domingo, 18 de setembro de 2011

XXV Domingo do Tempo Comum - 18 de Setembro

Tema: "Os últimos serão os primeiros e os primeiros últimos"

1ª Leitura: Is 55, 6-9

2ª Leitura: Flp 1, 20c-24.27a

Evangelho:
Mt 20, 1-16a


Mensagem:
A parábola dos operários contratados para trabalhar na vinha em diversas horas do dia pode criar dificuldades aos leitores que, colocando-se do lado dos trabalhadores da primeira hora, consideram injusto o que fez o dono da vinha e, em última análise, contestam a atitude de Deus.

Com os da primeira hora, o dono da vinha ajustou um denário por dia. Com os seguintes ficou acordado "o que for justo". Com os da última hora nada foi acordado nem prometido. Mais surpreendente é o sistema de pagamento em que os da primeira hora podem constatar que os da última hora recebem o mesmo que foi acordado com eles: um denário, que efectivamente lhes é dado. Parece ser injusto mas, efectivamente, não é. "Não acordaste comigo um denário? Toma o que é teu e vai…". O dono da vinha age numa perspectiva de bondade e generosidade: os da última hora têm o mesmo direito a viver. Não trabalharam mais apenas porque ninguém os contratou.

O único dinheiro que é dado a todos é o reino dos céus que Jesus trouxe sobre a terra; é a possibilidade de entrar a fazer parte da salvação messiânica. A parábola começa por dizer: "O reino dos céus é semelhante a um homem proprietário…".

O problema é, uma vez mais, o da posição de hebreus e pagãos, de justos e pecadores, em relação à salvação anunciada por Jesus. Jesus apresenta, uma vez mais, um Deus diferente: não um Deus tipo comerciante que paga a cada um conforme as acções, estabelecendo diferenças de tratamento, mas um Deus que é um pai bondoso, acolhedor.

Mesmo se os pagãos (e os pecadores, os publicanos, as prostitutas, etc.) só com a pregação de Jesus se decidiram por Deus, enquanto estavam longe, nem por isso ocuparão no reino uma posição diferente e inferior. Também eles se sentarão à mesma mesa e gozarão da plenitude dos bens messiânicos. E mais: porque muitas vezes eles se mostram mais prontos a acolher o Evangelho, ao contrário dos justos da primeira hora, realiza-se o que Jesus diz na conclusão da parábola: "os últimos serão os primeiros e os primeiros últimos".

"Parábola dos Trabalhadores na Vinha" (1647-1649) de Salomon Koninck
Pintura exposta no Museu Hermitage, São Petersburgo, Rússia
 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

domingo, 11 de setembro de 2011

XXIV Domingo do Tempo Comum - 11 de Setembro

Tema: "Não devias também tu ter piedade do teu companheiro?"

1ª Leitura: Sir 27,33-28,9

2ª Leitura: Rom 14,7-9

Evangelho: Mt 18, 21-35

Mensagem:
A parábola contada por Jesus é construída à volta da imagem da dívida e dos devedores que exprime a relação primeiro entre rei/senhor e o seu funcionário e, depois, entre este e um seu companheiro. O Acento da história está no contraste entre o modo de agir do rei e o do seu servo perdoado. Tal contraste é salientado pela enorme desproporção entre a dívida do primeiro para com o seu senhor e a dívida que o companheiro tinha: 10.000 talentos para cem denários. Apresentando estes números em salários mensais da época: 2 400 000 salários mensais para 2,5 salários, temos um contraste enorme.

O primeiro servo recebe um perdão inesperado que, de facto, é a única saída para uma situação impossível de resolver doutra forma. Por isso o seu modo de agir para com o companheiro torna-se desapiedado, incompreensível para quem acabou de ser perdoado. É precisamente aqui que assenta o novo encontro entre o servo e o seu senhor: «Não devias também tu ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?».

Deus é sempre apresentado como o modelo: na perfeição, na compaixão, no perdão. Em Jesus, nas suas palavras e gestos a favor dos pecadores revela-se de modo definitivo o perdão esperado para os tempos messiânicos. Ao anunciar o perdão gratuito de Deus, Mateus recomenda à sua comunidade o perdão fraterno. Este perdão recebido de Deus de modo gratuito e inesperado é o modelo do perdão que deve caracterizar as relações na comunidade cristã.

Mas o texto termina, chamando a atenção para o juízo último que será de condenação para quem não realizou a misericórdia na forma de perdão fraterno: «Assim também o meu Pai celeste fará a cada um de vós se não perdoardes de coração ao vosso irmão». O ensino de Jesus já tinha sido claro: «se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celeste vos perdoará; se, porém, não perdoardes…» (Mt 6,14-15). Numa comunidade onde há pequenos e grandes, bons e maus, pecadores e fiéis, irmãos em crise e extraviados, o estatuto fundamental é o do amor que se exprime em atitudes de reconciliação e de perdão.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

XXIII Domingo do Tempo Comum - 4 de Setembro

Tema: "Tudo o que ligardes na Terra será ligado no Céu"

1ª Leitura: Ez 33,7-9

2ª Leitura: Rom 13,8-10

Evangelho: Mt 18,15-20


Mensagem:
A liturgia deste domingo sugere-nos uma reflexão sobre a nossa responsabilidade face aos irmãos que nos rodeiam. Afirma, claramente, que ninguém pode ficar indiferente diante daquilo que ameaça a vida e a felicidade de um irmão e que todos somos responsáveis uns pelos outros.

A primeira leitura fala-nos do profeta como uma “sentinela”, que Deus colocou a vigiar a cidade dos homens. Atento aos projectos de Deus e à realidade do mundo, o profeta apercebe-se daquilo que está a subverter os planos de Deus e a impedir a felicidade dos homens. Como sentinela responsável alerta, então, a comunidade para os perigos que a ameaçam.

Na segunda leitura, Paulo convida os cristãos de Roma (e de todos os lugares e tempos) a colocar no centro da existência cristã o mandamento do amor. Trata-se de uma “dívida” que temos para com todos os nossos irmãos, e que nunca estará completamente saldada.

O Evangelho deixa clara a nossa responsabilidade em ajudar cada irmão a tomar consciência dos seus erros. Trata-se de um dever que resulta do mandamento do amor. Jesus ensina, no entanto, que o caminho correcto para atingir esse objectivo não passa pela humilhação ou pela condenação de quem falhou, mas pelo diálogo fraterno, leal, amigo, que revela ao irmão que a nossa intervenção resulta do amor.

Fonte: Dehonianos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Festas da Catequese 2011-2012

  • FESTA DO ACOLHIMENTO (1º Ano): 23 de Outubro de 2011
  • FESTA DAS BEM-AVENTURANÇAS (7ºAno): 29 de Janeiro de 2012
  • FESTA DA VIDA (8º Ano): 12 de Fevereiro de 2012
  • BAPTISMO (crianças da Primeira Comunhão): 7 de Abril, Vigília Pascal
  • FESTA DA PALAVRA (4º Ano): 29 de Abril de 2012
  • PRIMEIRA COMUNHÃO (3º Ano): 13 de Maio de 2012 
  • FESTA DAS FAMÍLIAS - DIOCESE: 20 de Maio de 2012
  • FESTA DO PAI-NOSSO (2º Ano): 27 de Maio de 2012
  • CRISMA: 3 de Junho de 2012
  • FESTA DA PROFISSÃO DE FÉ (6º Ano): 7 de Junho 2012 (Corpo de Deus) 
  • FESTA DO COMPROMISSO E FESTA DO ENVIO: 10 de Junho de 2012 (em Albergaria, a partir das 9h00)
  • FESTA GERAL DA CATEQUESE E DA COMUNIDADE: 17 de Junho de 2012
IMPORTANTE:
  • O início da preparação próxima para a recepção do sacramento da Confirmação (ou Crisma), será no dia 13 de Janeiro. 
  • A participação das crianças da nossa Paróquia na Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima, fica a aguardar informações acerca da sua realização, uma vez que no próximo ano o dia 10 de Junho, é um Domingo.

domingo, 28 de agosto de 2011

XXII Domingo do Tempo Comum - 28 de Agosto

Tema: "Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me."

1ª Leitura: Jer 20,7-9

2ª Leitura: Rom 12,1-2

Evangelho: Mt 16,21-27


Mensagem:
O Homem vale na medida em que estiver disposto a enfrentar a dor por amor a Deus. A vida na face da Terra está cheia de dificuldades e sofrimentos; se os abraçarmos com amor, eles virão acompanhados de uma suave alegria, nobilitarão nossos corações e nos prepararão para o Céu; se, pelo contrário, nos deixarmos arrastar pelas paixões, nossa alma insatisfeita e degradada terá encetado as vias do inferno.

Portanto, em união com Nosso Senhor Jesus Cristo, abracemos decididamente a nossa cruz e sigamos o Divino Mestre rumo à glória da eternidade, onde não haverá sequer sombra de padecimento, mas só a felicidade total e imperecível: "Per crucem ad lucem"!

Nos períodos de provações, refugiemo-nos junto ao Santíssimo Sacramento, e recorramos a Nossa Senhora, invocando-A por meio da recitação do Rosário, confiantes em que, finda a noite escura, renascerá com maior esplendor o sol da consolação espiritual

Fonte: Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2011, n. 116

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

XXI Domingo do Tempo Comum - 21 de Agosto

Tema: "Sobre esta Pedra edificarei a Minha Igreja"

1ª Leitura: Is 22, 19-23

2ª Leitura: Rom 11, 33-36

Evangelho:
Mt 16, 13-20

S. Pedro - Catedral de Almudena, Madrid
Mensagem:
"E vós, quem dizeis que Eu sou?" Em nome de todos, com impulso e determinação, foi Pedro que tomou a palavra: "Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo". Solene profissão de fé que, desde então, a Igreja continua a repetir. No dia de hoje, também nós queremos proclamar com íntima convicção: sim, Jesus, Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo! Fazemo-lo com a consciência de que Cristo é o verdadeiro tesouro, pelo qual vale a pena sacrificar tudo; Ele é o amigo que nunca nos abandona, porque conhece as expectativas mais íntimas do nosso coração. Jesus é o Filho de Deus vivo, o Messias prometido, que veio à terra para oferecer à humanidade a salvação e para satisfazer a sede de vida e de amor que habita em cada ser humano. Que grande seria a vantagem para a humanidade, se acolhesse este anúncio que traz consigo a alegria e a paz!

"Tu és Cristo, Filho de Deus vivo". A esta profissão de fé da parte de Pedro, Jesus responde: "Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno nada poderão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos céus". É a primeira vez que Jesus fala da Igreja, cuja missão é a realização do grandioso desígnio de Deus, de reunir, em Cristo, toda a humanidade, numa única família. A missão de Pedro e dos seus sucessores é, precisamente, a de servir esta unidade da única Igreja de Deus, formada por judeus e pagãos de todos os povos; o seu ministério indispensável consiste em fazer com que ela nunca se identifique nem com uma única nação, nem com uma só cultura, mas que seja a Igreja de todos os povos, para tornar presente no meio dos homens ─ marcados por inúmeras divisões e contrastes ─ a paz de Deus e a força renovadora do Seu amor. Por conseguinte, servir a unidade interior que provém da paz de Deus, a unidade de quantos, em Jesus Cristo, se tornaram irmãos e irmãs: eis a missão especial do Papa, Bispo de Roma e sucessor de Pedro.

Fonte: Comentário ao Evangelho feito pelo Papa Bento XVI em 24 de Agosto de 2008 

"Cristo entrega as chaves a Pedro" (1481-1482) de Pietro Perugino
Fresco (pormenor) da Capela Sistina, Vaticano


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Assunção de Nossa Senhora


"Assunção da Virgem" (1774) de Martin Knoller
Pintura exposta no Museu do Louvre, Paris

A 15 de Agosto celebra-se a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora, declarada como dogma da Igreja Católica em 1950. O dogma da Assunção define como verdade que a Mãe de Deus, no fim de sua vida terrena foi elevada em corpo e alma à glória celestial.

Esta festividade lembra como a Mãe de Jesus Cristo recebeu a recompensa de suas obras, dos seus sofrimentos e virtudes. Não tendo o pecado penetrado nunca na sua alma puríssima, era conveniente que o seu corpo, isento de toda mancha e do qual o Verbo se dignou encarnar, não chegasse a sofrer a corrupção do túmulo. Ela, que durante a vida terrestre desempenhou um papel único e singular, com o dia da gloriosa Assunção começou a ocupar um lugar no céu que a distingue e glorifica.

Apesar da declaração do dogma da Assunção de Nossa Senhora ser contemporâneo e o mais recente dos dogmas marianos, a devoção popular pela Assunção de Maria em corpo e alma aos Céus encontrou suas primeiras manifestações nos primeiros anos do Cristianismo. Padres da Igreja e teólogos expuseram com grande clareza, ao longo dos séculos, o significado da Assunção e sua profunda conexão com as demais verdades já reveladas, muito contribuindo na progressiva divulgação deste privilégio da Virgem Maria. A esses testemunhos litúrgicos e teológicos cabe acrescentar numerosas expressões da piedade popular, entre elas a dedicação de um dos mistérios do Rosário a essa verdade.

Tal consenso eclesial é apontado pelo Papa Pio XII, no dia 1º de Novembro de 1950, numa cerimónia solene na Basílica de S. Pedro, como argumento fundamental para a proclamação dogmática da Assunção. A verdade desta glorificação única e completa da Santíssima Virgem foi declarada, ex cathedra, com as seguintes palavras definitórias:

"Depois de elevar a Deus muitas e reiteradas preces e de invocar a luz do Espírito da Verdade, para glória de Deus omnipotente, que outorgou à Virgem Maria sua peculiar benevolência; para honra do seu Filho, Rei imortal dos séculos e vencedor do pecado e da morte; para aumentar a glória da mesma augusta Mãe e para gozo e alegria de toda a Igreja, com a autoridade de nosso Senhor Jesus Cristo, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e com a nossa, pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o curso da sua vida terrena, foi assunta em corpo e alma à glória do céu".
"Assunção da Virgem Maria" (1600) de Annibale Carracci
Pintura da Igreja Santa Maria del Popolo, Roma

 

domingo, 14 de agosto de 2011

XX Domingo do Tempo Comum - 14 de Agosto

Tema: "Não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel"

1ª Leitura: Is 56, 1.6-7

2ª Leitura: Rom 11, 13-15.29-32

Evangelho: Mt 15, 21 – 28

Mensagem:
Na linha da tradição, muitos cristãos consideravam o povo de Israel como a estirpe eleita e santa, único herdeiro da salvação de Deus. Outros mostravam alguma abertura, admitindo que os israelitas eram os primeiros destinatários da salvação, mas não os únicos. A vida pública de Jesus desenrolou-se praticamente em território judaico e a sua missão quase se limitou «às ovelhas perdidas da casa de Israel». Mas há alguns gestos da parte de Jesus que são um prelúdio e anúncio do universalismo da salvação. É neste ambiente que Mateus nos refere o episódio da mulher Cananeia.

O evangelista Mateus foi colher este episódio ao evangelho de Marcos e apresenta-o duma forma mais dramatizada, apresentando Jesus numa atitude tão dura que até os discípulos intervêm para se verem livres daquela mulher que, por seu lado, não desanima.

Desde o não ligar coisa alguma, o apresentar a supremacia do povo de Israel, até ao insulto, chamando «cadela» à mulher que implora a cura da filha, de tudo isto se serve Jesus para provar a fé daquela mulher que ele mesmo acaba por reconhecer, numa frase jamais dirigida a um membro do povo Israel: «Ó mulher, grande é a tua fé! Faça-se como desejas». A cura da filha obtida por meio da fé humilde e constante da mulher pagã é um sinal antecipador da nova via, aberta também aos pagãos, para aceder à mesa dos filhos e fazer parte de pleno direito da casa de Israel.


"Cristo e a mulher Cananeia" (1500) de Juan De Flandes. Pintura exposta no Palácio Real de Madrid, Espanha
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

XIX Domingo do Tempo Comum - 7 de Agosto

Tema: "Coragem! Sou Eu! Não temais!"

1ª Leitura: 1 Reis 19,9a.11-13a

2ª Leitura:
Rom 9,1-5

Evangelho:
Mt 14, 22 –33
"Caminhando sobre a água" (1888) de Ivan Aivazovsky
Mensagem: Olhando para o evangelho deste Domingo, tal como ele se nos apresenta, facilmente verificamos que se trata duma espécie de catequese sobre o estatuto do discípulo convidado a confiar totalmente no seu Senhor mesmo em situações que põem em crise a sua adesão de fé. Só no final a comunidade dos discípulos, educada na sua fé por meio das provas, faz a profissão de fé em Jesus: «Tu és verdadeiramente Filho de Deus!».

Jesus vem da sua experiência de oração solitária sobre o monte. Caminha sobre o mar, tal como o Deus criador e senhor do universo e salvador do povo no Êxodo. Jesus é o Senhor que controla as forças ameaçadoras – o vento e as ondas agitadas – mas é também o salvador que socorre a sua comunidade no meio das provas. Neste contexto, as palavras de Jesus («Sou eu, não temais!») adquirem uma ressonância religiosa específica: é o convite à confiança dos crentes, fundada na presença e poder salvífico do Senhor, aquele que se revelou como «Eu sou», o Deus do Êxodo. 

 Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

terça-feira, 2 de agosto de 2011

XVIII Domingo do Tempo Comum - 31 de Julho

Tema: Multiplicação dos pães e dos peixes

1ª Leitura: Is 55, 1-3

2ª Leitura: Rom 8, 35.37-39

Evangelho:
Mt 14, 13 –21

Mensagem: No episódio da multiplicação dos pães e dos peixes, Jesus é apresentado a curar e a alimentar o povo no deserto. É a compaixão que move Jesus a acolher a multidão, apesar da sua tentativa de afastamento da mesma, e a alimentá-la. Não se trata dum vago sentimento de comoção, mas duma emoção profunda e visceral.

O diálogo com os discípulos, que se apresentam como «homens de pouca fé», apresentando as dificuldades do lugar deserto e do pouco alimento disponível (cinco pães e dois peixes) para tanta gente, vem salientar a iniciativa gratuita e generosa de Jesus que quer envolver nela os seus discípulos: «Dai-lhes vós de comer!».

Assim, sobre a figura de Jesus, que acolhe e alimenta uma multidão numerosa no deserto, projecta-se a imagem do profeta ideal esperado para o fim dos tempos.

"Milagre dos Pães e dos Peixes" (1620) de Giovanni Lanfranco
Pintura exposta na Galeria Nacional da Irlanda, Dublin
Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

XVII Domingo do Tempo Comum - 24 de Julho

Tema: "O Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo"

1ª Leitura:
1 Re 3, 5.7-12

2ª Leitura: Rom 8, 28-30

Evangelho: Mt 13, 44 – 52
"A Parábola do Tesouro Escondido" (1630) de Rembrandt
Pintura exposta no Museu de Belas Artes de Budapeste (Hungria)

Mensagem: 
Termina neste domingo o discurso em parábolas que preenche todo o capítulo 13 do evangelho segundo Mateus.

O ponto fundamental das duas primeiras parábolas não está no achado do tesouro ou da pérola, mas na decisão que tomam os dois protagonistas em vender tudo o que têm para comprar o que descobriram ou encontraram.

O sentido religioso destas duas parábolas só e pode captar em toda a sua profundidade se forem confrontadas com as sentenças evangélicas em que Jesus propõe um escolhe decisiva e radical perante o reino de Deus. Exemplo desta decisão é a dos discípulos que deixam tudo para seguir Jesus.

A terceira parábola retoma o tema da parábola do trigo e do joio. Serve-se da imagem da pesca no lago de Tiberíades em que eram usadas grandes redes de arrasto, puxadas por dois barcos, e que apanhavam toda a espécie de peixes. Ao chegarem à margem, os pescadores faziam a escolha dos peixes bons, que colocavam nas canastras, lançando fora os que não prestavam ou eram impuros perante a Lei. São dois tempos distintos: a pesca e a separação dos bons e dos maus. Para a comunidade dos discípulos, agora é o tempo da pesca ao largo, o tempo de lançar a rede do evangelho para apanhar a todos sem distinção. A separação final, o juízo, cabe somente a Deus. 

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

domingo, 17 de julho de 2011

XVI Domingo do Tempo Comum - 17 de Julho

Tema: "O Reino dos Céus é comparável a um homem que semeou boa semente no seu campo"

1ª Leitura: Sb 12, 13. 16-19

2ª Leitura: Rm 8, 26-27

Evangelho: Mt 13, 24 – 43

Mensagem:  
Continuamos a escutar neste domingo o discurso das parábolas em que é revelado progressivamente o mistério do Reino de Deus ou, na linguagem do evangelista Mateus, do Reino dos Céus. 

A parábola do trigo e do joio é uma das poucas, juntamente com a do semeador, que é oficialmente interpretada. A resposta que a parábola dá, pode ser resumida assim: a oposição é obra do adversário; bem e mal, crentes e incrédulos coexistem ao longo da história, que vai do primeiro anúncio ao juízo definitivo; no tempo intermédio não se podem antecipar o juízo e a separação reservados para o fim, e que são da competência do Senhor, único juiz; este é o tempo de crescimento e de actuação da palavra proclamada e acolhida, isto é, o tempo da missão, da paciente e perseverante espera. 

Também é fácil estabelecer os pontos de contacto entre as duas parábolas gémeas do grão de mostarda e do fermento. Os elementos narrativos estão dispostos de modo a dar realce ao contraste entre um início pequeno e insignificante e o momento final.

Mateus conclui as três parábolas com uma breve reflexão sobre o significado de falar em parábolas: trata-se da revelação do Reino aos crentes e o ocultar do projecto de Deus aos não crentes. 



Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

domingo, 10 de julho de 2011

Profissão de Fé

No passado dia 23 de Junho, dia do Corpo de Deus, houve festa na nossa Paróquia. As crianças do 6º ano de catequese professaram solenemente a sua Fé!

A Profissão de Fé é a renovação das promessas do Baptismo, uma afirmação festiva da adesão a Jesus Cristo. Ao longo dos últimos anos, os pais destas crianças procuraram, com todo o empenho, educá-los na Fé, para que a Vida Nova recebida no Baptismo fosse defendida das tentações do pecado e crescesse de dia para dia.

Neste acto público e solene, que foi a Festa da Profissão de Fé, as crianças lembraram o seu Baptismo e, com responsabilidade pessoal, e em obediência ao Evangelho que foram conhecendo nos últimos anos da catequese, renunciaram ao pecado e professaram a sua Fé em Jesus Cristo, manifestando vontade de serem fiéis ao ideal de vida Cristã. 
  

XV Domingo do Tempo Comum - 10 de Julho

Tema: Parábola do Semeador

1ª Leitura: Is 55, 10 – 11

2ª Leitura: Rm 8, 18 – 23

Evangelho: Mt 13, 1 – 23

Mensagem:

Com o texto deste Domingo começa o discurso central do evangelho de Mateus, o discurso das parábolas, em que o evangelista reúne toda uma série de ensinamentos de Jesus acerca do mistério do Reino.

A cena de abertura apresenta Jesus que sai de casa, o lugar da instrução dos discípulos, para se sentar a instruir as multidões em parábolas, numa linguagem simbólica e enigmática.

A primeira parábola inspira-se na imagem bíblica que se liga à acção de Deus, carregada de esperança em situação de crise. Daí o acentuar da quantidade de sementes que é lançada às braçadas sem haver a preocupação de escolher o terreno.

O Evangelho culmina ao apresentar o ouvinte ideal: aquele que escuta e compreende a Palavra, isto é, põe-na em prática de forma activa e perseverante. Esta é a base para a apresentação das outras situações de inconstância e infidelidade, de perseverança por causa da tribulação e da perseguição que se exprime em insultos, calúnias, acusações e rejeições. Todas estas circunstâncias fazem parte do dia-a-dia da comunidade de cristãos para quem o evangelho de Mateus é dirigido.


Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Dia da Comunidade Paroquial


A Comunidade Paroquial da Branca celebrou no passado dia 26 de Junho, domingo, o seu dia com a concentração dos fiéis das pequenas comunidades locais que compõem a paróquia, no pinhal da Sarraipa, no lugar de Casaldima.

O ritual da manhã começou com a celebração da Eucaristia por volta das 11h00, pelo pároco acolitado pelo diácono permanente, e a animação litúrgica esteve a cargo de um misto de coros paroquiais, com a participação activa do agrupamento de escuteiros local do CNE, e à qual assistiram muitos fiéis e crianças oriundos dos centros catequéticos de Albergaria-a-Nova, Fradelos, Soutelo e Igreja Matriz.

Seguiu-se o almoço no pinhal para quem o quis trazer consigo de casa .

A tarde foi preenchida, a partir das 14h30, com um vasto programa recreativo, no qual tomaram parte catequistas e crianças da catequese que animaram durante algumas horas todos os presentes.

Esta jornada de convívio tem tido sempre como cenário a natureza. Apesar do tempo abafado e quente, saldou-se por uma participação e adesão significativas. O encerramento aconteceu por volta das 17h00, como de costume.
 
 

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima

No passado dia 10 de Junho decorreu a Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima, assinalando o primeiro centenário da aparição de Nossa Senhora aos Pastorinhos.

O tema da peregrinação foi "Pai, Filho e Espírito Santo, eu Vos adoro".

Nesta peregrinação participaram cerca de 40 crianças e 14 catequistas da nossa Paróquia.

A Eucaristia foi presidida pelo Sr. Bispo da nossa Diocese, D. António Francisco dos Santos que deixou algumas mensagens às crianças:

"Queremos construir um Portugal melhor a pensar em vós, a trabalhar convosco e a rezar convosco. Precisamos de olhar o futuro com verdade, com alegria e com esperança".

"Vós sois um espectáculo de oração. Viestes aqui reconhecer Jesus, presente na Eucaristia, como o maior tesouro, o maior e o melhor amigo".

"Vós sois o tesouro do Mundo, o tesouro de Portugal e da humanidade inteira! Jesus conta convosco para tornar este mundo melhor", concluiu D. António Marto.


terça-feira, 5 de julho de 2011

Leitores do Centro da Igreja - Julho

Festa do Compromisso e do Envio

A Festa Arciprestal do Compromisso e do Envio do 9º e 10º Ano de Catequese decorreu no dia 5 de Junho no Santuário de Nossa Senhora do Socorro.

O tema era: "Sereis Minhas Testemunhas".

Este encontro iniciou-se com o acolhimento às 10h e terminou com a Eucaristia às 17h presidida pelo Sr. Padre Dinis. Ao longo do dia decorreram momentos de reflexão, oração, partilha, amizade e convívio.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

XIV Domingo do Tempo Comum - 3 de Julho

Tema: Vinde a Mim, todos os que estais cansados

1ª Leitura: Zac 9, 9-10

2ª Leitura:  Rm 8, 9.11-13

Evangelho:  Mt 11,25-30

Mensagem: 
À chegada dos seus discípulos enviados em missão, Jesus reconhece publicamente e proclama em louvor e acção de graças porque o Pai, na sua livre iniciativa escolheu «os pequeninos» como destinatários da revelação. Estes pequeninos são opostos aos «sábios e inteligentes» que, por sua vez, na tradição profética são opostos aos humildes e pobres».

O jugo da vontade de Deus deixou de ser um jugo opressivo e duro, mas gera agora a paz gloriosa prometida aos humildes e mansos, garantia da salvação definitiva. O jugo de Jesus é suave e o seu fardo é leve, não porque não seja exigente mas porque tirou as incrustações legalistas. Fazer a vontade de Deus deixou de ser um cógido ou um sistema moral a interpretar e a seguir, mas seguir Jesus, o Filho, que a revela e realiza de modo definitivo e pleno.

Fonte: Boa Nova - Diocese de Aveiro (adaptação)