domingo, 23 de outubro de 2011

XXX Domingo do Tempo Comum - 23 de Outubro

Tema: Amarás ao Senhor, teu Deus, e ao teu próximo como a ti mesmo

1ª Leitura:  Ex 22,20-26

2ª Leitura:  1 Tes 1,5c-10

Evangelho: Mt 22, 33-40


Mensagem:
«Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?». Entende-se a pergunta feita a Jesus, uma armadilha para tentar desacreditá-lo. Aparentemente, Jesus limita-se a citar dois textos do Antigo Testamento: o Shemá (Dt 6,5) que todo o judeu recita pelo menos ao acordar e ao deitar: «Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente» e o Lv 19,18: «Amarás ao teu próximo como a ti mesmo». Porém, a novidade total está em aproximar de tal forma um do outro que os torna inseparáveis. Mais ainda: «Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas», isto é, a revelação da vontade de Deus. Neste duplo mandamento do amor a vontade de Deus, testemunhada pela lei e pelos profetas tem a sua máxima e completa expressão.

Este princípio dá sentido e unidade a toda a revelação bíblica no seu aspecto normativo. Por isso, Mateus refere a acusação de Jesus aos fariseus, pois eles são escrupulosos em observar prescrições minuciosas da lei, esquecendo o fundamental: a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23,23; 15,6).

Toda a revelação histórica da vontade de Deus encontra a sua consistência e unidade no amor íntegro a ele como único Senhor e no amor activo e desinteressado para com o próximo. A perfeição dos discípulos consiste em reproduzir neste estilo de amor a sua relação filial para com o Pai que está nos céus (Mt 5,43.48).

 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro  (adaptação)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Somos um Grupo com Jesus

(clique na imagem para ampliar)

7º Ano de Catequese de Albergaria-a-Nova

domingo, 16 de outubro de 2011

XXIX Domingo do Tempo Comum - 16 de Outubro

Tema: "Restituí, pois, o que é de César a César, e o que é de Deus a Deus"

1ª Leitura: Is 45, 1.4-6

2ª Leitura: 1 Tes 1, 1-5

Evangelho: Mt 22,15-21



Mensagem:

A questão do tributo ao imperador envolve um aspecto político e um aspecto religioso. O pagamento do tributo que cada judeu devia pagar é um sinal de submissão ao poder estrangeiro. Mas isto implica um problema religioso porque o imperador de Roma é um rei pagão que, considerando-se a si mesmo divino, reivindica uma forma de reconhecimento e de culto que aos olhos dos judeus é idolátrico e perverso. A recusa da dominação romana, sendo geral, era levada ao extremo pelos revolucionários fanáticos chamados zelotes que optavam pela luta armada, em estilo de guerrilha, e continuamente organizavam investidas contra os cobradores de impostos e cometiam assassínios políticos.

A pergunta posta a Jesus revela os escrúpulos religiosos dos fariseus mas, a mesmo tempo, revela a sua intenção, juntamente com os herodianos, de envolver Jesus na questão pró ou contra o poder romano de ocupação. O próprio evangelista alerta o leitor: os seus interlocutores «queriam apanhá-lo em falta na palavra», isto é, queriam comprometê-lo de qualquer maneira. Se fosse a favor do tributo, era acusado de colaboracionista e de ir contra o Deus de Israel, Yahweh; se fosse contra o tributo, era acusado de revolucionário, inimigo do império romano.

Jesus escapa à armadilha que lhe estendem fazendo-lhes uma outra pergunta sobre um facto que parece banal mas que na sua evidência não consente sofismas ideológicos. Para isso, Jesus pede que lhe mostrem uma moeda do tributo, o que significa que ele não tem nenhuma. Perante o denário de prata, unidade do sistema monetário romano, com o qual se paga o tributo ao imperador, ele pergunta: «De quem é esta imagem e a inscrição?».

A conclusão que Jesus tira parece óbvia. Os herodianos estavam de acordo na escolha pragmática de pagar as taxas ao imperador. Mas, por isso mesmo, eram olhados como colaboracionistas. Os fariseus estavam de acordo em reconhecer o princípio de fidelidade a Deus, único Senhor. Mas os zelotes, em nome deste princípio pregavam a necessidade de recusar o tributo e de combater o poder romano.

A originalidade de Jesus está em conjugar a escolha pragmática de pagar as taxas a César com a opção religiosa da fidelidade a Deus. O que pertence a César está bem definido: o denário, símbolo do poder político e administrativo, que tem a «imagem» de César. O que pertence a Deus pode ser determinado a partir do conceito de Deus que todo o Evangelho oferece tendo como pano de fundo a tradição bíblica. «Escuta, Israel, o Senhor é o nosso Deus, o Senhor é único…» (Dt 6,4-5; Mt 22,37). A íntegra e total entrega a Deus, único Senhor, não admite compromissos e partilha com qualquer outro «senhor» ou poder concorrente. O ser humano, na medida em que é «imagem e semelhança» de Deus (Gn 1,26-27), só a Deus pertence e, por isso, deve ser restituído a Deus.

"Tributo a César" (1635) de Bernardo Strozzi
Pintura exposta no Museu das Belas Artes, Budapeste


 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro   

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ano Pastoral 2011-2012

Veja a mensagem de D. António Francisco dos Santos, Bispo de Aveiro, para toda a Diocese de Aveiro, no início de mais um Ano Pastoral. Este ano 2011-2012 será inteiramente centrado na Família.

sábado, 8 de outubro de 2011

Somos os Novos Amigos de Jesus



No dia 03 de Outubro de 2011 fomos à catequese pela 1ª vez.

Na catequese conhecemos as nossas catequistas, os novos amigos e recebemos o nosso catecismo que se chama “JESUS GOSTA DE MIM”.

Agora sabemos que JESUS gosta muito de nós e que é nosso amigo. Nós, o 1º ano de catequese do centro, também vamos aprender a gostar de JESUS.

Somos os novos amigos de Jesus. Queremos conhecê-Lo, e por isso estamos na catequese.

1º Ano de Catequese do Centro


XXVIII Domingo do Tempo Comum - 9 de Outubro

Tema: "Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos."

1ª Leitura
: Is 25, 6-10a

2ª Leitura:
Flp 4, 12-14, 19-20;

Evangelho: Mt 22, 1-14


Mensagem:

Jesus dirige-se uma vez mais aos responsáveis do judaísmo com uma parábola polémica na linha da anterior em que os vinhateiros ultrajaram e mataram os servos enviados e, por fim, o filho do dono da vinha. Esta imagem de violência vai encontrar eco na nova parábola: um grupo de convidados não só rejeita o convite do rei, mas ultraja e mata os servos. Tendo em conta a simetria das situações, somos tentados a identificar os servos enviados pelo rei, como na parábola anterior, com os profetas que em nome de Deus fazem a proposta de salvação – banquete nupcial – ao povo de Israel.

A imagem do banquete era, na cultura da época, entendido como lugar do encontro, de comunhão. Era também uma maneira de confirmar a categoria social de cada família pela categoria dos convidados. Por outro lado, ser convidado por uma pessoa muito importante era considerado uma grande honra. O convite feito por um rei era irrecusável, sob pena de se tornar uma ofensa bastante grave. No caso da nossa parábola, já não se trata de mera recusa mas de guerra aberta com a morte dos servos.

Um elemento decisivo para a interpretação da parábola proposta por Mateus é a reacção do rei indignado: «Mandando as suas tropas, exterminou aqueles assassinos e incendiou a sua cidade». É fácil reconhecer aqui uma clara referência à destruição da cidade de Jerusalém no ano 70 d.C.. Tendo isto em conta, devemos ver nos servos enviados pelo rei não uma referência aos profetas mas aos missionários cristãos que, efectivamente, foram rejeitados, perseguidos e mortos.

Sempre nesta linha, o terceiro envio dos servos, depois da punição dos primeiros convidados, refere-se á missão junto dos pagãos. Estes tomam o lugar dos judeus que, com a sua recusa, se demonstraram indignos do banquete nucpial. Na nova missão, o objectivo é reunir todos aqueles que se encontram, maus e bons, desde que aceitem o convite.

Mas os novos convocados pela nova missão cristã não podem ter ilusões. Se na comunidade actual existem agora «maus e bons», não será assim no final pois o juízo de separação será feito. Por isso, Mateus actualizou a parábola original, completando-a com a sequência final da inspecção do rei à sala do banquete em que encontra um convidado sem a veste nupcial, pelo que é posto fora. O sentido do traje nupcial exigido para o banquete das núpcias do «Cordeiro» é a coerência entre fé e vida, entre palavras e obras, isto é, uma fidelidade activa. Não basta dizer sim ao chamamento: é necessário estar em condições de poder ser escolhido.


Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro 

terça-feira, 4 de outubro de 2011

XXVII Domingo do Tempo Comum - 2 de Outubro

Tema: Parábola dos Vinhateiros

1ª Leitura
: Is 5, 1-7

2ª Leitura:
Flp 4, 6-9

Evangelho: Mt 21, 33-43

Mensagem:

"A Morte do Herdeiro" (1894) de J. J. Tissot
Pintura exposta no Brooklyn Museumv (Nova York)
Os interlocutores de Jesus continuam a ser os mesmos do domingo passado: príncipes dos sacerdotes e anciãos do povo, no fundo os representantes do culto e do povo.

A parábola apresentada neste Domingo parte duma imagem bem conhecida dos ouvintes de Jesus e dos leitores de Mateus. O dado inicial da vinha plantada com todo o cuidado e atenção foi transcrito com a linguagem tomada literalmente do canto da vinha do profeta Isaías (5,1-7). A mudança está em quem trabalha na vinha. Não é o proprietário, como em Isaías, mas vinhateiros a quem o proprietário a alugou, esperando receber a percentagem habitual da colheita, conforme foi, naturalmente acordado.

Facilmente nos apercebemos que estamos perante uma alegoria que apresenta a história da salvação. A vinha representa Israel, o Povo de Deus. O proprietário é Deus. Os vinhateiros são os chefes religiosos, que deviam cuidar da vinha e fazer com que ela produzisse frutos. Os servos enviados são os profetas antes e depois do exílio da Babilónia a quem os chefes, a maior parte das vezes, perseguiram, apedrejaram e mataram. O Filho lançado fora da vinha (fora da muralhas de Jerusalém) e morto é Jesus. De facto, Jesus está a contar esta parábola a poucos dias da sua morte que já tinha sido decidida precisamente pelos seus ouvintes.

Quem ouve uma história destas vai passando da perplexidade à fúria em relação à atitude tomada pelos vinhateiros. Não bastou negarem-se a dar aquilo com que se comprometeram como, de maneira arrogante e criminosa, se arvoraram em donos da vinha. «Quando vier o dono da vinha, que fará àqueles vinhateiros?». A resposta dada pelos ouvintes de Jesus: «Fará morrer miseravelmente aqueles malvados e dará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida», serve de mote para Jesus se dirigir directamente a eles. Por detrás da morte miserável dos «vinhateiros» está a tomada e destruição da cidade de Jerusalém, no ano 70, que causou uma enorme carnificina.

Uma outra conclusão da parábola parte do Salmo 118,22 que se refere ao Messias e ao templo: o filho, rejeitado e morto é como a pedra rejeitada pelos construtores mas posta por Deus como pedra angular e de alicerce da nova construção. Os novos vinhateiros são apresentados como um «povo» contraposto ao primeiro que foi infiel. Este povo não se identifica simplemente com os pagãos convertidos mas é todo o povo messiânico, com hebreus e pagãos, fundado sobre a pedra angular que é Cristo ressuscitado. Os frutos do Reino de Deus podem ser identificados com a «justiça» que os discípulos devem procurar como valor prioritário: uma justiça que consiste na realização perseverante da vontade do Pai.



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

XXVI Domingo do Tempo Comum - 25 de Setembro

Tema: "Qual dos dois fez a vontade do Pai?"

1ª Leitura: Ez 18, 25-28

2ª Leitura: Flp 2, 1-11

Evangelho: Mt 21 28-32


Mensagem:
Com a história dos dois filhos que respondem de modo diferente à vontade do pai, Jesus faz com os seus interlocutores entrem na lógica das suas escolhas preferenciais pelos pecadores, representados pelo primeiro filho, inicialmente longe da vontade da vontade do Pai, mas que acabam por cumprir a vontade de Deus ao converterem-se. O segundo filho representa o grupo dos judeus observantes que respondem imediatamente: "Eu (vou), Senhor!", numa resposta formalista que, de facto, não está de acordo com a vontade de Deus.

A segunda parte do texto tira as consequências desta parábola e toma como ponto de referência, uma vez mais, a pregação e a actividade penitencial de João Baptista, que veio no caminho da justiça. Sabemos que, no evangelho de Mateus de modo particular, o termo "justiça" tem o significado de "vontade de Deus".

Muita gente, considerada pecadora perante a lei judaica, a que se juntam também as prostitutas, ouvindo a pregação de João, foi capaz de mudar de vida, arrependendo-se da sua conduta. Porém, os judeus observantes e as autoridades religiosas não só não foram capazes de reconhecer o significado religioso da missão de João como se mantiveram longe daquele movimento de conversão. Tendo isto em conta, percebemos bem a afirmação dura de Jesus: "Os publicanos e as prostitutas vão preceder-vos no Reino de Deus".

É natural que Mateus, ao apresentar esta parábola aos seus leitores, esteja a pensar na realidade da recusa do Evangelho por parte dos judeus e na aceitação por parte dos pagãos e ainda a alertar alguns membros da comunidade que se contentam com uma declaração formal da sua fé, que não encontra eco nas suas vidas. Continua, assim, a lembrar aos cristãos que nem todo o que me diz: "Senhor, Senhor" entrará no Reino do Céu, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus e que a nova família de Jesus, isto é, os verdadeiros membros da comunidade são aqueles que fazem a vontade do Pai que está nos céus.


Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

domingo, 18 de setembro de 2011

Informação

No próximo dia 28 de Setembro, pelas 21h, decorrerá a Assembleia Arciprestal no Salão Paroquial de Albergaria, na qual estão convidados a participar todos os agentes de pastoral das várias Paróquias do Arciprestado.

Assim, a formação para catequistas não decorrerá nesse dia conforme estava inicialmente previsto.

Leitores do Centro da Igreja - Setembro

XXV Domingo do Tempo Comum - 18 de Setembro

Tema: "Os últimos serão os primeiros e os primeiros últimos"

1ª Leitura: Is 55, 6-9

2ª Leitura: Flp 1, 20c-24.27a

Evangelho:
Mt 20, 1-16a


Mensagem:
A parábola dos operários contratados para trabalhar na vinha em diversas horas do dia pode criar dificuldades aos leitores que, colocando-se do lado dos trabalhadores da primeira hora, consideram injusto o que fez o dono da vinha e, em última análise, contestam a atitude de Deus.

Com os da primeira hora, o dono da vinha ajustou um denário por dia. Com os seguintes ficou acordado "o que for justo". Com os da última hora nada foi acordado nem prometido. Mais surpreendente é o sistema de pagamento em que os da primeira hora podem constatar que os da última hora recebem o mesmo que foi acordado com eles: um denário, que efectivamente lhes é dado. Parece ser injusto mas, efectivamente, não é. "Não acordaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai…". O dono da vinha age numa perspectiva de bondade e generosidade: os da última hora têm o mesmo direito a viver. Não trabalharam mais apenas porque ninguém os contratou.

O único dinheiro que é dado a todos é o reino dos céus que Jesus trouxe sobre a terra; é a possibilidade de entrar a fazer parte da salvação messiânica. A parábola começa por dizer: "O reino dos céus é semelhante a um homem proprietário…".

O problema é, uma vez mais, o da posição de hebreus e pagãos, de justos e pecadores, em relação à salvação anunciada por Jesus. Jesus apresenta, uma vez mais, um Deus diferente: não um Deus tipo comerciante que paga a cada um conforme as acções, estabelecendo diferenças de tratamento, mas um Deus que é um pai bondoso, acolhedor.

Mesmo se os pagãos (e os pecadores, os publicanos, as prostitutas, etc.) só com a pregação de Jesus se decidiram por Deus, enquanto estavam longe, nem por isso ocuparão no reino uma posição diferente e inferior. Também eles se sentarão à mesma mesa e gozarão da plenitude dos bens messiânicos. E mais: porque muitas vezes eles se mostram mais prontos a acolher o Evangelho, ao contrário dos justos da primeira hora, realiza-se o que Jesus diz na conclusão da parábola: "os últimos serão os primeiros e os primeiros últimos".

"Parábola dos Trabalhadores na Vinha" (1647-1649) de Salomon Koninck
Pintura exposta no Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia
 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

domingo, 11 de setembro de 2011

XXIV Domingo do Tempo Comum - 11 de Setembro

Tema: "Não devias também tu ter piedade do teu companheiro?"

1ª Leitura: Sir 27,33-28,9

2ª Leitura: Rom 14,7-9

Evangelho: Mt 18, 21-35

Mensagem:
A parábola contada por Jesus é construída à volta da imagem da dívida e dos devedores que exprime a relação primeiro entre rei/senhor e o seu funcionário e, depois, entre este e um seu companheiro. O Acento da história está no contraste entre o modo de agir do rei e o do seu servo perdoado. Tal contraste é salientado pela enorme desproporção entre a dívida do primeiro para com o seu senhor e a dívida que o companheiro tinha: 10.000 talentos para cem denários. Apresentando estes números em salários mensais da época: 2 400 000 salários mensais para 2,5 salários, temos um contraste enorme.

O primeiro servo recebe um perdão inesperado que, de facto, é a única saída para uma situação impossível de resolver doutra forma. Por isso o seu modo de agir para com o companheiro torna-se desapiedado, incompreensível para quem acabou de ser perdoado. É precisamente aqui que assenta o novo encontro entre o servo e o seu senhor: «Não devias também tu ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?».

Deus é sempre apresentado como o modelo: na perfeição, na compaixão, no perdão. Em Jesus, nas suas palavras e gestos a favor dos pecadores revela-se de modo definitivo o perdão esperado para os tempos messiânicos. Ao anunciar o perdão gratuito de Deus, Mateus recomenda à sua comunidade o perdão fraterno. Este perdão recebido de Deus de modo gratuito e inesperado é o modelo do perdão que deve caracterizar as relações na comunidade cristã.

Mas o texto termina, chamando a atenção para o juízo último que será de condenação para quem não realizou a misericórdia na forma de perdão fraterno: «Assim também o meu Pai celeste fará a cada um de vós se não perdoardes de coração ao vosso irmão». O ensino de Jesus já tinha sido claro: «se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes…» (Mt 6,14-15). Numa comunidade onde há pequenos e grandes, bons e maus, pecadores e fiéis, irmãos em crise e extraviados, o estatuto fundamental é o do amor que se exprime em atitudes de reconciliação e de perdão.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

XXIII Domingo do Tempo Comum - 4 de Setembro

Tema: "Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu"

1ª Leitura: Ez 33,7-9

2ª Leitura: Rom 13,8-10

Evangelho: Mt 18,15-20


Mensagem:
A liturgia deste domingo sugere-nos uma reflexão sobre a nossa responsabilidade face aos irmãos que nos rodeiam. Afirma, claramente, que ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão e que todos somos responsáveis uns pelos outros.

A primeira leitura fala-nos do profeta como uma “sentinela”, que Deus colocou a vigiar a cidade dos homens. Atento aos projectos de Deus e à realidade do mundo, o profeta apercebe-se daquilo que está a subverter os planos de Deus e a impedir a felicidade dos homens. Como sentinela responsável alerta, então, a comunidade para os perigos que a ameaçam.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Roma (e de todos os lugares e tempos) a colocar no centro da existência cristã o mandamento do amor. Trata-se de uma “dívida” que temos para com todos os nossos irmãos, e que nunca estará completamente saldada.

O Evangelho deixa clara a nossa responsabilidade em ajudar cada irmão a tomar consciência dos seus erros. Trata-se de um dever que resulta do mandamento do amor. Jesus ensina, no entanto, que o caminho correcto para atingir esse objectivo não passa pela humilhação ou pela condenação de quem falhou, mas pelo diálogo fraterno, leal, amigo, que revela ao irmão que a nossa intervenção resulta do amor.

Fonte: Dehonianos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Festas da Catequese 2011-2012

  • FESTA DO ACOLHIMENTO (1º Ano): 23 de Outubro de 2011
  • FESTA DAS BEM-AVENTURANÇAS (7ºAno): 29 de Janeiro de 2012
  • FESTA DA VIDA (8º Ano): 12 de Fevereiro de 2012
  • BAPTISMO (crianças da Primeira Comunhão): 7 de Abril, Vigília Pascal
  • FESTA DA PALAVRA (4º Ano): 29 de Abril de 2012
  • PRIMEIRA COMUNHÃO (3º Ano): 13 de Maio de 2012 
  • FESTA DAS FAMÍLIAS - DIOCESE: 20 de Maio de 2012
  • FESTA DO PAI-NOSSO (2º Ano): 27 de Maio de 2012
  • CRISMA: 3 de Junho de 2012
  • FESTA DA PROFISSÃO DE FÉ (6º Ano): 7 de Junho 2012 (Corpo de Deus) 
  • FESTA DO COMPROMISSO E FESTA DO ENVIO: 10 de Junho de 2012 (em Albergaria, a partir das 9h00)
  • FESTA GERAL DA CATEQUESE E DA COMUNIDADE: 17 de Junho de 2012
IMPORTANTE:
  • O início da preparação próxima para a recepção do sacramento da Confirmação (ou Crisma), será no dia 13 de Janeiro. 
  • A participação das crianças da nossa Paróquia na Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima, fica a aguardar informações acerca da sua realização, uma vez que no próximo ano o dia 10 de Junho, é um Domingo.

domingo, 28 de agosto de 2011

XXII Domingo do Tempo Comum - 28 de Agosto

Tema: "Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me."

1ª Leitura: Jer 20,7-9

2ª Leitura: Rom 12,1-2

Evangelho: Mt 16,21-27


Mensagem:
O Homem vale na medida em que estiver disposto a enfrentar a dor por amor a Deus. A vida na face da Terra está cheia de dificuldades e sofrimentos; se os abraçarmos com amor, eles virão acompanhados de uma suave alegria, nobilitarão nossos corações e nos prepararão para o Céu; se, pelo contrário, nos deixarmos arrastar pelas paixões, nossa alma insatisfeita e degradada terá encetado as vias do inferno.

Portanto, em união com Nosso Senhor Jesus Cristo, abracemos decididamente a nossa cruz e sigamos o Divino Mestre rumo à glória da eternidade, onde não haverá sequer sombra de padecimento, mas só a felicidade total e imperecível: "Per crucem ad lucem"!

Nos períodos de provações, refugiemo-nos junto ao Santíssimo Sacramento, e recorramos a Nossa Senhora, invocando-A por meio da recitação do Rosário, confiantes em que, finda a noite escura, renascerá com maior esplendor o sol da consolação espiritual

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2011, n. 116

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

XXI Domingo do Tempo Comum - 21 de Agosto

Tema: "Sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja"

1ª Leitura: Is 22, 19-23

2ª Leitura: Rom 11, 33-36

Evangelho:
Mt 16, 13-20

S. Pedro - Catedral de Almudena, Madrid
Mensagem:
"E vós, quem dizeis que Eu sou?" Em nome de todos, com impulso e determinação, foi Pedro que tomou a palavra: "Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo". Solene profissão de fé que, desde então, a Igreja continua a repetir. No dia de hoje, também nós queremos proclamar com íntima convicção: sim, Jesus, Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo! Fazemo-lo com a consciência de que Cristo é o verdadeiro tesouro, pelo qual vale a pena sacrificar tudo; Ele é o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as expectativas mais íntimas do nosso coração. Jesus é o Filho de Deus vivo, o Messias prometido, que veio à terra para oferecer à humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e de amor que habita em cada ser humano. Que grande seria a vantagem para a humanidade, se acolhesse este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!

"Tu és Cristo, Filho de Deus vivo". A esta profissão de fé da parte de Pedro, Jesus responde: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus". É a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão é a realização do grandioso desígnio de Deus, de reunir, em Cristo, toda a humanidade, numa única família. A missão de Pedro e dos seus sucessores é, precisamente, a de servir esta unidade da única Igreja de Deus, formada por judeus e pagãos de todos os povos; o seu ministério indispensável consiste em fazer com que ela nunca se identifique nem com uma única nação, nem com uma só cultura, mas que seja a Igreja de todos os povos, para tornar presente no meio dos homens ─ marcados por inúmeras divisões e contrastes ─ a paz de Deus e a força renovadora do Seu amor. Por conseguinte, servir a unidade interior que provém da paz de Deus, a unidade de quantos, em Jesus Cristo, se tornaram irmãos e irmãs: eis a missão especial do Papa, Bispo de Roma e sucessor de Pedro.

Fonte: Comentário ao Evangelho feito pelo Papa Bento XVI em 24 de Agosto de 2008 

"Cristo entrega as chaves a Pedro" (1481-1482) de Pietro Perugino
Fresco (pormenor) da Capela Sistina, Vaticano


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assunção de Nossa Senhora


"Assunção da Virgem" (1774) de Martin Knoller
Pintura exposta no Museu do Louvre, Paris

A 15 de Agosto celebra-se a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, declarada como dogma da Igreja Católica em 1950. O dogma da Assunção define como verdade que a Mãe de Deus, no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial.

Esta festividade lembra como a Mãe de Jesus Cristo recebeu a recompensa de suas obras, dos seus sofrimentos e virtudes. Não tendo o pecado penetrado nunca na sua alma puríssima, era conveniente que o seu corpo, isento de toda mancha e do qual o Verbo se dignou encarnar, não chegasse a sofrer a corrupção do túmulo. Ela, que durante a vida terrestre desempenhou um papel único e singular, com o dia da gloriosa Assunção começou a ocupar um lugar no céu que a distingue e glorifica.

Apesar da declaração do dogma da Assunção de Nossa Senhora ser contemporâneo e o mais recente dos dogmas marianos, a devoção popular pela Assunção de Maria em corpo e alma aos Céus encontrou suas primeiras manifestações nos primeiros anos do Cristianismo. Padres da Igreja e teólogos expuseram com grande clareza, ao longo dos séculos, o significado da Assunção e sua profunda conexão com as demais verdades já reveladas, muito contribuindo na progressiva divulgação deste privilégio da Virgem Maria. A esses testemunhos litúrgicos e teológicos cabe acrescentar numerosas expressões da piedade popular, entre elas a dedicação de um dos mistérios do Rosário a essa verdade.

Tal consenso eclesial é apontado pelo Papa Pio XII, no dia 1º de Novembro de 1950, numa cerimónia solene na Basílica de S. Pedro, como argumento fundamental para a proclamação dogmática da Assunção. A verdade desta glorificação única e completa da Santíssima Virgem foi declarada, ex cathedra, com as seguintes palavras definitórias:

"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus omnipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".
"Assunção da Virgem Maria" (1600) de Annibale Carracci
Pintura da Igreja Santa Maria del Popolo, Roma