituais. A iniciativa amorosa de Deus em relação a Maria é compendiada no termo «graça», que exprime o novo nome dado a Maria.
A saudação do anjo é fora do comum, quer porque em nenhum caso um mulher até então tinha sido saudada daquela maneira, até porque o seu conteúdo sai fora dos esquemas habituais. A iniciativa amorosa de Deus em relação a Maria é compendiada no termo «graça», que exprime o novo nome dado a Maria.
«O Senhor está contigo»: a ideia da missão está implícita. Quando Deus está com Israel ou com um seu eleito (Jacob; Moisés; Gedeão), isto significa não apenas protecção mas já uma ajuda para a missão. Maria é colocada na linha das grandes figuras que receberam de Deus um particular sustento em vista da tarefa a cumprir.
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| "Anunciação" (1433-34) de Fra Angélico Painel principal do retábulo do altar da vida de Maria, Igreja dos Jesuítas, Cortona (Itália) |
A saudação insólita causa a perturbação de Maria. Não se trata duma perturbação descontrolada, porque Maria não perde a concentração e a capacidade de reflectir nas palavras da mensagem. «Não temas, Maria», é um convite à serenidade e à esperança.
A mensagem vem agora anunciar um nascimento e a missão do que vai nascer. Jesus é apresentado não no seu fazer, mas no seu ser. São especificados os títulos, não a acção: ser grande, ser chamado Filho do Altíssimo, receber o trono de David, reinar para sempre, ser Filho de Deus. Acerca dele é dito que será «grande», título que sem mais precisões era reservado ao próprio Deus.
«O Espírito Santo descerá sobre ti, sobre ti estenderá a sua sombra o poder do Altíssimo». O texto exclui categoricamente a iniciativa e papel do homem na concepção, mas não explica como Deus intervém nem como age o Espírito. Vem sobre Maria como há-de vir sobre os Apóstolos. Aquele que vai nascer gozará duma relação única com Deus, será da sua mesma natureza: «Por isso, aquele que vai nascer santo será chamado Filho de Deus».
Maria não é mãe dum homem que se torna Deus, mas dum ser humano cuja pessoa sempre foi divina. Encontramos aqui a maior originalidade do cristianismo: a profunda identidade de Cristo e o seu mistério.
O «sim» de Maria - «Eis a serva do Senhor...» - é o assentimento, a participação da vontade e do coração que escuta, o abandono a qualquer referência pessoal para confiar só na palavra divina.
O «sim» de Maria - «Eis a serva do Senhor...» - é o assentimento, a participação da vontade e do coração que escuta, o abandono a qualquer referência pessoal para confiar só na palavra divina.
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| "Anunciação" (1472) de Leonardo da Vinci Pintura exposta na Galeria Uffiz, Florença (Itália) |
sábado, 17 de dezembro de 2011
Os Apóstolos ensinam-nos...
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domingo, 11 de dezembro de 2011
3ª Semana do Advento - 11/12 a 17/12
Deus está no meio de vós e não dais conta.
«João deu testemunho dele ao clamar: “Aquele que vem
depois de mim, passou-me à frente, porque existia antes de mim”».
depois de mim, passou-me à frente, porque existia antes de mim”».
José é o “justo” escolhido por Deus para ser esposo de Maria e pai adoptivo de Jesus.
Se olharmos para José, aprendemos com ele a esforçarmo-nos com alegria, independentemente do reconhecimento que nos possa ser atribuído e dos agradecimentos que possamos esperar.
Como família cristã, em tempos de crises variadas, precisamos de reaprender o valor do trabalho, do esforço, da dedicação, do serviço e até do suor!
Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio o SERROTE, simbolizando o nosso esforço e perseverança, o nosso trabalho e dedicação, que aprendemos com S. José.
Se olharmos para José, aprendemos com ele a esforçarmo-nos com alegria, independentemente do reconhecimento que nos possa ser atribuído e dos agradecimentos que possamos esperar.
Como família cristã, em tempos de crises variadas, precisamos de reaprender o valor do trabalho, do esforço, da dedicação, do serviço e até do suor!
Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio o SERROTE, simbolizando o nosso esforço e perseverança, o nosso trabalho e dedicação, que aprendemos com S. José.
Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.
Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro
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3º Domingo do Advento - 11 de Dezembro
1ª Leitura: Is 61, 1-2a. 10-11
2ª Leitura: 1 Tes 5, 16-24
Evangelho: Jo 1, 6-8. 18-28
Mensagem:
O texto deste 3º Domingo, procura esclarecer a diferença entre o Precursor e o Messias, apresentando João como um protagonista essencial da entrada na história do Verbo de Deus, que é Vida dos homens e Luz do mundo.
A primeira parte (Jo 1,6-8) já deixa bem claro que João, mais do que um Precursor de Cristo, é um «homem enviado por Deus... para dar testemunho da Luz». Não era a Luz, mas devia dar testemunho da Luz, aquela luz verdadeira que ilumina todo o homem. O próprio Jesus dirá mais adiante: «Quem me segue não caminha nas trevas».
A segunda parte (Jo 19-28) é o início dos diversos testemunhos em favor de Cristo, começando com o testemunho de João em relação aos judeus (e fariseus) que em todo o IV Evangelho são apresentados como os inimigos de Jesus.
Num diálogo insistente, João dá o seu testemunho e declara que não é o Cristo, o Messias, a LUZ.
Também não é Elias nem o Profeta. João apresenta-se como a personificação do Antigo Testamento, como a voz que anuncia a grande libertação (Is 40,3) que virá com o Messias. O baptismo de água que ele realiza sugere e anuncia o baptismo do Espírito de que falará expressamente mais adiante (Jo 1,33).
Enquanto João faz ouvir a sua voz e baptiza com água, faz saber aos seus ouvintes que «no meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, a que eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».
O anúncio de Cristo por João Batista é dado com toda a humildade. Nem se considera digno do serviço mais humilde: desatar a correia das suas sandálias.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
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| "S. João Baptista" Pintura de Philippe De Champaigne exposta no Museu de Grenoble, França |
A primeira parte (Jo 1,6-8) já deixa bem claro que João, mais do que um Precursor de Cristo, é um «homem enviado por Deus... para dar testemunho da Luz». Não era a Luz, mas devia dar testemunho da Luz, aquela luz verdadeira que ilumina todo o homem. O próprio Jesus dirá mais adiante: «Quem me segue não caminha nas trevas».
A segunda parte (Jo 19-28) é o início dos diversos testemunhos em favor de Cristo, começando com o testemunho de João em relação aos judeus (e fariseus) que em todo o IV Evangelho são apresentados como os inimigos de Jesus.
Num diálogo insistente, João dá o seu testemunho e declara que não é o Cristo, o Messias, a LUZ.
Também não é Elias nem o Profeta. João apresenta-se como a personificação do Antigo Testamento, como a voz que anuncia a grande libertação (Is 40,3) que virá com o Messias. O baptismo de água que ele realiza sugere e anuncia o baptismo do Espírito de que falará expressamente mais adiante (Jo 1,33).
Enquanto João faz ouvir a sua voz e baptiza com água, faz saber aos seus ouvintes que «no meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, a que eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».
O anúncio de Cristo por João Batista é dado com toda a humildade. Nem se considera digno do serviço mais humilde: desatar a correia das suas sandálias.
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Queremos Seguir Jesus
3º Ano de Catequese de Fradelos
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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Imaculada Conceição - 8/12
“Salve, cheia de graça,
o Senhor está contigo”
o Senhor está contigo”
«Maria disse, então: ”Eis a serva do senhor, faça-se em
mim segundo a tua palavra”».
mim segundo a tua palavra”».
Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a BÍBLIA, posicionada como manjedoura, porque Jesus é a Palavra, o Verbo de Deus.
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Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro
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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Festas da Catequese 2011-2012
- FESTA DO ACOLHIMENTO (1º Ano): 23 de Outubro de 2011
- FESTA DAS BEM-AVENTURANÇAS (7ºAno): 29 de Janeiro de 2012
- FESTA DA VIDA (8º Ano): 12 de Fevereiro de 2012
- BAPTISMO (crianças da Primeira Comunhão): 7 de Abril, Vigília Pascal
- FESTA DA PALAVRA (4º Ano): 29 de Abril de 2012
- PRIMEIRA COMUNHÃO (3º Ano): 13 de Maio de 2012
- FESTA DAS FAMÍLIAS - DIOCESE: 20 de Maio de 2012
- FESTA DO PAI-NOSSO (2º Ano): 27 de Maio de 2012
- CRISMA: 3 de Junho de 2012
- FESTA DA PROFISSÃO DE FÉ (6º Ano): 7 de Junho 2012 (Corpo de Deus)
- FESTA DO COMPROMISSO E FESTA DO ENVIO: 10 de Junho de 2012 (em Albergaria, a partir das 9h00)
- FESTA GERAL DA CATEQUESE E DA COMUNIDADE: 17 de Junho de 2012
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Pedaços de vida que geram vida
“Pedaços de vida que geram vida” é o título do livro que reúne
“experiências e vivências em missão” de D. António Marcelino, bispo
emérito de Aveiro.
A obra será apresentada publicamente no dia 12 de Dezembro, na Biblioteca Municipal de Aveiro, pelas 18h, contando com a intervenção do economista António Bagão Félix.
Entrada livre...
«Há acontecimentos e situações que vivemos, mas não nos pertencem só a nós. Há vidas destinadas a ser berço de acolhimento de graças para as repartir pelos outros.
Para este livro, escolhi vivências provocadas por gente que passou pela minha vida ou dela fez parte. Por vezes, gente simples e anónima, aquela que julgamos que nada tem para nos dar ou ensinar… Gente experiente de Deus com a qual me foi dado cruzar, nos caminhos da missão, e já neste longo tempo do meu peregrinar»
Para este livro, escolhi vivências provocadas por gente que passou pela minha vida ou dela fez parte. Por vezes, gente simples e anónima, aquela que julgamos que nada tem para nos dar ou ensinar… Gente experiente de Deus com a qual me foi dado cruzar, nos caminhos da missão, e já neste longo tempo do meu peregrinar»
D. António Marcelino
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domingo, 4 de dezembro de 2011
2ª Semana do Advento - 04/12 a 10/12
No deserto, João pregava
o arrependimento e a conversão
o arrependimento e a conversão
«Apareceu João Baptista no deserto,
a proclamar um baptismo de penitência
para remissão dos pecados».
a proclamar um baptismo de penitência
para remissão dos pecados».
João Baptista é o “Precursor”, ou seja, é aquele que prepara a vinda do Messias. A sua missão é aplanar e preparar o caminho do Senhor. João ensina-nos, por meio do seu baptismo de penitência, que nos devemos purificar, a fim de nos convertermos, ou seja, de voltarmos, de novo, o nosso coração para Deus.
A família é suporte e apoio da felicidade humana, porque nos transforma e nos ajuda nesta caminhada de preparação para receber o Salvador. Para isto, também como família, precisamos de fazer um esforço de purificação e de conversão, abrindo as portas e janelas do nosso coração.
Na construção do presépio…
Colocamos no nosso presépio a ÁGUA, porque é o sinal que aponta o nosso Baptismo e nos recorda a necessidade de purificação e de conversão permanentes.
Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.
Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro
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sábado, 3 de dezembro de 2011
2º Domingo do Advento - 4 de Dezembro
1ª Leitura: Is 40, 1-5. 9-11
2ª Leitura: 2 Ped 3, 8-14
Evangelho: Mc 1, 1-8
Mensagem:
Ao falar de «Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus», Marcos diz algo de concreto para os leitores, apresentando Jesus ao mesmo nível do imperador, passando para Ele os atributos e as honras. Jesus é a incarnação de Deus, trazendo consigo a salvação do mundo e o caminho para o Reino de Deus de que Ele será o anunciador e o próprio centro.
Por isso Jesus é o «Messias» (Cristo) e, ao longo do texto de Marcos, o «Filho do Homem», mas também é essencialmente o «Filho de Deus», assim proclamado pelo centurião romano encarregado da crucifixão. Em Jesus o Evangelho tem o seu «princípio» para nunca mais deixar de ser proclamado.
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| "S. João Baptista" (1604-05) de Caravaggio Pintura exposta no Museu de Arte Nelson-Atkins, Kansas (EUA) |
Tudo começou com a pregação de João no deserto. Por isso, Marcos apresenta logo a seguir a figura grandiosa de João, com frases do Antigo Testamento, como «o mensageiro» que precede imediatamente o «Senhor», numa nova alusão à divindade de Jesus.
À primeira vista parece estarmos perante um texto do profeta Isaías, quando de facto começa com um texto de Malaquias (3,1), alterando «o meu caminho» para «o teu caminho». João é o mensageiro do Senhor enviado a preparar o caminho de Deus, agora incarnado em Jesus. O outro texto, Isaías 40,3, apresenta João como a voz que anuncia, não já libertação e o regresso do exílio da Babilónia, mas a libertação do pecado e o encontro com Deus operados por e em Jesus, o Filho de Deus.
A importância deste momento de salvação é sublinhada pela própria figura de João: a sua sobriedade e rigor estimulam à renúncia dos bens da terra a fim de estar livre para Deus. O seu porte profético evoca o estilo de Elias que se «vestia de peles» e «trazia um cinto de couro em volta dos rins» (cf. 2Rs 1,8) é que devia vir um dia para anunciar a chegada eminente do Messias.
O reino de Deus estava próximo e, com a sua vinda, o perdão dos pecados. O baptismo pregado e realizado por João era um rito de iniciação duma nova comunidade («toda a região...») que, arrependida dos seus pecados, esperava o Reino concretizado no mais forte que ele. É com Jesus que vem o «Espírito Santo», o dom dos últimos tempos, prometido pelo profeta Ezequiel (36,25-29). João, consciente do seu papel preparador e orientador, acredita que Aquele a quem anuncia comunicará essa força.
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| "A pregação de S. João Baptista" (1520) de Francesco Bacchiacca Pintura exposta no Museu de Belas Artes, Budapeste (Hungria) |
domingo, 27 de novembro de 2011
Jesus Cristo é o Senhor...
6º Ano de Catequese de Fradelos
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1ª Semana do Advento - 27/11 a 3/12
Estai alerta; Vigiai.
Não sabeis a hora nem o momento…
Não sabeis a hora nem o momento…
«Vigiai, portanto,
visto que não sabeis quando virá o dono da casa:
se à tarde, se à meia-noite,
se ao cantar do galo, se de manhãzinha;
não se dê o caso que, vindo inesperadamente,
vos encontre a dormir».
visto que não sabeis quando virá o dono da casa:
se à tarde, se à meia-noite,
se ao cantar do galo, se de manhãzinha;
não se dê o caso que, vindo inesperadamente,
vos encontre a dormir».
A Família de Nazaré baseia-se e funda-se na rocha firme do amor. É aí que começa o presépio.
Vigiai, vigiai, vigiai! Maria e José apresentam-se-nos como exemplo perfeito para a família dos nossos dias, uma família em constante vigilância, confiante em Deus e fazendo do Amor o alicerce das suas vidas.(...) A nossa missão é estarmos atentos para O reconhecer quando Ele nos bater à porta. Precisamos de estar alerta aos sinais do amor, no seio da nossa família, para sermos verdadeira “igreja doméstica”.
Na construção do Presépio...
Vigiai, vigiai, vigiai! Maria e José apresentam-se-nos como exemplo perfeito para a família dos nossos dias, uma família em constante vigilância, confiante em Deus e fazendo do Amor o alicerce das suas vidas.(...) A nossa missão é estarmos atentos para O reconhecer quando Ele nos bater à porta. Precisamos de estar alerta aos sinais do amor, no seio da nossa família, para sermos verdadeira “igreja doméstica”.
Na construção do Presépio...
Colocamos no nosso presépio a CASA ou a CABANA, porque é a base do presépio, tal como o Amor é a base da família que vigia.
Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.
Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro
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1º Domingo do Advento - 27 de Novembro
Tema: Vigiai!
1ª Leitura: Is 63, 16b-17. 19b; 64, 2b-7
2ª Leitura: 1 Cor 1, 3-9
Evangelho: Mc 13, 33-37
Mensagem:
Este texto surge como conclusão do discurso escatológico que parte do anúncio da destruição do Templo, cujo acontecimento pode ser previsto, para o anúncio da manifestação do Filho do Homem que não pode ser previsto.
O apelo final, facilmente identificado pela insistência, é à vigilância. Mas o que significa «vigiar»? A palavra grega (agrypnéo - vigiar) indica alguém que pernoita no campo, atento a qualquer ruído para não ser colhido de surpresa, a dormir. Não é por acaso que o mesmo apelo à vigilância dos discípulos se encontra na boca de Jesus no Getsémani.
Mais do que fazer cálculos e previsões sobre o fim, há que empregar o tempo de hoje a realizar o que foi a cada um inteiramente confiado («deu autoridade e a cada um a sua tarefa»).
1ª Leitura: Is 63, 16b-17. 19b; 64, 2b-7
2ª Leitura: 1 Cor 1, 3-9
Evangelho: Mc 13, 33-37
Mensagem:
Este texto surge como conclusão do discurso escatológico que parte do anúncio da destruição do Templo, cujo acontecimento pode ser previsto, para o anúncio da manifestação do Filho do Homem que não pode ser previsto.
O apelo final, facilmente identificado pela insistência, é à vigilância. Mas o que significa «vigiar»? A palavra grega (agrypnéo - vigiar) indica alguém que pernoita no campo, atento a qualquer ruído para não ser colhido de surpresa, a dormir. Não é por acaso que o mesmo apelo à vigilância dos discípulos se encontra na boca de Jesus no Getsémani.
Mais do que fazer cálculos e previsões sobre o fim, há que empregar o tempo de hoje a realizar o que foi a cada um inteiramente confiado («deu autoridade e a cada um a sua tarefa»).
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Uma Lição de Catequese Diferente
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domingo, 20 de novembro de 2011
Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo
Tema: O Senhor é meu pastor: nada me faltará
1ª Leitura: Ez 34,11-12.15-17
2ª Leitura: 1 Cor 15,20-26.28
Evangelho: Mt 25,31-46
1ª Leitura: Ez 34,11-12.15-17
2ª Leitura: 1 Cor 15,20-26.28
Evangelho: Mt 25,31-46
Mensagem:
O texto deste domingo apresenta o quadro grandioso do Filho do Homem que facilmente identificamos com a pessoa de Jesus. Ele vem como juiz divino e com todo o poder real anunciado já no livro de Daniel (7,14). Por isso, senta-se no trono como Rei e senhor de todos os povos.
Aquilo que vulgarmente chamamos «Juízo final» de facto apresenta-se mais como a proclamação duma sentença que mais não é do que a constatação da atitude que cada um teve durante a vida. Por isso, logo à partida, todos são separados uns dos outros: benditos para um lado e malditos para o outro, colhendo a imagem na vida pastoril. Em noites mais frias o pastor separa as ovelhas dos cabritos, pois as ovelhas, com a sua lã mais espessa, pode estar ao frio, enquanto é necessário resguardar os cabritos que não têm protecção natural.
Os primeiros, chamados «benditos de meu Pai», são convidados a entrar na posse do reino para eles preparado pela iniciativa soberana e gratuita de Deus. Estes benditos do Pai recebem em herança o reino porque partilharam o destino e a condição do Filho. Os outros são chamados «malditos» e não têm lugar no reino.
A salvação é sempre um dom de Deus concedido àqueles que a aceitam. A condenação é um produto humano, isto é, a consequência natural da não aceitação da salvação oferecida por Deus. É na vida do dia-a-dia que cada um, pela sua forma de viver consigo mesmo, com os outros e com Deus, vai aceitando ou rejeitando aquilo que Deus vai oferecendo para ser vivido em plenitude um dia.
O Rei apresenta-se como aquele que teve fome e sede, peregrino e sem roupa, doente e prisioneiro. O juiz glorioso, a quem os interlocutores chamam «Senhor» tinha o rosto do indigente, do indefeso e do necessitado.
O confronto decisivo entre os homens e Filho do Homem não acontece com gestos extraordinários e heróicos mas na simplicidade dos encontros humanos, com os gestos mais simples.
No evangelho de Mateus há uma insistência no amor para com o próximo e na realização na vontade do Pai. Ora, a vontade do Pai, revelada e realizada por Jesus, resume-se no amor gratuito e activo para com os pobres, doentes e necessitados. No entanto, o critério decisivo para a salvação ou ruína não está simplesmente na prática do amor para com os necessitados. A novidade evangélica está na identificação que Jesus faz com estes: «Sempre que (não) fizestes a um destes (meus irmãos) mais pequeninos (não) o fizestes a mim».
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)
O texto deste domingo apresenta o quadro grandioso do Filho do Homem que facilmente identificamos com a pessoa de Jesus. Ele vem como juiz divino e com todo o poder real anunciado já no livro de Daniel (7,14). Por isso, senta-se no trono como Rei e senhor de todos os povos.
Aquilo que vulgarmente chamamos «Juízo final» de facto apresenta-se mais como a proclamação duma sentença que mais não é do que a constatação da atitude que cada um teve durante a vida. Por isso, logo à partida, todos são separados uns dos outros: benditos para um lado e malditos para o outro, colhendo a imagem na vida pastoril. Em noites mais frias o pastor separa as ovelhas dos cabritos, pois as ovelhas, com a sua lã mais espessa, pode estar ao frio, enquanto é necessário resguardar os cabritos que não têm protecção natural.
Os primeiros, chamados «benditos de meu Pai», são convidados a entrar na posse do reino para eles preparado pela iniciativa soberana e gratuita de Deus. Estes benditos do Pai recebem em herança o reino porque partilharam o destino e a condição do Filho. Os outros são chamados «malditos» e não têm lugar no reino.
A salvação é sempre um dom de Deus concedido àqueles que a aceitam. A condenação é um produto humano, isto é, a consequência natural da não aceitação da salvação oferecida por Deus. É na vida do dia-a-dia que cada um, pela sua forma de viver consigo mesmo, com os outros e com Deus, vai aceitando ou rejeitando aquilo que Deus vai oferecendo para ser vivido em plenitude um dia.
O Rei apresenta-se como aquele que teve fome e sede, peregrino e sem roupa, doente e prisioneiro. O juiz glorioso, a quem os interlocutores chamam «Senhor» tinha o rosto do indigente, do indefeso e do necessitado.
O confronto decisivo entre os homens e Filho do Homem não acontece com gestos extraordinários e heróicos mas na simplicidade dos encontros humanos, com os gestos mais simples.
No evangelho de Mateus há uma insistência no amor para com o próximo e na realização na vontade do Pai. Ora, a vontade do Pai, revelada e realizada por Jesus, resume-se no amor gratuito e activo para com os pobres, doentes e necessitados. No entanto, o critério decisivo para a salvação ou ruína não está simplesmente na prática do amor para com os necessitados. A novidade evangélica está na identificação que Jesus faz com estes: «Sempre que (não) fizestes a um destes (meus irmãos) mais pequeninos (não) o fizestes a mim».
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| "Juízo Final" (1432-35) de Fra Angelico Pintura exposta no Museu de S. Marcos, Florença |
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domingo, 13 de novembro de 2011
XXXIII Domingo do Tempo Comum - 13 de Novembro
Tema: "Foste fiel em coisas de pouca monta [...]; entra no gozo do teu Senhor"
1ª Leitura: Prov 31, 10-13.19-20.30-31
2ª Leitura: 1 Tess 5, 1-6
Evangelho: Mt 25, 1-13
Mensagem:
«Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos, está à minha direita e jamais vacilarei» (Sl 15,8). Porque uma coisa que Jesus me pede é que me apoie n'Ele, que confie apenas n'Ele, que me abandone a Ele sem reservas. [...] Não devemos tentar controlar as acções de Deus. Não devemos contar as etapas da viagem que Ele nos quer fazer empreender. Mesmo que me sinta como um barco à deriva, devo dar-me inteiramente a Ele.
Quando isso parece difícil, lembra-te de que não somos chamados a ter êxito, mas a ser fiéis. A fidelidade é importante, mesmo nas pequenas coisas, não pela coisa em si mesma, o que seria a preocupação de um espírito mesquinho, mas pela grande coisa que é a vontade de Deus. Dizia Santo Agostinho: «As pequenas coisas permanecem pequenas, mas ser fiel nas pequenas coisas é uma grande coisa. Nosso Senhor não é o mesmo num pobre e num rico que nos visita?»
Fonte: Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997)
Mensagem:
«Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos, está à minha direita e jamais vacilarei» (Sl 15,8). Porque uma coisa que Jesus me pede é que me apoie n'Ele, que confie apenas n'Ele, que me abandone a Ele sem reservas. [...] Não devemos tentar controlar as acções de Deus. Não devemos contar as etapas da viagem que Ele nos quer fazer empreender. Mesmo que me sinta como um barco à deriva, devo dar-me inteiramente a Ele.Quando isso parece difícil, lembra-te de que não somos chamados a ter êxito, mas a ser fiéis. A fidelidade é importante, mesmo nas pequenas coisas, não pela coisa em si mesma, o que seria a preocupação de um espírito mesquinho, mas pela grande coisa que é a vontade de Deus. Dizia Santo Agostinho: «As pequenas coisas permanecem pequenas, mas ser fiel nas pequenas coisas é uma grande coisa. Nosso Senhor não é o mesmo num pobre e num rico que nos visita?»
Fonte: Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997)
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domingo, 6 de novembro de 2011
XXXII Domingo do Tempo Comum - 6 de Novembro
1ª Leitura: Sab 6, 12-16
2ª Leitura: 1 Tess 4, 13-18
Evangelho: Mt 25,1-13
Mensagem:
O ensinamento da parábola das “virgens loucas e prudentes” desloca o centro de preocupações dos discípulos e, neles, o de todos os que se preocupam com o futuro. Mais do que saber quando e como acontece, importa estar preparado e vigilante, saber agir a tempo, tomar providências adequadas, alimentar a chama da esperança, aguentar os desafios da “noite” que parece interminável, manter-se activo e interveniente, ir ao encontro da “notícia” que pode surpreender-nos. Eis que chega Aquele por quem ansiamos. Está aí, não o vedes?
Os sinais de que se reveste são acessíveis… e surge o cortejo da bondade e paciência de tantos, a disponibilidade e beneficência de muitos, o despojamento voluntário de si e dos bens de alguns, a crescente sensibilidade social pelo que a todos diz respeito. Mas, os contra-sinais também são visíveis e interpelantes: a dormência e apatia, o frenesim de sorver o presente fugaz, o adiamento da resposta às questões existenciais que a consciência coloca, o ziguezague de quem faz opções “a la carte”, o culto da aparência de circunstância., a supremacia do económico sobre o social e consequente crise de valores que deixam perceber o desnorteio de quem devia ter um rumo certo e um ideal comum mobilizador.
Os sinais apontam e, por vezes, contêm a realidade. Como a semente em relação à árvore. A plenitude acontecerá no encontro do noivo que vem e da humanidade que vai, na comunhão da oferta divina com o desejo humano, na festa do amor, tão expressivamente simbolizada no cerimonial judaico das núpcias, no rito do casamento civil, no ritual do matrimónio cristão. De facto, o sinal por excelência do reino de Deus tem a ver com o amor conjugal hetero-sexual, com a sabedoria do coração, com a vigilância prudente, com a espera atenta e paciente, sobretudo nas noites de tempestade relacional, com o perdão reconciliador, com a aceitação inteligente do noivo – Jesus ressuscitado - que chega e quer abençoar todos os esforços generosos. A abundância do azeite e a intensidade da luz manifestam a exuberância da festa a que estamos chamados no futuro e se realiza, agora, de modo sacramental na Eucaristia dominical.
Fonte: reflexão/comentário realizado pelo Pe. Georgino Rocha (adaptação)
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