domingo, 27 de novembro de 2011

1ª Semana do Advento - 27/11 a 3/12

Estai alerta; Vigiai.
Não sabeis a hora nem o momento…

«Vigiai, portanto,
visto que não sabeis quando virá o dono da casa:
se à tarde, se à meia-noite,
se ao cantar do galo, se de manhãzinha;
não se dê o caso que, vindo inesperadamente,
vos encontre a dormir».


A Família de Nazaré baseia-se e funda-se na rocha firme do amor. É aí que começa o presépio.

Vigiai, vigiai, vigiai! Maria e José apresentam-se-nos como exemplo perfeito para a família dos nossos dias, uma família em constante vigilância, confiante em Deus e fazendo do Amor o alicerce das suas vidas.(...) A nossa missão é estarmos atentos para O reconhecer quando Ele nos bater à porta. Precisamos de estar alerta aos sinais do amor, no seio da nossa família, para sermos verdadeira “igreja doméstica”.

Na construção do Presépio...
Colocamos no nosso presépio a CASA ou a CABANA, porque é a base do presépio, tal como o Amor é a base da família que vigia.


Acompanhe aqui todas as nossas publicações sobre a Caminhada de Advento-Natal 2011/12.

Fonte: "Família, Esperança e Dom!", Caminhada de Advento-Natal 2011/2012, Vigararia da Educação Cristã, Diocese de Aveiro


1º Domingo do Advento - 27 de Novembro

Tema: Vigiai!

1ª Leitura: Is 63, 16b-17. 19b; 64, 2b-7

2ª Leitura: 1 Cor 1, 3-9

Evangelho: Mc 13, 33-37

Mensagem:
Este texto surge como conclusão do discurso escatológico que parte do anúncio da destruição do Templo, cujo acontecimento pode ser previsto, para o anúncio da manifestação do Filho do Homem que não pode ser previsto.

O apelo final, facilmente identificado pela insistência, é à vigilância. Mas o que significa «vigiar»? A palavra grega (agrypnéo - vigiar) indica alguém que pernoita no campo, atento a qualquer ruído para não ser colhido de surpresa, a dormir. Não é por acaso que o mesmo apelo à vigilância dos discípulos se encontra na boca de Jesus no Getsémani.

Mais do que fazer cálculos e previsões sobre o fim, há que empregar o tempo de hoje a realizar o que foi a cada um inteiramente confiado («deu autoridade e a cada um a sua tarefa»).



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

domingo, 20 de novembro de 2011

Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo


Tema: O Senhor é meu pastor: nada me faltará

1ª Leitura: Ez 34,11-12.15-17

2ª Leitura: 1 Cor 15,20-26.28

Evangelho: Mt 25,31-46


Mensagem:

O texto deste domingo apresenta o quadro grandioso do Filho do Homem que facilmente identificamos com a pessoa de Jesus. Ele vem como juiz divino e com todo o poder real anunciado já no livro de Daniel (7,14). Por isso, senta-se no trono como Rei e senhor de todos os povos.

Aquilo que vulgarmente chamamos «Juízo final» de facto apresenta-se mais como a proclamação duma sentença que mais não é do que a constatação da atitude que cada um teve durante a vida. Por isso, logo à partida, todos são separados uns dos outros: benditos para um lado e malditos para o outro, colhendo a imagem na vida pastoril. Em noites mais frias o pastor separa as ovelhas dos cabritos, pois as ovelhas, com a sua lã mais espessa, pode estar ao frio, enquanto é necessário resguardar os cabritos que não têm protecção natural.

Os primeiros, chamados «benditos de meu Pai», são convidados a entrar na posse do reino para eles preparado pela iniciativa soberana e gratuita de Deus. Estes benditos do Pai recebem em herança o reino porque partilharam o destino e a condição do Filho. Os outros são chamados «malditos» e não têm lugar no reino.

A salvação é sempre um dom de Deus concedido àqueles que a aceitam. A condenação é um produto humano, isto é, a consequência natural da não aceitação da salvação oferecida por Deus. É na vida do dia-a-dia que cada um, pela sua forma de viver consigo mesmo, com os outros e com Deus, vai aceitando ou rejeitando aquilo que Deus vai oferecendo para ser vivido em plenitude um dia.

O Rei apresenta-se como aquele que teve fome e sede, peregrino e sem roupa, doente e prisioneiro. O juiz glorioso, a quem os interlocutores chamam «Senhor» tinha o rosto do indigente, do indefeso e do necessitado.

O confronto decisivo entre os homens e Filho do Homem não acontece com gestos extraordinários e heróicos mas na simplicidade dos encontros humanos, com os gestos mais simples.

No evangelho de Mateus há uma insistência no amor para com o próximo e na realização na vontade do Pai. Ora, a vontade do Pai, revelada e realizada por Jesus, resume-se no amor gratuito e activo para com os pobres, doentes e necessitados. No entanto, o critério decisivo para a salvação ou ruína não está simplesmente na prática do amor para com os necessitados. A novidade evangélica está na identificação que Jesus faz com estes: «Sempre que (não) fizestes a um destes (meus irmãos) mais pequeninos (não) o fizestes a mim».



"Juízo Final" (1432-35) de Fra Angelico
Pintura exposta no Museu de S. Marcos, Florença
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)


domingo, 13 de novembro de 2011

XXXIII Domingo do Tempo Comum - 13 de Novembro

Tema: "Foste fiel em coisas de pouca monta [...]; entra no gozo do teu Senhor"

1ª Leitura: Prov 31, 10-13.19-20.30-31

2ª Leitura: 1 Tess 5, 1-6

Evangelho: Mt 25, 1-13

 

Mensagem:

«Tenho sempre o Senhor diante dos meus olhos, está à minha direita e jamais vacilarei» (Sl 15,8). Porque uma coisa que Jesus me pede é que me apoie n'Ele, que confie apenas n'Ele, que me abandone a Ele sem reservas. [...] Não devemos tentar controlar as acções de Deus. Não devemos contar as etapas da viagem que Ele nos quer fazer empreender. Mesmo que me sinta como um barco à deriva, devo dar-me inteiramente a Ele.

Quando isso parece difícil, lembra-te de que não somos chamados a ter êxito, mas a ser fiéis. A fidelidade é importante, mesmo nas pequenas coisas, não pela coisa em si mesma, o que seria a preocupação de um espírito mesquinho, mas pela grande coisa que é a vontade de Deus. Dizia Santo Agostinho: «As pequenas coisas permanecem pequenas, mas ser fiel nas pequenas coisas é uma grande coisa. Nosso Senhor não é o mesmo num pobre e num rico que nos visita?»

Fonte: Bem-aventurada Teresa de Calcutá (1910-1997) 

 

domingo, 6 de novembro de 2011

XXXII Domingo do Tempo Comum - 6 de Novembro

Tema: Parábola das Virgens Loucas e Prudentes
1ª Leitura: Sab 6, 12-16

2ª Leitura: 1 Tess 4, 13-18

Evangelho: Mt 25,1-13

Mensagem:

O ensinamento da parábola das “virgens loucas e prudentes” desloca o centro de preocupações dos discípulos e, neles, o de todos os que se preocupam com o futuro. Mais do que saber quando e como acontece, importa estar preparado e vigilante, saber agir a tempo, tomar providências adequadas, alimentar a chama da esperança, aguentar os desafios da “noite” que parece interminável, manter-se activo e interveniente, ir ao encontro da “notícia” que pode surpreender-nos. Eis que chega Aquele por quem ansiamos. Está aí, não o vedes?
Os sinais de que se reveste são acessíveis… e surge o cortejo da bondade e paciência de tantos, a disponibilidade e beneficência de muitos, o despojamento voluntário de si e dos bens de alguns, a crescente sensibilidade social pelo que a todos diz respeito. Mas, os contra-sinais também são visíveis e interpelantes: a dormência e apatia, o frenesim de sorver o presente fugaz, o adiamento da resposta às questões existenciais que a consciência coloca, o ziguezague de quem faz opções “a la carte”, o culto da aparência de circunstância., a supremacia do económico sobre o social e consequente crise de valores que deixam perceber o desnorteio de quem devia ter um rumo certo e um ideal comum mobilizador.

Os sinais apontam e, por vezes, contêm a realidade. Como a semente em relação à árvore. A plenitude acontecerá no encontro do noivo que vem e da humanidade que vai, na comunhão da oferta divina com o desejo humano, na festa do amor, tão expressivamente simbolizada no cerimonial judaico das núpcias, no rito do casamento civil, no ritual do matrimónio cristão. De facto, o sinal por excelência do reino de Deus tem a ver com o amor conjugal hetero-sexual, com a sabedoria do coração, com a vigilância prudente, com a espera atenta e paciente, sobretudo nas noites de tempestade relacional, com o perdão reconciliador, com a aceitação inteligente do noivo – Jesus ressuscitado - que chega e quer abençoar todos os esforços generosos. A abundância do azeite e a intensidade da luz manifestam a exuberância da festa a que estamos chamados no futuro e se realiza, agora, de modo sacramental na Eucaristia dominical.

Fonte: reflexão/comentário realizado pelo Pe. Georgino Rocha (adaptação)

terça-feira, 1 de novembro de 2011

De Novo Juntos com Jesus

Assim como Pedro, Tiago e João, nós também te dizemos...
...Mestre como é bom estarmos aqui.

Quero estar sempre contigo
Oh Jesus meu doce bem
És o meu melhor amigo
Conta comigo também.

(clique na imagem para ampliar)

2º Ano de Catequese de Soutelo

domingo, 30 de outubro de 2011

A Alegria de Crer

(clique na imagem para ampliar)

10º Ano de Catequese de Fradelos

Mordomia da Festa de S. Vicente - 2012

  • Paulo Sérgio Lopes Assunção – Côche
  • Manuel Alberto – Fradelos
  • Albano Esteves – Soutelo
  • José Augusto Rodrigues Gomes – Estrada
  • Sérgio Manuel Fontoura Pereira – Casaldima
  • Manuel Augusto Católico Branco – Côche
  • Sérgio Miguel Martins Costa – Escusa
  • João Almeida – Soutelo
  • Manuel Gonçalves – Souto
  • Ricardo Manuel da Costa Pinho – Outeirinho

sábado, 29 de outubro de 2011

XXXI Domingo do Tempo Comum - 30 de Outubro

Tema: "Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado"

1ª Leitura: Mal 1, 14b-2, 2b. 8-10

2ª Leitura: 1 Tes 2, 7b-9.13

Evangelho: Mt 23,1-12

Mensagem:
Entre os discípulos de Jesus, a relação é de irmãos e a máxima dignidade é o serviço: quanto mais serviço prestado, maior dignidade; quanto maior for a dignidade, maior é o serviço pedido. Aquele que se eleva ou se orgulha a si mesmo será humilhado por Deus, e aquele que se humilha diante dele será exaltado.



 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

domingo, 23 de outubro de 2011

XXX Domingo do Tempo Comum - 23 de Outubro

Tema: Amarás ao Senhor, teu Deus, e ao teu próximo como a ti mesmo

1ª Leitura:  Ex 22,20-26

2ª Leitura:  1 Tes 1,5c-10

Evangelho: Mt 22, 33-40


Mensagem:
«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Entende-se a pergunta feita a Jesus, uma armadilha para tentar desacreditá-lo. Aparentemente, Jesus limita-se a citar dois textos do Antigo Testamento: o Shemá (Dt 6,5) que todo o judeu recita pelo menos ao acordar e ao deitar: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente» e o Lv 19,18: «Amarás ao teu próximo como a ti mesmo». Porém, a novidade total está em aproximar de tal forma um do outro que os torna inseparáveis. Mais ainda: «Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas», isto é, a revelação da vontade de Deus. Neste duplo mandamento do amor a vontade de Deus, testemunhada pela lei e pelos profetas tem a sua máxima e completa expressão.

Este princípio dá sentido e unidade a toda a revelação bíblica no seu aspecto normativo. Por isso, Mateus refere a acusação de Jesus aos fariseus, pois eles são escrupulosos em observar prescrições minuciosas da lei, esquecendo o fundamental: a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23,23; 15,6).

Toda a revelação histórica da vontade de Deus encontra a sua consistência e unidade no amor íntegro a ele como único Senhor e no amor activo e desinteressado para com o próximo. A perfeição dos discípulos consiste em reproduzir neste estilo de amor a sua relação filial para com o Pai que está nos céus (Mt 5,43.48).

 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Somos um Grupo com Jesus

(clique na imagem para ampliar)

7º Ano de Catequese de Albergaria-a-Nova

domingo, 16 de outubro de 2011

XXIX Domingo do Tempo Comum - 16 de Outubro

Tema: "Restituí, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus a Deus"

1ª Leitura: Is 45, 1.4-6

2ª Leitura: 1 Tes 1, 1-5

Evangelho: Mt 22,15-21



Mensagem:

A questão do tributo ao imperador envolve um aspecto político e um aspecto religioso. O pagamento do tributo que cada judeu devia pagar é um sinal de submissão ao poder estrangeiro. Mas isto implica um problema religioso porque o imperador de Roma é um rei pagão que, considerando-se a si mesmo divino, reivindica uma forma de reconhecimento e de culto que aos olhos dos judeus é idolátrico e perverso. A recusa da dominação romana, sendo geral, era levada ao extremo pelos revolucionários fanáticos chamados zelotes que optavam pela luta armada, em estilo de guerrilha, e continuamente organizavam investidas contra os cobradores de impostos e cometiam assassínios políticos.

A pergunta posta a Jesus revela os escrúpulos religiosos dos fariseus mas, a mesmo tempo, revela a sua intenção, juntamente com os herodianos, de envolver Jesus na questão pró ou contra o poder romano de ocupação. O próprio evangelista alerta o leitor: os seus interlocutores «queriam apanhá-lo em falta na palavra», isto é, queriam comprometê-lo de qualquer maneira. Se fosse a favor do tributo, era acusado de colaboracionista e de ir contra o Deus de Israel, Yahweh; se fosse contra o tributo, era acusado de revolucionário, inimigo do império romano.

Jesus escapa à armadilha que lhe estendem fazendo-lhes uma outra pergunta sobre um facto que parece banal mas que na sua evidência não consente sofismas ideológicos. Para isso, Jesus pede que lhe mostrem uma moeda do tributo, o que significa que ele não tem nenhuma. Perante o denário de prata, unidade do sistema monetário romano, com o qual se paga o tributo ao imperador, ele pergunta: «De quem é esta imagem e a inscrição?».

A conclusão que Jesus tira parece óbvia. Os herodianos estavam de acordo na escolha pragmática de pagar as taxas ao imperador. Mas, por isso mesmo, eram olhados como colaboracionistas. Os fariseus estavam de acordo em reconhecer o princípio de fidelidade a Deus, único Senhor. Mas os zelotes, em nome deste princípio pregavam a necessidade de recusar o tributo e de combater o poder romano.

A originalidade de Jesus está em conjugar a escolha pragmática de pagar as taxas a César com a opção religiosa da fidelidade a Deus. O que pertence a César está bem definido: o denário, símbolo do poder político e administrativo, que tem a «imagem» de César. O que pertence a Deus pode ser determinado a partir do conceito de Deus que todo o Evangelho oferece tendo como pano de fundo a tradição bíblica. «Escuta, Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é único…» (Dt 6,4-5; Mt 22,37). A íntegra e total entrega a Deus, único Senhor, não admite compromissos e partilha com qualquer outro «senhor» ou poder concorrente. O ser humano, na medida em que é «imagem e semelhança» de Deus (Gn 1,26-27), só a Deus pertence e, por isso, deve ser restituído a Deus.

"Tributo a César" (1635) de Bernardo Strozzi
Pintura exposta no Museu das Belas Artes, Budapeste


 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro   

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ano Pastoral 2011-2012

Veja a mensagem de D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, para toda a Diocese de Aveiro, no início de mais um Ano Pastoral. Este ano 2011-2012 será inteiramente centrado na Família.

sábado, 8 de outubro de 2011

Somos os Novos Amigos de Jesus



No dia 03 de Outubro de 2011 fomos à catequese pela 1ª vez.

Na catequese conhecemos as nossas catequistas, os novos amigos e recebemos o nosso catecismo que se chama “JESUS GOSTA DE MIM”.

Agora sabemos que JESUS gosta muito de nós e que é nosso amigo. Nós, o 1º ano de catequese do centro, também vamos aprender a gostar de JESUS.

Somos os novos amigos de Jesus. Queremos conhecê-Lo, e por isso estamos na catequese.

1º Ano de Catequese do Centro


XXVIII Domingo do Tempo Comum - 9 de Outubro

Tema: "Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos."

1ª Leitura
: Is 25, 6-10a

2ª Leitura:
Flp 4, 12-14, 19-20;

Evangelho: Mt 22, 1-14


Mensagem:

Jesus dirige-se uma vez mais aos responsáveis do judaísmo com uma parábola polémica na linha da anterior em que os vinhateiros ultrajaram e mataram os servos enviados e, por fim, o filho do dono da vinha. Esta imagem de violência vai encontrar eco na nova parábola: um grupo de convidados não só rejeita o convite do rei, mas ultraja e mata os servos. Tendo em conta a simetria das situações, somos tentados a identificar os servos enviados pelo rei, como na parábola anterior, com os profetas que em nome de Deus fazem a proposta de salvação – banquete nupcial – ao povo de Israel.

A imagem do banquete era, na cultura da época, entendido como lugar do encontro, de comunhão. Era também uma maneira de confirmar a categoria social de cada família pela categoria dos convidados. Por outro lado, ser convidado por uma pessoa muito importante era considerado uma grande honra. O convite feito por um rei era irrecusável, sob pena de se tornar uma ofensa bastante grave. No caso da nossa parábola, já não se trata de mera recusa mas de guerra aberta com a morte dos servos.

Um elemento decisivo para a interpretação da parábola proposta por Mateus é a reacção do rei indignado: «Mandando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e incendiou a sua cidade». É fácil reconhecer aqui uma clara referência à destruição da cidade de Jerusalém no ano 70 d.C.. Tendo isto em conta, devemos ver nos servos enviados pelo rei não uma referência aos profetas mas aos missionários cristãos que, efectivamente, foram rejeitados, perseguidos e mortos.

Sempre nesta linha, o terceiro envio dos servos, depois da punição dos primeiros convidados, refere-se á missão junto dos pagãos. Estes tomam o lugar dos judeus que, com a sua recusa, se demonstraram indignos do banquete nucpial. Na nova missão, o objectivo é reunir todos aqueles que se encontram, maus e bons, desde que aceitem o convite.

Mas os novos convocados pela nova missão cristã não podem ter ilusões. Se na comunidade actual existem agora «maus e bons», não será assim no final pois o juízo de separação será feito. Por isso, Mateus actualizou a parábola original, completando-a com a sequência final da inspecção do rei à sala do banquete em que encontra um convidado sem a veste nupcial, pelo que é posto fora. O sentido do traje nupcial exigido para o banquete das núpcias do «Cordeiro» é a coerência entre fé e vida, entre palavras e obras, isto é, uma fidelidade activa. Não basta dizer sim ao chamamento: é necessário estar em condições de poder ser escolhido.


Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

XXVII Domingo do Tempo Comum - 2 de Outubro

Tema: Parábola dos Vinhateiros

1ª Leitura
: Is 5, 1-7

2ª Leitura:
Flp 4, 6-9

Evangelho: Mt 21, 33-43

Mensagem:

"A Morte do Herdeiro" (1894) de J. J. Tissot
Pintura exposta no Brooklyn Museumv (Nova York)
Os interlocutores de Jesus continuam a ser os mesmos do domingo passado: príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo, no fundo os representantes do culto e do povo.

A parábola apresentada neste Domingo parte duma imagem bem conhecida dos ouvintes de Jesus e dos leitores de Mateus. O dado inicial da vinha plantada com todo o cuidado e atenção foi transcrito com a linguagem tomada literalmente do canto da vinha do profeta Isaías (5,1-7). A mudança está em quem trabalha na vinha. Não é o proprietário, como em Isaías, mas vinhateiros a quem o proprietário a alugou, esperando receber a percentagem habitual da colheita, conforme foi, naturalmente acordado.

Facilmente nos apercebemos que estamos perante uma alegoria que apresenta a história da salvação. A vinha representa Israel, o Povo de Deus. O proprietário é Deus. Os vinhateiros são os chefes religiosos, que deviam cuidar da vinha e fazer com que ela produzisse frutos. Os servos enviados são os profetas antes e depois do exílio da Babilónia a quem os chefes, a maior parte das vezes, perseguiram, apedrejaram e mataram. O Filho lançado fora da vinha (fora da muralhas de Jerusalém) e morto é Jesus. De facto, Jesus está a contar esta parábola a poucos dias da sua morte que já tinha sido decidida precisamente pelos seus ouvintes.

Quem ouve uma história destas vai passando da perplexidade à fúria em relação à atitude tomada pelos vinhateiros. Não bastou negarem-se a dar aquilo com que se comprometeram como, de maneira arrogante e criminosa, se arvoraram em donos da vinha. «Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». A resposta dada pelos ouvintes de Jesus: «Fará morrer miseravelmente aqueles malvados e dará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida», serve de mote para Jesus se dirigir directamente a eles. Por detrás da morte miserável dos «vinhateiros» está a tomada e destruição da cidade de Jerusalém, no ano 70, que causou uma enorme carnificina.

Uma outra conclusão da parábola parte do Salmo 118,22 que se refere ao Messias e ao templo: o filho, rejeitado e morto é como a pedra rejeitada pelos construtores mas posta por Deus como pedra angular e de alicerce da nova construção. Os novos vinhateiros são apresentados como um «povo» contraposto ao primeiro que foi infiel. Este povo não se identifica simplemente com os pagãos convertidos mas é todo o povo messiânico, com hebreus e pagãos, fundado sobre a pedra angular que é Cristo ressuscitado. Os frutos do Reino de Deus podem ser identificados com a «justiça» que os discípulos devem procurar como valor prioritário: uma justiça que consiste na realização perseverante da vontade do Pai.



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

XXVI Domingo do Tempo Comum - 25 de Setembro

Tema: "Qual dos dois fez a vontade do Pai?"

1ª Leitura: Ez 18, 25-28

2ª Leitura: Flp 2, 1-11

Evangelho: Mt 21 28-32


Mensagem:
Com a história dos dois filhos que respondem de modo diferente à vontade do pai, Jesus faz com os seus interlocutores entrem na lógica das suas escolhas preferenciais pelos pecadores, representados pelo primeiro filho, inicialmente longe da vontade da vontade do Pai, mas que acabam por cumprir a vontade de Deus ao converterem-se. O segundo filho representa o grupo dos judeus observantes que respondem imediatamente: "Eu (vou), Senhor!", numa resposta formalista que, de facto, não está de acordo com a vontade de Deus.

A segunda parte do texto tira as consequências desta parábola e toma como ponto de referência, uma vez mais, a pregação e a actividade penitencial de João Baptista, que veio no caminho da justiça. Sabemos que, no evangelho de Mateus de modo particular, o termo "justiça" tem o significado de "vontade de Deus".

Muita gente, considerada pecadora perante a lei judaica, a que se juntam também as prostitutas, ouvindo a pregação de João, foi capaz de mudar de vida, arrependendo-se da sua conduta. Porém, os judeus observantes e as autoridades religiosas não só não foram capazes de reconhecer o significado religioso da missão de João como se mantiveram longe daquele movimento de conversão. Tendo isto em conta, percebemos bem a afirmação dura de Jesus: "Os publicanos e as prostitutas vão preceder-vos no Reino de Deus".

É natural que Mateus, ao apresentar esta parábola aos seus leitores, esteja a pensar na realidade da recusa do Evangelho por parte dos judeus e na aceitação por parte dos pagãos e ainda a alertar alguns membros da comunidade que se contentam com uma declaração formal da sua fé, que não encontra eco nas suas vidas. Continua, assim, a lembrar aos cristãos que nem todo o que me diz: "Senhor, Senhor" entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus e que a nova família de Jesus, isto é, os verdadeiros membros da comunidade são aqueles que fazem a vontade do Pai que está nos céus.


Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)